Resenha: Alucinadamente feliz


Olá meus amigos,
A autora Jenny Lawson coleciona uma série de distúrbios mentais: transtorno de ansiedade (TDA), artrite reumatoide, depressão, transtorno do sono, transtorno de arrancar cabelo, transtorno de se machucar (todos esses transtornos têm nomes muito complicados, mas eu resolvi facilitar e escrever o que eles realmente são). Devido a esse leque de doenças, Jenny leva uma vida mais caseira e tem um cotidiano diferente.


Nascida e criada no Texas, a autora narra suas hilárias e diversas discussões com seu marido Victor (as quais ela vence quase todas). Ela já tem mais um livro lançado chamado “Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu” (que na edição original tem um rato empalhado na capa). A autora ama animais empalhados, tem uma coleção deles e fala muito sobre eles no livro, isso me incomodou, pois acho a prática da taxidermia nojenta. Em minha opinião, o ser humano gosta de escravizar os animais e essa prática faz isso ainda depois da morte deste.


Tendo já escrito dois livros, a autora se dedica à escrita e ao seu blog. E por falar em blog, preciso contar como a autora “estourou” na internet: Em 2010, depois de receber mais uma notícia da morte de um amigo, ela iniciou no seu blog o movimento alucinadamente feliz, que tem por objetivo, ser feliz apesar das coisas tristes que acontecem. Esse movimento foi aderido por várias pessoas do mundo todo. Foi quando Jenny resolveu levantar a bandeira de “garota problema” para o mundo, e o mundo a abraçou dizendo: “eu sei”.


O fato de ela ter exposto seus transtornos e as coisas as quais passa fez muitas pessoas (24) escreverem para ela, contando que estavam pensando em se matar e que devido ao relato dela eles buscaram ajuda e estavam em processo de cura. Saber que você de fato ajudou 24 pessoas deve ser algo incrível.

Obviamente com uma gama de transtornos tão grande, nem tudo são flores na vida de Jenny, a autora conta como se machuca quando a ansiedade é tão forte que faz seu peito tremer e o coração pular, ou quando a depressão volta (e ela sempre volta) e Jenny fica semanas paralisada em sua cama, sem vontade de viver.

A autora também é fascinada por gatos e pretende adotar mais um e chamá-lo de Presidente.


Este é um livro engraçado, apesar do tema triste e pesado, e tirando as páginas sobre animais empalhados, foi uma leitura muito prazerosa. Mas aviso a todos que pretendem lê-lo: este é definitivamente diferente. Você pode não gostar muito do que vai ler, pois a autora também não tem papas na língua. Se decidir ler, vá de mente super aberta.

Abraços.






Quotes:
“Quando estou hospedada num hotel com paredes finas, ás vezes abro meu notebook e assisto a cenas de assassinato com o volume bem alto para ver se alguém liga para a polícia. Mas ninguém nunca faz isso. É como se as pessoas não se importassem mais”.

“Comer um pêssego é como comer a cabeça de um recém-nascido. É tão macio e mole. Não que pêssegos tenham gosto de bebês. Eu não como bebês. Aliás, nem pêssegos. Porque lembram comer bebês. Na verdade, é um círculo vicioso”.
“Não entendo o movimento anti-slut-shaming, que é contra a humilhação de vadias. Eles dizem: “Não ofenda as vadias”, e eu fico toda “São vocês que estão chamando mulheres de vadias”. É como fazer uma campanha dizendo “Deixem os gordinhos pra lá”.

“Se o plural de “octupus” é “octopi”, por que o plural de “rabbit” não é “rabbi”? Será porque “octopuses” é uma palavra divertida demais de se falar?


Título: Alucinadamente feliz
Autor: Jenny Lawson
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Ano: 2016

17 Revelaram sentimentos:

  1. Eu gostei da sua resenha, mas não sei se algum dia vou ler esse livro porque assim como você, eu acho nojento a pratica de taxidermia. Mas o que me interessou foi a quantidade de distúrbios mentais que a autora tem e mesmo leva uma vida feliz.

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  2. Sempre me deparava com este livro, e pela capa e impossível imaginas que vamos nos deparar com este tipo de leitura, que apesar de aborda assuntos com tema tenso, mas que ao mesmo tempo no faz refletir de forma alegre e divertida. Imagino que para cada pessoa esta leitura vai ter um tipo de emoção, como mesma disse uns vão gostar e outros não, mas acredito que vale a pena dar uma chance a leitura.

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  3. Oi Silvana ;)
    A capa desse livro sempre me chamou a atenção, mas não fazia ideia sobre o que era o livro.
    Acho que nunca li um livro em que a autora tivesse tantos problemas assim, e também acho estranha essa prática da taxidermia, me deixa desconfortável.
    Gosto de autoras assim que não tem medo de escrever o que pensam, e acredito que apesar de ela abordar esses temas tristes e pesados, há certo humos na escrita dela.
    Pelos quotes, é um livro que vou gostar, apesar de ser bem diferente! Obrigada pela indicação ;)
    Bjos

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  4. Esse livro não me chamou muita atenção. Tinha achado interessante quando lançou, mas não deu aquela vontade boa de ler, sabe? Ele parece divertido, mas também tem seus momentos tensos e um tanto estranhos e não sei se iria gostar. Seria daquelas leituras que a gente arrisca mas sabendo que pode não ir muito com a cara. Ao menos acho que seria assim pelo que percebi dele. Difícil eu ler viu =/

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  5. Realmente a história parece ser triste e pesada, mas realmente deve ser incrível saber que ajudou 24 pessoas, sem dúvidas parece ser bem diferente, mas acredito que vale a pena ler este livro, apesar da história ser bem diferente do que costumo ler, vou dar uma pesquisada sobre o blog da autora também.

