Resenha: A Ameaça Cósmica

Por Fabio Pedreira •
25 fevereiro 2021

Fala galera, hoje estou aqui para falar novamente da melhor série infantil que eu já li em algum tempo. Os Últimos Jovens da Terra. Dessa vez com o quarto volume, A ameaça cósmica.

No último volume Jack e seus amigos descobriram que existem outros humanos morando em Nova York, o plano inicial era ir até lá para verificar, mas a neve de fim de ano acabou impossibilitando essa viagem. Então, até que ela passe, os jovens terão que se contentar em divertir-se na neve.

Mas talvez tenha sido até bom para eles terem permanecido, pois uma nova ameaça acaba aparecendo na cidade e colocando todos em perigo. E dessa vez a ameaça é totalmente inusitada, pegando até mesmo esse que vos escreve de surpresa.


O terceiro livro, como eu tinha comentado, parecia mais uma introdução para o que viria, um livro de transição. Acredito que eu estava certo. Nesse livro a coisa acontece de forma bem mais frenética que no anterior, introduzindo novas ameaças e um novo inimigo que promete, não só nesse volume, como também para os próximos.

A ação é constante nesse volume, e as engenhocas e aventuras dos garotos estão cada vez mais insanas. Em uma delas eu me senti na pele do Jack, pois eu me imaginei na mesma empolgação que ele caso eu me visse na mesma situação. Mas eu também me vi apreensivo, pois em determinado momento um dos integrantes do grupo acaba passando por uma transformação e seu destino depende dos outros.

Novamente a série trouxe mais um excelente livro, que com certeza vai continuar divertindo os leitores e deixando mais curioso para os próximos. Então, vou ficando por aqui, já que esse é o quarto livro e, se eu falar demais, posso dar mais spoilers do que deveria.


E fica a dica, nunca guarde doces no piso do cinema.


Título: A ameaça cósmica (exemplar cedido pela editora)
Série: Os últimos jovens da Terra - vol. 4
Autor: Max Brallier
Ilustrador: Douglas Holgate
Tradutor: Cassius Medauar
Editora: Faro
Páginas: 264
Ano: 2020 (Original 2018)
Compre: aqui
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Resenha: Bazinga!

Por Naty Araújo •
23 fevereiro 2021

Quem é Sheldon Cooper? Para quem é fã da série “The Big Bang Theory” sabe muito bem quem é esse jovem cientista que chega a ser comparado com Einstein, com alguns diferenciais, claro.

Todos que viram a série com certeza o rotularam de chato e estranho. Mas será realmente que ele é estranho? Alguns comportamentos dele são diferentes, realmente. Porém, Sheldon tem o título de “estranho” por dizer coisas que muitos de nós não falamos por educação, seja para um amigo ou para um desconhecido. Não há papas na língua. Cooper não vê motivos para esconder a verdade. Aliás, ele não consegue mentir e nem esconder um segredo.
“Sheldon se sente muito desconfortável com a mentira porque não entende a necessidade social de mentir aos demais. […] Procuramos desculpas, não falamos exatamente o que pensamos, contamos meias verdades, dizemos o que os outros querem ouvir e poderíamos seguir com uma longa lista. Essas artimanhas artificiais escapam completamente da lógica de Sheldon, que, por fazer o correto, fica preso em situações nas quais não deseja estar” (p. 40-41).
Ler “Bazinga” é relembrar essa incrível série, relembrar diálogos e momentos que nos fizeram rir. É tentar entrar num universo que Toni de la Torre nos apresenta: a mente de Sheldon. O escritor não apenas cita frases famosas dos personagens, mas nos traz um guia para tentarmos entender. Calma! Não é enfadonho, não é forçado. É um dos livros mais deliciosos que já li. Em quase todas as páginas usei post-its e usei marca-texto do início ao fim. Não tenham dó, você vai ler e vai querer fazer isso para registrar cada momento.

