Resenha: A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e outros Contos

Por Giovanna Prates •
24 outubro 2020

Essa edição maravilhosa lotada de ilustrações incriveis conta com 4 contos originais do querido Washington Irving: A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça, RIP Van Winkle, O Noivo Espectral e O Diabo e Tom Walker. Ficou complicado escolher um favorito, mas acabei me identificando muito com RIP Van Winkle e senti uma conexão inexplicavel com o Cavaleiro, e é dele que falarei. 
“Havia algo no silêncio melancólico e obstinado desse companheiro pertinaz que o intrigava e aterrorizava.” 
O conto de A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça não é exatamente "assustador", convencionalmente falando, e também não é alegre como mostra a animação da Disney. Mas é certamente atmosférico e serve também como uma lenda urbana. 

Há um humor negro sempre presente que torna o livro muito divertido, e as vívidas representações de cenas e personagens de Irving ganham vida de uma maneira atemporal. Os muitos vícios de Ichabod Crane por comida e pela mulher pela qual ele nutre um certo sentimento, são certamente, muito mais ousados ​​aqui do que em qualquer uma das muitas adaptações cinematograficas que vi, e ele não é um personagem tão simpático (achei ele bem chato, pra falar a verdade), mas, de certa forma, essa versão original torna tudo ainda mais engraçado e extremamente bizarro. 


Quando se pensa nos clássicos góticos do Halloween, é fácil ver o por que A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça se tornou um dos livros mais valiosos para ler nesta ocasião específica. Avistamentos assustadores à noite, contos de um fantasma decapitado, os eventos temidos do final, tudo se transforma em um trabalho bastante emocionante. Esta é definitivamente uma história que é melhor lida à noite, ou contada em voz alta para um pequeno grupo de amigos ou membros da família, assim como quem conto um belo conto de terror. 
“Que formas e sombras temíveis cercavam seu caminho, em meio ao resplendor fantasmagórico e horripilante da neve noturna!” 
Devo acrescentar que mesmo falando apenas desse conto em particular, todos os contos foram muito bem compostos e escritos. Curtos, mas cheios de detalhes, e extremamente profundos. Embora não sejam tão assustadores ou macabros quanto a literatura moderna pode ser, foi uma deliciosa sátira ao mundo da Nova Inglaterra após a Guerra Revolucionária. Mal posso esperar para ler mais sobre obras de Irving. 

OBS: A historia teve muitas adatações no decorrer dos anos, mas apenas para esclarecer que a deste livro é a original, diretamente de Washington Irving. 


Título: A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça e outros Contos
Autor: Washington Irving
Editora: Wish
Tradutora: Camila Fernandes
Páginas: 192
Ano: 2020
Compre: aqui

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Resenha: HQ - A Garota do Cemitéro

Por Giovanna Prates •
22 outubro 2020

A Garota do Cemitéro é uma HQ escrita por dois autores famosos por suas obras de romances vampirescos. Charlaine Harris é escritora das obras da Sookie Stackhouse (com a série True Blood, da HBO baseada nessas obras) e Christopher Golden escreveu a história em quadrinhos da Buffy, a Caça-Vampiros. Don Kramer é o artista famoso por ter seus traços na Marvel e DC Comics, tendo trabalhado anteriormente em JSA, Batman e Detective Comics.

A trama da HQ segue a vida da "Garota do Cemitério", uma menina que é arrancada do porta-malas de um carro desconhecido e deixada para morrer por um homem vestido de preto em uma noite chuvosa. E esse lugar onde ele a deixou é o cemitério Dunhill. Quando ela percebe que não está morta, sente fome e sede, mas não sente nenhuma lembrança dos tempos ou eventos antigos, ou mesmo de quem ela é. Com medo de ir a qualquer lugar que não seja o cemitério que ela logo adota como seu futuro lar, todas as noites, ela observa o zelador cuidar de seus negócios, e começa a conviver nesta vida de medo e escondida nas sombras. Acaba sendo autodenominada como "Garota do Cemitério", rouba comida do zelador para viver e se esconde de todos. Dentre ladrões a adoradores do diabo que passam pelo cemitério, ela sente a situação dos mortos e as ações dos vivos, e em uma noite, acaba testemunhando o assassinato de uma garota por uma gangue de jovens do mal. Ela não pode se esconder para sempre e, com certeza, tem que se mostrar para que pelo menos uma pessoa possa entender o que ela está passando. Ainda sem ideia de quem é, de onde está sua família, ou mesmo saber seu próprio nome, apenas sabe ter a sensação de que adquiriu um poder que nem mesmo pensava que possuía.


