Sombra da morte, vestígios de vida


Caminhando pelos vales turvos e confusos
Minha aparência se conspurcava
E tornava minha pele frígida
A pesar que, minha vida, prestes a terminar estava.

Encontrei pessoas a consolar-me
Ombros espinhosos assistência me deram
Com lenços de cansanção minhas lágrimas,
Em tamanho pudor fingido, as secaram.

Percorri estradas escuras
Procurei uma luz a me guiar
E com palitos de fósforo,
Em completo desprezo, chegavam a me iluminar.

Caminhando pelos vales turvos e confusos
Tentei encontrar uma companhia
Para abster-me de toda tristeza
Sem perceber que era ela tudo que me pertencia.

Busquei fortaleza naquilo que me enfraquecia,
Tentei alegria naquilo que queria minha tristeza,
Abracei com carinho aquele que me queria com espinhos,
Desejei o bem para quem era impuro, mas por fora demonstrava beleza.

Caminhando pelos vales turvos e confusos
Cheios de decepções pelo trajeto
Sem esperança de um futuro feliz
e nem de encontrar algo dileto.

Prossegui com meus passos, embora verdugos
Desestimulei minha vontade, mesmo gritante
Enterrei sonhos e planos
Mas você resgatou-os, mesmo distante.

Arrebatou-me do lamaçal da injúria
Alertou-me sobre a ilusão dos trôpegos passos
Resgatou-me do incôndito da mentira
E levou-me ao lar de seus vastos braços.

Caminhando pelos vales turvos e confusos
Não esperei conquistar a paz em meio às guerras
Não busquei encontrar a perfeição no impuro
Apenas desejei a felicidade deveras.

Trouxeste vida onde já havia morte
Arrancaste sorrisos onde o choro habitava preponderante
Puxaste-me do taciturno mundo
Inundaste, em mim, o amor incessante.

Vangloriar-me-ia por conquistar-te
Mas sei que não mereço.
Idolatrar-te-ia por reconhecer seu esplendor,
Mas, por colocar-te em meu caminho, a glória a Deus forneço.

Caminho pelos vales, não mais turvos e confusos
Percorro estradas, não mais escuras
Caminho com você ao meu lado
E somos iluminados pelo brilho do nosso amor em venturas.

"Eu não sei dizer te amo"


Se você fosse um sonho

Eu não acordava...
Se você fosse a noite
Eu te ninava... ♪♫♪

Eu queria, ah, meu bem, como queria dizer tantas vezes claramente o que sinto por você. Enquanto o som da distância insiste em cantar entre nossos corpos, tento, através de correspondências, chamar teu corpo para bailar comigo na melodia que nos é proferida, já que nossa escolha não é finda.
Ah, minha flor rara em tempos de deserto, minha querida chuva em dias quentes e secos, sem você a vida me é monotonia e tudo que desejo é ter-te por perto, sentir o frescor da tua brisa roçar em minha pele morta, sem o teu tocar.
Talvez eu não consiga expressar o que sinto, afinal, eu não sei dizer te amo da forma real em que mereces. Não sei dimensionar, quantificar a profundidade de um sentimento que nasceu para ser infinito. O meu amor não dá para ser expressado e você não merece limitações a serem sentidas, já que dizendo estaria restringindo-as.
Eu te amo porque você me ensinou amar-te. Cativou-me. Possuiu-me. Queria ser seu travesseiro para que assim pudesse sentir tua cabeça confortável em mim. Queria ser o sol para aquecer sua pele e a água para percorrer por entre as curvas do teu corpo. Queria ser a lua para acompanhar de perto o brilho dessa estrela magnífica que és para todos que a cerca.
Não sei quando irei vê-la, se pudesse a roubaria para ter-te eternamente em meus braços. Minhas malas já estão prontas, aguardando o dia em que sentirei o pulsar do meu coração, afinal, você o tomou para si.
Ah, meu amor, eu não sei dizer te amo do jeito que sinto, até porque ele é tão forte que não dá para ser dito a intensidade do meu sentimento por você, ele deve ser demonstrado e isso, meu amor, eu demonstrarei todos os dias e irei buscá-la para fazer a nossa morada.

Com amor, mas com o gosto da saudade que me aperta.

Seu rosto desfigurava-se no parapeito da sacada. Lá, durante minutos, talvez horas, que para ela multiplicar-se-iam por dias, esperava uma chegada nem que fosse transitória. Ela só o queria ali, nem que para isso precisasse tocar sua cabeça para tirá-lo dos pensamentos constantes e fixá-lo ali para a eternidade.

Se você fosse um barco
Eu seria teu motor...
Se você fosse terra
Eu queria ser trator...
E se você fosse pra qualquer lugar
Eu seria a tua casa!
Frejat