Resenha: Uma noiva para Winterborne

Rhys Winterborne conquistou uma fortuna incalculável graças a sua ambição ferrenha. Filho de comerciante, ele se acostumou a conseguir exatamente o que quer – nos negócios e em tudo mais.
No momento em que conhece a tímida aristocrata lady Helen Ravenel, decide que ela será sua. Se for preciso macular a honra dela para garantir que se case com ele, melhor ainda.
Apesar de sua inocência, a sedução perseverante de Rhys desperta em Helen uma intensa e mútua paixão.
Só que Rhys tem muitos inimigos que conspiram contra os dois. Além disso, Helen guarda um segredo sombrio que poderá separá-los para sempre. Os riscos ao amor deles são inimagináveis, mas a recompensa é uma vida inteira de felicidade.
Com uma trama recheada de diálogos bem-humorados e cenas sensuais e românticas, Uma noiva para Winterborne é o segundo volume da coleção Os Ravenels.
Mais uma vez Lisa Kleypas nos traz um anti-herói cativante, mas nesse novo romance ela nos apresenta um homem comum, comerciante que fez fortuna trabalhando e se tornou dono de um império.

Rhys Winterborne apareceu no primeiro volume da série - Um sedutor sem coração - quando sofreu um acidente e precisou passar uns dias no Priorado de Eversby sob os cuidados de Lady Helen. Foi assim que o romance entre eles aconteceu, nos primeiros olhares e toques, no beijo roubado de supetão. Esse é um dos hábitos de Lisa, nos apresentar personagens dos próximos livros enquanto ainda estamos envolvidos em outro romance. E funciona, viu? Eu terminei Um sedutor sem coração já com o dedo coçando para comprar Uma noiva para Winterborne e não me decepcionei nem um pouco.

A dinâmica entre o casal é deliciosa e cheia de audácia. Temos uma nobre, de luto fechado pelo irmão, que se apaixonou por um rude homem galês. Ah, os galeses e seu idioma deliciosamente incompreendido.... Ele é temperamental e grosseiro e ela tem todo o jogo de cintura e a delicadeza para lidar com ele, logo fica claro que nasceram um para o outro. Apesar dos acontecimentos e do noivado súbito no primeiro livro, começamos esse segundo com Helen desesperada ao descobrir que Rhys não quer mais se casar com ela, e ela se mostra mais do que disposta a fazer qualquer coisa para remediar essa situação.


Pelas bolas flamejantes de Lúcifer. Não havia como negar o desejo dela.

E não havia mesmo, pois Helen segue Rhys em direção à luxúria para evitar que qualquer pessoa possa ser capaz de evitar seu casamento. Mas a vida está aí para isso, não é mesmo? E apesar de tudo estar as mil maravilhas, segredos vem à tona e Helen se vê encurralada. Dizer a verdade e perder o amor de sua vida ou correr o risco de ser desmascarada de repente?

Rhys segue amando Helen com todas as suas forças, e demonstra isso com frequência usando seu idioma natal, o que me cativou ainda mais durante a narrativa. Gosto de aprender palavras e expressões de outros idiomas, mesmo sabendo que jamais as usarei. Como por exemplo Hiraeth, que é o galês para o nosso saudade, mas que ele explicou detalhadamente para Helen por não existir tal palavra em inglês.

É um anseio por algo que foi perdido ou que nunca existiu. É o que se sente por uma pessoa, um lugar ou uma época da vida... é uma tristeza da alma. A Hiraeth visita o galês mesmo quando ele está muito perto da felicidade, lembrando a ele que é incompleto. 

O amor dele é dessa forma, intenso e dolorido e Helen, que nunca teve esse tipo de amor na vida - pois foi desprezada pelos pais desde o nascimento - se vê entregue às declarações passionais do noivo, incapaz de pensar em oferecer qualquer resistência.

Pense nisso. Você roubou o ar que eu respiro, cariad. E agora estou fadado a contar os dias até poder pegá-lo de volta com você, um pouco a cada beijo.
Além de conquistar Rhys, Helen consegue uma aliada e amiga durante sua estadia em Londres e juntas se lançam em uma aventura audaciosa. Algo me diz que essa amiga de Helen aparecerá em breve em algum livro e eu não vou dar mais detalhes aqui para não estragar a surpresa!

Menção honrosa dessa vez vai para a loja de Rhys, a Winterbourne's que, com seus vários departamentos, quebrou o coração austero de Lady Berwick quando ela deitou os olhos na variedade de luvas e na facilidade em comprar tudo em um lugar só. Lembrando que naquela época os nobres jamais usariam uma loja de departamentos para suas compras. Isso seria extremamente indigno de sua posição!

Sobre a edição: temos uma edição padrão, com folhas amarelas e eu não peguei nenhum erro de tradução ou diagramação e tive uma experiência de leitura muito confortável.

Se jogue nesse livro como se ele fosse um lago convidativo e refrescante em uma tarde de verão.


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Título: Uma noiva para Winterborne
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Páginas: 336
Ano: 2018
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