Essa HQ tem um poder próprio. Não há super-heróis, apenas um horror e um mistério sobre uma garota tentando descobrir quem ela é e por que ela desenvolveu um novo poder peculiar. Harris e Golden parecem ter criado sua própria versão de O Corvo, de James O'Barr, e este é também, um conto de terror com uma boa dose de mistério. O enredo em si é simples, mas ainda sim, A Garota do Cemitério tem que descobrir todas as respostas antes que o homem que pensava que ela estava morta descubra que ela ainda está viva. Ela sabe que só tem uma questão de tempo para descobrir a verdade antes que todo o seu mundo desmorone ao seu redor. 

A arte realista e as cores dramáticas são absolutamente perfeitas para a história. Na verdade, a arte de Kramer realmente conta a história por meio da linguagem corporal e das expressões faciais, porque o texto é mínimo. A arte por si só é particularmente bem-sucedida no desenvolvimento dos personagens.

Devo mencionar que a historia tem um toque de zumbi devido ao fato de que a vida da Garota do Cemitério gira em torno de um cemitério à noite e tem muito mais a ver com os mortos do que com os vivos, ou seja... imagens sombrias e representações de fantasmas e espíritos estão presentes. Este com certeza é uma ótima pedida entre os fãs de quadrinhos do gênero. 


Título: A Garota do Cemitéro (exemplar cedido pela editora)
Autores: Charlaine Harris e Christopher Golden
Editora: Valentina
Tradutora: Heloísa Leal
Páginas: 128
Ano: 2017
Compre: aqui
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Resenha: Quase Rivais

Por Fernanda Santana •
20 outubro 2020


Sinopse:
Suas famílias são inimigas… Mas será que é possível resistir a uma louca paixão?

James é louco por sua vizinha Julia… Julia brilha e se arrepia cada vez que esbarra com James… a combinação seria perfeita se suas famílias não fossem rivais há gerações. E, como se não bastasse, os dois são concorrentes no trabalho. Mas, mesmo com tudo jogando contra, quanto mais tentam resistir, mais forte fica o desejo. James e Julia entendem que precisam se manter afastados.

O problema é: como? J. Sterling, autora conhecida por seus romances incríveis, recria em Quase Rivais a maior história de amor de todos os tempos. Neste Romeu e Julieta dos tempos modernos, há alguns detalhes que se repetem, mas o que poderia ser diferente?

Resenha:
Em Quase Rivais, eu tive o meu primeiro contato com a escrita da autora e fui surpreendida de uma forma muito positiva. 

Aqui temos uma gostosa releitura de Romeu e Julieta, onde James e Julia pertencem a famílias rivais e não podem, de forma alguma, se relacionarem. Nem mesmo uma amizade, pois os Russo são inimigos mortais dos La Bella. 

Uma antiga aposta dos bisavôs de Julia La Bella e James Russo deu ruim e foi o que culminou a rixa eterna entre as famílias. E para piorar um pouco a situação, eles são vizinhos de terra e concorrentes nos negócios. Ambas as famílias atuam na produção de vinhos e sempre disputam premiações, aumentando ainda mais a concorrência entre eles. 

Embora os dois tenham crescido sabendo que jamais poderiam ser amigos, sempre houve um sentimento escondido ali. James teve oportunidade de se declarar à Julia no passado, mas não foi bem recebido por ela. E por mais que tenha tido o seu coração esmagado pelo seu amor, ele nunca perdeu as esperanças. E agora, quando ele se sente ameaçado a ver o cara que odeia se aproximar da garota dos seus sonhos, ele resolve arregaçar as mangas. E, meus amigos, ele faz por merecer. 

O livro é bem curtinho, de leitura bastante fluída e que você lê em, literalmente, uma sentada só. Eu comecei a ler o livro e só parei quando cheguei ao fim. 

Sabe aquela leitura leve e gostosa, para equilibrar com leituras mais densas? Ou aquele cura-ressaca que às vezes precisamos? Pois é, Quase Rivais é a pedida perfeita! 

E aí, já leram alguma obra da autora? Conhecem esse livro? 

Me contem tudo!

Título: Quase Rivais (exemplar cedido pela editora)
Autor: J. Sterling
Editora: Faro
Páginas: 158
Ano: 2020
Compre: aqui
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Indicação: Suspense psicológico

Por Maiani •
17 outubro 2020

Oi de novo! Para incentivar as leituras temáticas desse mês, irei indicar alguns thrillers de tirar o fôlego e, por que não, nos deixar com medinho também?! Escolhi livros que falam sobre cativeiro, perseguição, memória, saindo um pouco do sobrenatural e focando na maldade humana (que me causa muito mais medo). Pegue sua bebida e venha aproveitar essa listinha de suspense psicológico: 

No Escuro - Elizabeth Haynes 
Quem nunca desejou encontrar um bom partido? Catherine acredita que tirou a sorte grande até se ver dentro de um relacionamento abusivo e assustador. Imaginei que esse seria mais um suspense sobre uma mulher fugindo de seu companheiro, porém, ele vai além e nos entrega uma história que fala sobre obsessão e as perdas e consequências na vida da mulher. 