O livro é dividido em cinco partes. Logo na primeira temos o “toc, toc, toc”. Sim, são três para fazer referência às batidas que Sheldon dá na porta de qualquer um, em particular da Penny. Falando nela, Penny é a garota atraente que saía com os rapazes musculosos no colégio, que foi morar no apartamento em frente ao do Sheldon e Leonard. Ela não tem nenhum diploma como os outros, possui um emprego num restaurante como garçonete – em determinado momento a jovem cita Howard como esquisito e Cooper deixa claro: “Perdoe-me, Penny, mas nesta sala a esquisita é você”. Pode parecer que não, mas num ambiente em que se encontram Sheldon, Howard, Raj e Leonard, sem dúvidas, a diferente é ela.
“Ninguém tem o direito de dizer ao outro que ele é diferente, por um motivo simples: todos somos. E eu acrescentaria: ainda bem!” (p.14)

Não vou trazer aqui a história aqui dos cinco integrantes iniciais e nem os que aparecem depois. Quem já assistiu sabe muito bem o que acontece e, quem ainda não viu, sugiro que o faça antes de ler esse livro. Não é questão de ter spoiler, até porque o livro conta trechos dos episódios de algumas temporadas. Mas o legal do livro é você devorá-lo após assistir (e ter gostado, obviamente).

Como a obra é de 2014, não se preocupe se você não chegou na oitava temporada, já que foi lançada em setembro. Mas recomendo que tenha assistido pelo menos alguma, em ordem cronológica mesmo, para entender o que acontece – não apenas vendo um episódio ou outro. O legal é ler quem tem familiaridade com os personagens.

Pra mim, foi uma experiência positiva, tanto porque gosto da série, e já assisti três vezes, quanto por gostar muito do Sheldon e adorar o seu jeito doido, engraçado e diferente.

Se você gosta da série, leia! Sério!

Abaixo deixarei algumas citações:

“Em uma ocasião, na qual Penny diz que seus hobbies são patéticos, Leonard decide enfiar todo os seus bonecos e brinquedos em uma caixa e livrar-se deles. Teoricamente, trata-se de amadurecer. Mas desde quando amadurecer é deixar de fazer coisas de que gostamos?” (p.15-16).

“Mas como é que estar deprimido e com a cabeça afundada no sofá pode ajudar a resolver um problema? A atitude de Sheldon, embora aparente frieza, é muito mais positiva, porque ele não afunda com o problema, mas busca sua solução” (p.20).

“Sheldon sempre segue as normas de segurança, mesmo que às vezes isso faça o resto do mundo achar que ele está louco. Por exemplo, quando leva o próprio cinto de segurança no ônibus. Sim, ninguém anda com cinto de segurança no ônibus e ninguém traz um de casa. Mas existe algum motivo para que nos ônibus não haja cinto de segurança como nos carros? Afinal, ambos são veículos em movimento. Por acaso, os ônibus não podem sofrer acidentes? Por acaso os passageiros não estariam mais seguros com um cinto, em caso de acidente? Será que não vimos em numerosas ocasiões passageiros que tropeçam e caem no meio do ônibus? Sheldon apenas utiliza a lógica. É o resto do mundo que age de forma totalmente irracional” (p.28).

“Se Sheldon pudesse, obrigaria todo mundo a se expressar de forma literal e concisa, melhorando a eficiência de muitas conversas. E ele tem razão. Quantas discussões começaram porque alguém não expressou com clareza o que queria dizer? Quantas brigas tiveram início com uma ironia que não foi interpretada corretamente?” (p.36).


Título: Bazinga!
Autor: Toni de la Torre
Editora: Lafonte
Páginas: 224
Ano: 2014
Compre: aqui
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Resenha: Os Imortalistas

Por Je Vasques •
17 fevereiro 2021

Os imortalistas foi um livro que nunca pensei em ler, porém, foi indicado por uma amiga que me disse que ele me faria pensar muito. Ela estava certa. Essa é a história de quatro irmãos que, quando crianças, decidem ir até uma vidente que se mudou para perto da casa deles. Eles não tinham muitas expectativas sobre essa visita, mas ao chegar lá a vidente conta para cada um deles a data exata da sua morte. E isso muda tudo.

Essa informação molda a forma que eles vivem. A forma como eles lidam com as escolhas, com a família, com Deus. Alguns têm uma data próxima, outros uma data longe, mas eles sabem e, saber, faz com que eles questionem tudo duas vezes mais. Pensei várias vezes sobre isso: se eles não soubessem, teriam feito essas mesmas escolhas? Teriam tido a coragem de seguir sonhos que ninguém mais acreditava? Teriam se fechado para o amor por medo?

Foi um livro muito tocante para mim. Particularmente o primeiro e último irmão me fizeram chorar muito e conversaram demais comigo. Tem uma passagem que um deles fala que, se pudesse voltar no tempo, ficaria mais com a família, prestaria mais atenção nas risadas, nos abraços. E isso é uma coisa muito grande para mim, que vive nesse mundo alucinado, cheio de trabalho, fazendo dez coisas ao mesmo tempo. Me perguntei se estou parando o suficiente para aproveitar os sorrisos e os abraços que tenho a sorte de ter. Foi um livro impecável, que amei demais ter lido e que mudou muitas coisas para mim.