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  6. Este comentário foi removido pelo autor.

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  7. Silvana!
    Carecemos de sinceridade nos relatos e acredito que esse é um dos pontos altos da autora. É preciso deixar tudo esclarecido de forma real, ainda mais quando se trata de um livro que traz tantos distúrbios em uma única pessoa.
    E que movimento lindo ela lançou.
    Fiquei com vontade de ler.
    Uma maravilhosa semana!
    “Todo homem, por natureza, quer saber.” (Aristóteles)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JULHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  8. Oi Silvana!
    As fotos na praia ficaram lindas *-* melhor vista para ler um livro.
    Fiquei assustada com tantos problemas que a autora tem e a dificuldade pra lidar com eles.
    Achei incrível o que a autora conseguiu criar e fazer. Ajudar as pessoas de alguma forma é importante, e saber que você contribui pra cura e melhora de alguma pessoa é gratificante.
    Fiquei curiosa pra saber o que a autora trouxe no livro. Eu não tenho problema com a sinceridade na escrita, eu até gosto e acho que isso está em falta.
    Obrigada pela indicação!
    Abc

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  9. Olá Silvana!!!
    Sinceramente eu já ouvi falar muito de "Alucinadamente Feliz" e mesmo já tendo vista várias resenhas sobre o livro, ele não me atrai nenhum pouquinho.
    Não sei o que é??
    Mas parece ser uma leitura que chegaria a me cansar e até abandonar.
    Porém, gostei mesmo assim da sua opinião sobre o livro ^^

    lereliterario.blogspot.com

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  10. Lembro de ter visto muito esse livro na epoca do lançamento. Apesar de ser uma leitura bem diferente acho que vale a pena dar uma chance, entender como uma pessoa com tantos problemas consegue ser feliz e de bem com a vida é uma boa oportunidade para rever nossa vida.

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  11. Achei a capa bem fofinha, mas ao ler os quotes fiquei um pouco assustada. Não é um livro que tenho vontade de ler. Tenho um certo medinho kkkk. Gostaria de saber um pouco mais sobre esses tipos de pessoas, com transtornos, mas prefiro romances.

    Visitem meu blog!
    http://garotaeraumavez.blogspot.com.br
    Obrigada!

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  12. Oi, Silvana
    Confesso que fazia uma ideia totalmente diferente da premissa desse livro. Que coragem da autora se expor assim, acho que por isso deve valer a pena a leitura. Gostei de saber também que apesar do tema pesado, não torna a leitura densa.
    Quem sabe me animo. Gostei da dica.

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  13. Parece ser um livro diferente, não gostei da parte de empalhar animais me da aflição, mas deve ser interessante saber como a autora lida com tantos problemas e ainda consegue ser feliz, não é para qualquer um, um grande exemplo pra sociedade.

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  14. Oi Silvana,
    Livro bem inusitado esse né? Lembro que quando vi o lançamento eu até tinha ficada interessada em ler, pois gosto de livros que trazem uma historia com temas mais pesados abordados de uma forma mais leve e singela. Então esse livro me intrigou de inicio, pois os relatos da autora devem ser de certa forma cruéis e divertidos também, afinal, não deve ser fácil ter que lidar com tantos transtornos assim, mas a mulher tem garra e consegue tirar coisas boas desses momentos.
    Mas confesso que não fiquei muito motivada para ler esse livro, acho que o que mais me incomoda é a narrativa em si.
    Beijos

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  15. Olá, Silvana!

    A sua resenha tem um tom mais sério do que o que muita gente usa para falar do livro. E entendo mesmo esse nojo da taxidermia, pois quando embalsamamos um corpo humano (o "equivalente" humano para a taxidermia), só usamos formol ou outros componentes químicos no lugar do sangue para conservar o corpo. Nada de retirar órgãos ou de remover a pele para colocar em um suporte que fica numa pose humana.
    Como você falou no fim, é um livro com um humor ácido e que precisa de uma cabeça aberta para compreender a Jenny. Eu até a principio, não entendi a frase do "anti-slut-shaming", mas depois passei a entender que era tentar evitar que alguém seja chamada de vadia e usar a palavra no movimento já é chamar alguém de vadia, virando um circulo vicioso.
    Mas nem todo mundo vai entender tudo assim, e nesse caso, melhor não ler do que se irritar com a autora.

    Um abraço!

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  16. Oi Silvana! Não sei oq to sentindo em relação a resenha. Não consigo imaginar como deve ser viver com tantas doenças. Mas ajudar 24 pessoas com certeza deve ter feito a autora se sentir muito bem. Fiquei curiosa em relação ao livro. Gostei dos Quotes! Pretendo ler. Beijoss

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  17. Oiee!
    A capa do livro não passa nada do interior, eu nunca poderia imaginar que o livro se tratava desse tipo de tema.
    Pra mim é um livro muito pesado pra o momento em que estou passando, então prefiro deixar pra quem vai encarar com a mente aberta, o que não é o meu caso, infelizmente.
    Bjs!

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