Misery - Stephen King 
Uma enfermeira salva o escritor de sua série favorita de um acidente de carro, porém, decide trancá-lo em uma cabana até que ele escreva outro final para os livros. O jeito como King fala sobre a relação entre escritor e fã é diferente e em algum nível de consciência, talvez você queira fazer o mesmo que a protagonista😣. A história é curta e fluída, mas não é fácil acompanhar Annie Wilkes e todo seu sadismo. 

Flores Partidas - Karin Slaughter 
Uma história sobre duas irmãs e um homem entre elas. Pensa numa autora que gosta de cutucar a ferida e expor tudo aquilo que nos incomoda, pois bem, lhes apresento Karin Slaughter. Esse livro é pesado, cheio de gatilhos e descrições gráficas, aborda um assunto assustador (ainda mais se você for mulher) e ainda assim eu sempre recomendo. Para mim ele fala muito sobre família, sororidade, respeito e como a vida das mulheres é frágil diante da maldade masculina. 

Entre quatro paredes - B.A. Paris 
"Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita", essa frase presente na sinopse do livro explica muito bem sobre ele. Não conhecemos as pessoas de verdade, muito menos os relacionamentos delas, e Grace nos mostra sua vida infernal e todas suas tentativas de fugir dela. Assustador por imaginar quantas mulheres vivem numa situação parecida. 

O Tribunal das Almas - Donato Carrisi 
Um homem sem memória tenta descobrir o que aconteceu com Lara e uma mulher tenta levar sua vida após a morte de seu marido, em circunstâncias suspeitas. Esse livro é a própria definição de suspense psicológico, cheio de personagens complexos, reviravoltas e questionamentos sobre a maldade. Não gosto de falar muito sobre a história, melhor entrar nele sem saber nada e ir montando o quebra cabeça ao longo da leitura. Só digo que é um dos livros com final mais surpreendente que já li. 

Antes de Dormir - S.J. Watson 
Todos os dias Christine acorda sem saber onde está ou quem é o homem ao seu lado na cama; diariamente ela descobre que sua memória some ao dormir e seu marido, o desconhecido, lhe conta sobre a vida deles. Até onde essa mulher pode acreditar nessa história e como é possível confiar no outro se sua memória tem prazo de 24 horas? Um livro surpreendente que usa a memória como força motriz, algo trivial, mas que nos deixa assustados e ansiosos. 

Não é uma lista com títulos novos, porém, garanto que cada um deles vale a leitura e você irá ficar sentado na pontinha da cadeira do começo ao fim. Espero que gostem das indicações e aproveitem para deixar a sua aqui também. Até a próxima.
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TARDIS de Quinta: Maligna

Por Fernanda Santana •
15 outubro 2020

Olá, pessoal! O TARDIS de Quinta em especial do mês do Halloween vem contar para vocês um pouquinho sobre o filme Maligna que assisti pelo Prime Video.

Confesso que comecei esse filme com baixa expectativa, mas, ao assistir, encontrei uma obra bem construída e bastante envolvente.

Aqui temos Ellie, a garota prodígio, que com apenas 9 anos está condenada à cadeira elétrica. Ela é uma aberração aos olhos do Exército. Quando uma agente procura o psicólogo Dr. Fonda, busca nele uma solução para desvendar o caso da menina, em uma última chance de salvá-la do corredor da morte.

E então o filme é narrado em sua quase totalidade dentro de uma sala de um prédio especializado, onde estudam o comportamento de Ellie. Dr. Fonda não entende incialmente por que uma garotinha de olhar doce pode precisar de camisa de força e uma máscara de proteção bem estilo Hannibal Lecter.

O suspense do filme gira em torno do que a garota fez para merecer tal punição e quais foram as suas motivações para praticar o ato.


É um filme relativamente curto, com pouco cenário e elenco. Mas as conversas que Ellie tem com o psicólogo são tão precisas e determinantes que você não consegue desgrudar da tela até descobrir qual o segredo dessa garotinha.

É um bom filme para quem gosta do gênero e tem medo de filmes de terror mais pesado, mas confesso que tomei alguns sustos durante o filme. Uma ótima dica para esse mês trevoso!

E aí, já assistiu? Tem vontade de assistir?

Me contem tudo!

Assista ao trailer do filme:
 

Criadores: Alex Haughey e Brian Vidal
País de origem: EUA
Distribuição: Prime Video
Filme
TARDIS de Quinta. O título faz referência à “TARDIS”, cabine telefônica e nave do Doutor na série Doctor Who. Nada mais justo do que uma junção de uma série clássica e aclamadíssima para nossas tardes aqui indicando séries que gostamos, não é mesmo?!
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Resenha: N.

Por Naty Araújo •
13 outubro 2020

Olá, leitores. Em ritmo de Halloween, não poderia deixar de fazer uma resenha sobre algum livro do King. Certo? Ainda teremos mais. E para começar vamos falar de “N.”. 

“N.” é um conto do Stephen King que a DarkSide publicou em formato HQ, depois vou falar da edição (mas nem precisava). Segundo o próprio autor, foi inspirado na novela “O grande Deus Pã” de Arthur Machen.

Sobre a história, certamente você ficará alguns dias refletindo sobre ela. É pesada e perturbadora. No início dela, já sabemos que o doutor Bonsaint, psicanalista, se suicidou e a sua irmã tenta descobrir os motivos que o levaram a fazer isso. O livro se desenvolve com documentos e relatos de Bonsaint assim como sessões de análise do doutor com o paciente N. – um homem que sofre um sério problema de TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo). 


Durante a leitura, vamos entendendo e nos familiarizando com os problemas de Bonsaint e de N., conforme a obsessão do protagonista por uma formação de pedras no estilo de Stonehenge se aprofunda, são as pedras do círculo de Ackerman’s Field, um lugar remoto e sombrio que N. encontrou enquanto tirava fotografias. Afinal, são quantas pedras que tem ali? Sete ou oito? Existe um círculo do mal ali, e ele sente a necessidade de contar e organizar esses números. Seria realidade ou é algo sobrenatural fruto de sua imaginação? 

N. é levado a um misterioso caminho sem volta. É tão sinistro que não sabemos o que vai acontecer, mas vindo de King pode acontecer tudo – e isso, meus amigos, torna a leitura tão fascinante e surpreendente. É isso, eu não vou falar mais sobre a história para deixá-los curiosos. Só posso dizer: leiam! 

Falando sobre a edição, a capa é dura, tem uma proteção como se fosse uma jacket que envolve todo o livro, e eu nem sei dizer se esse nome é o certo, tá? Por isso coloquei “como se fosse”. A DarkSide arrasou nos detalhes. As folhas são foscas e grossas. A arte gráfica do Alex Maleev (ilustrador de Mulher-Aranha e Demolidor) não deixa nada a desejar, consegue nos passar as palavras de King num tom sombrio em seus traços, e a escuridão, presente nas páginas, deixa tudo mais aterrorizante. O roteiro ficou por conta de Marc Guggenheim (que escreveu X-Men, séries, jogos e filmes) e adapta muito bem a atmosfera sombria do conto de King. 

É uma edição para se ter na estante, sem dúvidas. E se você gosta de histórias misteriosas e tem muita vontade de ler os livros do King, mas não o faz por causa dos tamanhos das obras, recomendo muito essa HQ. É pequena, agradável e não é um terror pesado que te deixará sem dormir. Pode apostar! 

Outras fotos:


Título: N. 
Autor: Stephen King 
Edição: DarkSide 
Páginas: 126 
Ano: 2018 
Compre: aqui
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TARDIS De Quinta: Child's Play

Por Giovanna Prates •
08 outubro 2020


Lançado no dia 22 de Agosto, Child’s Play é uma adaptação bem moderna de Child's Play, de Don Mancini, o famoso brinquedo assassino. Nesta nova versão, conhecemos o outro lado de Chucky - um meio termo entre inocência e crueldade - que chega a ser bem diferente da versão original de 1988.

Chucky agora é um boneco da marca Buddi, acoplado de uma inteligência artificial criada por uma empresa tecnológica chamada Kaslan, que preza pela integração total de seus serviços. Notamos que essa empresa domina basicamente toda a tecnologia existente na ambientação do filme, demonstrando certa obsessão no consumo desenfreado em massa da mesma. Soa familiar? Sim, eu também achei bem Black Mirror - os fãs dessa série, inclusive, talvez gostem dessa nova versão do slasher. Então, é claro que nosso amigo Chucky acaba indo além das funções lúdicas. Como "o seu melhor amigo", ele executa ações básicas, como apagar e acender luzes, ligar e desligar a TV, lembra você dos seus afazeres e até aciona apps para pedir uma pizza ou solicitar um uber - tão inovador que nem necessita de motorista, até parece uma Alexa. (medo).
“You are my Buddi, until the end. More than a buddy, you're my best friend. I love you more then you will ever know. I will never let you go.” 

É interessante notar na trama do filme que o Chucky não “nasceu” cruel de forma arbitrária. Ele apenas passou por um processo de espelhamento do comportamento humano, no qual ele baseia todas as suas ações no desejo de seu dono, de uma forma para agradar, banalizando a violência sem recorrer a ambiguidade, fazendo com que suas motivações sejam entendíveis diante da crescente insatisfação de seu dono. Lógico que se você disser para o boneco que você queria que “tal” pessoa sumisse, o que você acha que ele iria entender? Na lógica do boneco, não existe uma separação entre ficção e realidade. Um cena que achei sensacional para exemplificar bem o "aprendizado" do boneco, foi ver seu dono assistindo a filmes de terror e gostando, logo, o boneco entende isso como certo...exatamente como uma criança, ele precisa ser ensinado do que é certo e do que é errado.

No fim das contas, Chucky é mais assustador por sua inteligência do que por qualquer outro atributo. Uma personificação de Frankenstein, talvez? Outra criação da ambição humana que saiu totalmente fora do controle. Definitivamente, um filme de terror que valeu a pena ver, e trouxe uma forte reflexão sobre a nossa atualidade, como lidamos com a tecnologia e como lidamos uns com os outros. Recomendadissimo! 


Criadores: Tyler Burton Smith 
País de origem: EUA 
Distribuição: Google Play
Filme
TARDIS de Quinta. O título faz referência à “TARDIS”, cabine telefônica e nave do Doutor na série Doctor Who. Nada mais justo do que uma junção de uma série clássica e aclamadíssima para nossas tardes aqui indicando séries que gostamos, não é mesmo?!

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Resenha: Os Hospedeiros da Morte - Contaminação

Por Luana Gobbo •
06 outubro 2020

Às vezes na vida simplesmente estamos no lugar errado e na hora errada. E o destino de alguns dos personagens de “Os Hospedeiros da Morte” pode se resumir a esse terrível infortúnio. 

O Imperial Shopping Center é palco de um episódio claustrofóbico onde, em um dia aparentemente normal, as forças armadas decidiram que simplesmente as portas do local ficariam trancadas e bloqueadas por guardas armados até segunda ordem. Ninguém entra e ninguém sai. Também aparentemente ninguém pode saber o porquê desse fuzuê estar rolando sem aviso e as pessoas ali impedidas de irem para suas casas. Porém, lá dentro do shopping, alguns acontecimentos estranhos começam a ocorrer, por exemplo, um homem infectado sangrando até literalmente virar uma massa pegajosa no chão do banheiro. Zero pânico até aí.

Existe um ponto no livro em que as partes introdutórias de personagens - alguns desde a infância, outros com episódios mais específicos de suas vidas profissionais ou pessoais - passam a fazer sentido para o momento em que se encontram “no agora”, mais especificamente, em toda aquela algazarra no Imperial Shopping Center. É inegável o quanto as cenas dentro do shopping me deixaram imersa, essas sem dúvidas foram as minhas favoritas, junto com umas pequenas outras em que 'flashes do passado' com informações acerca do vírus nos foram entregues. Gostei muito!

Por mais que - particularmente falando - ache que algumas (muitas) páginas descritivas do passado de certos personagens (da jornalista, em especial, que vocês vão conhecer logo de início no livro) poderia ter tido um bom corte, e usado de boa parte destas páginas para narrar mais acerca do vírus e tudo mais, já que ficou até levemente maçante esses capítulos dela - ainda que de vários outros tenha sido interessante conhecer - e senti falta de mais informações sobre o vírus nessa primeira parte do livro. 


Esse fato - de o livro ser bastante introdutório -, consequentemente faz com que tenha certos picos de fluidez. Há partes bastante imersivas - a maioria delas, em minha opinião, nas cenas dentro do shopping - e em contrapartida, momentos de contextualização de alguns personagens que, mesmo não sendo elas em grande parte as minhas favoritas, imagino serem necessárias - principalmente - para o 2º volume que vem aí - no qual estou mega empolgada para conhecer. 

Um ponto interessante, que vale ressaltar, é que o livro não foca em um protagonista específico, muitos personagens tem devida importância ao andamento da história, o que não nos deixa “presos” a somente um ponto de vista ou foco. Na trama existem muitas lacunas a serem preenchidas ainda, especialmente a principal delas, que é a questão do vírus e dos infectados, mas vemos que a autora conseguiu abrir as portas para uma jornada de grande tensão, diga-se de passagem, e imagino vir muita coisa boa na conclusão dessa história - assim espero. 

E com isso, como teremos um 2º livro, imagino que será lá que tudo começa a fazer sentido e muita treta ainda esteja vir. Estou bastante curiosa para ver que rumo essa história vai tomar. 

O que fariam se ficassem presos num shopping sem nem saber o motivo?


Título: Os Hospedeiros da Morte - Contaminação
Autora: F. C. Edwin 
Editora: Grupo Editorial Coerência 
Páginas: 329 
Ano: 2020 
Compre: aqui
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Resenha: A Casa no Limiar

Por Fabio Pedreira •
03 outubro 2020

Uma casa psicodélica
Certa vez, dois jovens decidem fazer uma viagem para o interior da Irlanda, um lugar para passar algumas semanas pescando com tranquilidade.⁣ Um dia, os dois decidem explorar as terras, parando quando encontram as ruínas de uma casa abandonada. Lá, encontram um misterioso manuscrito do último morador do que antes foi uma grande casa.⁣

A sensação é de que o conteúdo esconde algo misterioso. Não só ali, mas também os arredores, que parecem trazer algum mal indescritível. Inclusive a sensação de estarem sendo observados é enorme, fazendo com que os dois jovens decidam sair dali o mais rápido possível, levando o manuscrito.⁣

⁣Ao voltarem para o acampamento e começarem a decifrar seu conteúdo, os dois viajantes confirmam que o que tem em mãos esconde um segredo tão sinistro quanto imaginavam.⁣

⁣A Casa no Limiar é um excelente livro lançado pela Diário Macabro. Assim como as histórias de Lovecraft, Hodgson escreve um horror cósmico de primeira. Achei até melhor do que as histórias do próprio Lovecraft.⁣ E um fato interessante é que ele conta a história como se o manuscrito fosse real, que ele apenas é o editor que resolveu lançar o livro após os papéis pararem em suas mãos. Você pode acreditar, mas se não achar que é real, pelo menos tem uma boa história de terror em mãos.


⁣Contando com um suspense gradativo, o leitor vai ficando intrigado junto com o personagem devido às coisas estranhas que acontecem ao redor da casa com o tempo.⁣

⁣Passando por viagens planetárias, transcendência e até criaturas suínas, a história leva o leitor a refletir em certos pontos e também a se questionar se tudo está realmente acontecendo ou não passa das invenções de um velho maluco.⁣ A questão das criaturas suínas me lembrou Amityville em certos momentos, com criaturas olhando pela janela em situações bem sinistras.

⁣A edição está impecável, trazendo introduções exclusivas e ainda traz dois contos do autor como bônus. Um deles achei bem legal, um suspense que alterna entre o sobrenatural e o real e conta com requintes de investigação. Enquanto o outro brinca entre ciência e religião, mostrando um cientista que tenta recriar as condições de Jesus durante a crucificação. Apesar de não achar esse dos melhores não deixa de ser interessante.⁣

⁣Recomendo muito a obra e espero que possam viajar nessa história e encontrar os dois grandes sóis no centro do universo.⁣

⁣Pode gostar também quem leu: Lovecraft, Poe, Amityville.

Título: A Casa no Limiar
Autor: William Hope Hodgson
Tradutor:Mimi Zanetti
Editora: Diario Macabro
Páginas: 224
Ano: 2020 (Ano Original 1908)
Compre: aqui
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Comentário premiado de Halloween

Por Naty Araújo •
01 outubro 2020

Olá, leitores. Tudo bem? 
 
Hoje sai o resultado do comentário premiado de setembro e inicia o do mês de outubro. Faremos postagens temáticas com bastante terror e suspense. Você poderá escolher um livro das opções abaixo

Prêmio: "Medicina dos horrores", "Malorie", "Joyland", "Mortos não contam segredos" ou "Uma sombra do passado".

Regras: 
1 – Ter um endereço de entrega no Brasil (não necessariamente precisa residir, apenas ter um contato  de alguém que possa receber o prêmio); 

2 – Comentar que está participando dizendo qual livro deseja ganhar e informar o seu e-mail que entrará em contato conosco, caso seja o vencedor (fazemos isso para conferirmos e não haver fraudes); 

3 – Seguir o Blog em alguma plataforma, seja Instagram, Facebook ou qualquer outra rede social que tenha nos ícones no canto direito do site; 

4 – Comentar em alguma postagem do mês e deixar o nome (ou o link) no comentário abaixo. Atenção! O comentário deve ser numa postagem do mês atual, não vale meses anteriores. 

Obs: Não é necessário comentar em todas as postagens. Porém, quanto mais comentários vocês fizerem nas postagens do mês, mais entradas vocês terão aqui e mais chances terão de ganhar. Lembre-se de colocar os comentários separados, assim vocês ganham mais pontos. Não entendeu? Vou explicar melhor. 

A cada comentário, as chances aumentarão quando você postar aqui. Quando você qual livro deseja, deixe um comentário. Comentou na resenha? Então coloque o nome da resenha comentada aqui nesta postagem. Entenderam? Se no mês tivemos 20 postagens e você comentou em todas, você terá 20 entradas e mais a sua inscrição. Ou seja, será bem maior do que aquela pessoa que apenas comentou em 5 postagens. 

Ao final, será sorteado um número referente a quantidade de comentários na postagem, o número escolhido será o vencedor. Lembrando que comentários com dúvidas ou coisas não relacionadas às chances (obrigatórias e extras) não serão consideradas. 

Exemplos: 
O que vale: comentários do mês atual, resenhas, colunas, desde que sejam coerentes e que digam respeito ao conteúdo. Comentários genéricos não serão válidos, emoticons. O Blog repugna qualquer tipo de plágio. Portanto, não copiem comentários dos amigos, avaliações do Skoob, da Amazon. Caso aconteça, será imediatamente desclassificado e não poderá participar dos próximos sorteios. Além disso, faremos uma nota de repúdio em nossas redes sociais informando essa atitude. Já aconteceu com vários Blogs e nós fazemos campanha para que isso não volte a acontecer. 

Até quando: os comentários serão aceitos até dia 31 de outubro de 2020, às 23h59, e o resultado sairá junto com o “Comentário premiado” do mês seguinte. O vencedor deverá entrar em contato com o Blog até 48h posterior à data do resultado através do e-mail natalia.araujo@live.com 

Lembrando que: este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita. 

Envio: o prêmio será enviado em até 40 dias úteis pelo Blog. Porém, caso seja enviado pela editora, esse prazo poderá ser estendido.

Dúvidas? É só perguntar. 

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RESULTADO DO COMENTÁRIO PREMIADO DE SETEMBRO



O vencedor precisa enviar um e-mail para natalia.araujo@live.com com seus dados em até 48h. Lembrando que pedimos para nos informar o e-mail para checar o endereço e evitar que outra pessoa se passe pelo ganhador.
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Resenha: O Pacto de Três Graces

Por Je Vasques •
28 setembro 2020

O pacto de três Graces é uma fantasia com elementos sombrios e um pouco estranhos, confesso. É para quem curte histórias um pouco bizarras e diferentes, mas não se assuste: é uma história gostosa mesmo assim. 

Aqui nós temos um vilarejo chamado Três Graces, onde nada de ruim acontece. As plantações são sempre ótimas, todos têm uma ótima saúde, e as pessoas só morrem de velhice. Para que tudo isso seja possível, um pacto com um demônio foi feito pelas três bruxas Graces há mais de duzentos anos. Para que esse pacto continue em vigor, a cada sete anos o melhor garoto entre eles, o que tem o coração mais nobre a altruísta, deve ser sacrificado. Na noite da lua de sangue ele entra na floresta que fica ao redor do vilarejo, pronto para enfrentar o demônio que mantém o pacto vivo. 


Esse garoto é chamado de Santo, e o Santo da nossa história é o Rhun. Ele é sem dúvidas o melhor entre eles. Doce e com o coração enorme e sem maldade. Ele está ansioso por entrar na floresta pelo bem do seu vilarejo e das pessoas que ama. O problema é que ele estava se preparando para entrar daqui a quatro anos, mas alguma coisa deu errado e a floresta pediu o seu sacrifício antes. Mairwen é uma menina com duplo poder: ela é uma bruxa Grace, sua mãe é a bruxa atual do vilarejo e ela será a próxima, e além disso, ela é filha de um Santo. Sua ligação com a floresta é muito forte, mas ela sabe que não pode entrar lá, sua mãe já lhe disse que quando uma bruxa Grace entra na floresta ela jamais sai. Arthur é um garoto, mas ele não foi criado assim. Sua mãe tinha medo que ele fosse escolhido para ser um Santo e o criou como menina, mentindo para todos. Acontece que a mentira foi descoberta e Arthur cresceu questionando quem ele realmente era e querendo se provar. Movido pela raiva, ele quer ser o próximo santo, e se recusa a deixar os sentimentos que sente por Rhun tomarem conta do seu coração. 


Gostei muito desses personagens, para mim a melhor parte do livro. A autora soube trabalhar os mistérios e os questionamentos sobre sexualidade e gênero muito bem. São personagens bem construídos e cheios de camadas. Arthur, Mairwen e Rhun são totalmente ligados. Eles se amam como amigos, mas vai além disso. Aqui existe um poliamor, e eles precisam saber viver com isso, principalmente Arthur. Gostar de Mairwen é ok, isso faz dele um homem, já gostar de Rhun é um problema. Rhun não vê problema em nada, e ama Arthur com a mesma intensidade que ama Mairwen. Já Mairwen sente que precisa estar na floresta e que isso faz parte dela, mas ama os dois meninos que moram no vilarejo. Essa ligação e amor são parte essencial para a história, pois quando a floresta chama o próximo Santo quatro anos antes, eles se sentem desestabilizados e com medo, pois imaginavam que teriam mais tempo. 

A lenda do demônio que mora na floresta é bem interessante, eu gosto como ela é sombria e com o demônio é realmente um ser ruim. A floresta em si não é normal, os animais que vivem ali não são comuns, e quando temos a oportunidade de entrar nela, a autora nos dá ainda mais detalhes que a tornam um elemento a parte na história. Muitas coisas são descobertas dentro dessa floresta, eu fiquei bem impressionada em como ela foi abrindo espaço para mais detalhes sobre e lenda e o pacto. Eu achei o final um pouco corrido, muitas informações são trazidas nas últimas vinte páginas, mas o final me deixou feliz e satisfeita com a história mesmo assim. Gostei de ter lido uma fantasia mais sombria, com tantas questões legais compartilhadas, uma lenda legal, um romance diferente e uma história fechadinha em um livro único. Recomendo bastante!
 


Título: O Pacto de Três Graces
Autora: Tessa Gratton
Editora: Plataforma 21
Tradutora: Lavínia Fávero
Páginas: 376
Ano: 2020
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Resenha: Hackeando Darwin

Por Caroline Ribeiro •
23 setembro 2020
“A história da nossa espécie é a história de pequenos erros e outras mudanças que continuaram a aparecer no processo de reprodução.”
Não li Sapiens (momento vergonha), então não posso afirmar se concordo ou não com a premissa de “O novo Sapiens”, mas posso apostar que esse livro ainda vai aparecer bastante em debates científicos pelos próximos anos…

Jaime Metzl, autor de Hackeando Darwin, é especialista em tecnologia, saúde futurista e em geopolítica, Ph.D. em História Asiática e Doutor pela Universidade de Direito de Harvard. Dentre outras ocupações, trabalhou no Conselho de Segurança da Casa Branca e em 2019 foi nomeado para o comitê das Nações Unidas para o desenvolvimento de padrões globais, governança e supervisão da edição do genoma humano. Tudo isso para chegarmos ao ponto de que: o autor sabe muito bem o que está dizendo e a melhor forma de dizê-lo.

Vou utilizar perguntas bem semelhantes a algumas que constam no livro: Se você pudesse prevenir que seu filho tivesse uma doença terrível, faria isso por meio de fertilização in vitro e triagem embrionária? E você escolheria o embrião que apresenta genes de uma pessoa mais alta? Dizem que pessoas mais altas têm mais autoestima. Agora, e um QI mais elevado? Você escolheria esse embrião? E quanto ao embrião com mais chances de ser extrovertido?


Você pode perguntar onde está a ética da pessoa que concorda com todas as escolhas acima. Mas pense bem, os pais não querem sempre o melhor para o seu filho? Temos também o contraponto de que fazer essas escolhas pode se tornar algo perigoso, mas quantas escolhas não naturais você faz todos os dias da sua vida e tudo ocorre na mais perfeita ordem, já parou para pensar nisso? Inclusive, você já parou para pensar na quantidade de coisas não naturais que utilizamos no nosso dia a dia? É a colossal maioria para não dizer a totalidade.

Cada vez mais os cientistas descobrem e produzem avanços relacionados à fertilização in vitro. O que em 1978, com o nascimento do primeiro “bebê de proveta” do mundo, era considerado uma “abominação moral”, completamente chocante e controversa, se torna cada dia mais a nossa realidade. E há grandes chances de que nas próximas décadas os bebês não sejam mais gerados da forma “tradicional”.
“Hoje temos todas as ferramentas de que precisamos para alterar a composição genética da nossa espécie. A ciência está no lugar. A realização é inevitável. As únicas variáveis são se esse processo decolará algumas décadas mais cedo ou mais tarde e quais valores serão utilizados para guiar a evolução dessa tecnologia.”
O autor traz as questões de forma super didática, com exemplificações simples e cotidianas. Narrativa sem qualquer restrição, liberada do leigo ao mais conhecedor da área. Ah, e sempre com o referencial teórico na manga (pessoal das áreas da ciência aprova). Gostei da divisão dos capítulos (nem tão curtos assim, mas com um bom desenvolvimento) e a ordem em que os assuntos foram tratados.


Como já venho da área das Ciências Biológicas, tenho um pequeno histórico de debates e questionamentos sobre o assunto e assumo que algumas vezes não concordei com aquelas perguntas que fiz ali em cima. No entanto, ao mesmo tempo tenho consciência de que a popularização da fertilização in vitro é algo completamente inevitável num futuro próximo. Não será mais um recurso utilizado apenas por aqueles que de fato necessitam, mas sim, como já dito, por qualquer pai que queira o melhor para seus filhos, chegando ao ponto de escolher as características que proverão maiores conquistas a sua descendência.

Edição linda! Adorei essa capa coloridinha já de cara, mas quando vi o livro “ao vivo e a cores” me apaixonei. Ela tem todo um padrão em relevo e nem precisaria dizer que faz total sentido com o assunto tratado no livro, né… Os detalhes na folha de guarda e alguns gráficos e imagens no decorrer do livro dão aquele toque especial. E também, particularmente, gosto bastante da folha mais grossa que a Faro Editorial usa.
“A porta está aberta para todos nós. Gostando ou não, estamos todos marchando em direção a ela. Nosso futuro nos aguarda.”


Título: Hackeando Darwin
AutorJaime Metzl
Editora: Faro Editorial
Páginas: 304
Ano: 2020
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