Se você soubesse a data da sua morte, viveria a sua vida como vive até hoje? Tudo que você faz hoje te orgulha? Você vive como gostaria, ama as pessoas que gostaria, faz as escolhas que quer? E quando digo isso não é no sentido de viver uma vida sem controle como se fosse o último dia, mas sim priorizar as pessoas que ama, as coisas que gosta de fazer, os sonhos que tem. Quanto mais crescemos, mais vamos deixando isso de lado. A vida acontece, os boletos chegam, e a gente se esquece de aproveitar e de ser aquilo que sonhamos que seríamos quando éramos crianças. E quanto tempo ainda temos? É incerto.

Então, minha questão ainda é a mesma: se a data da sua morte fosse hoje, você estaria feliz e em paz com a vida que teve e as escolhas que fez?


Título: Os Imortalistas
Autora: Chloe Benjamin
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 320
Ano: 2018
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Por que ler "Onde nascem os gênios"?

Por Naty Araújo •
15 fevereiro 2021

Olá, leitores. Fiz a resenha desse livro há quase 4 anos, dia 21 de fevereiro de 2017. Quem tiver interesse em ler, basta clicar aqui para entender melhor do que se trata. A obra analisa as pessoas, como viviam, o que faziam e, a partir disso, divagamos sobre a origem dos gênios. ⁣

Como afirma o autor, hoje em dia a maioria das pessoas são rotuladas como gênios. Aquelas que possuem o Q.I. elevado tira as maiores notas no colégio, na faculdade; jogadores de tênis; criadores de aplicativos. Ele declara que, atualmente, sofremos de um caso sério de inflação de gênios – a palavra é usada promiscuamente.⁣

Infelizmente, o Brasil é um país em que acadêmicos, em sua maioria, preferem passar de disciplina sem ler determinado livro. Ainda que a nota não seja uma das melhores, o fato de ser aprovado já é motivo de vitória. Muitos não se preocupam em ler, em mergulhar os olhos em qualquer tipo de leitura, principalmente a acadêmica – essa é a maior inimiga de grande parte dos brasileiros. Gramática, então? É como se fosse a versão do diabo em forma de papel.⁣


Só porque tiro as melhores notas na escola, na faculdade significa que eu sou um gênio? É isso que o livro quer nos passar. Esse rótulo nos é colocado só porque somos um dos melhores naquele ponto, o melhor pintor, o melhor arquiteto, o melhor professor... ⁣

Ele quer analisar todo um conjunto, uma série de fatores. Onde nasceram, como viviam, como era o bairro e a cidade onde esses gênios viviam.⁣

Falando assim você até poderia dizer que não tem interesse em ler... Mas você saberia me dizer como uma pessoa se torna um gênio?⁣

É um livro de não-ficção, mas vai te ensinar sobre como poderíamos olhar ao nosso redor e para dentro de nós. Não é uma leitura cansativa, enfadonha e muito técnica. Pelo contrário, você vai lendo e conhecendo mais sobre os famosos gênios e você vai rabiscando o livro todo para fazer anotações - e inclusive te indico a fazer isso. Se não tiver essa coragem, faça a lápis e marque também com post-its. Ao final da leitura me conte aqui o que achou.


Fiquem com algumas citações:⁣

“Algumas pessoas usam gênio para descrever uma pessoa muito inteligente, alguém com um Q.I. elevado, mas isso é limitado demais, e dá uma impressão errada.”⁣

“Bem, no início do século XV um livro custava tanto quanto um carro hoje, em termos relativos. Então você pode imaginar o que significava ter uma biblioteca, uma coleção de, digamos, cem livros. Era como ter cem carros hoje em dia. Quando alguém na Renascença tinha cem livros, ficava conhecido como um acadêmico.”⁣

“Os gênios quase sempre têm um dos pais que nega amor, e às vezes ambos. O gênio cresce sem conforto emocional, e então acaba compensando, de maneiras boas e ruins.”⁣

Gostaram? Já leram ou pretendem?

Esse exemplar foi cedido pela editora DarkSide. 
Compre aqui e ajude o Blog sem pagar nada a mais por isso.
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Resenha: Bluebird, Bluebird

Por Marcos Ferraz •
10 fevereiro 2021

Oportuno, mas...

Darren Mathews é um importante agente da força especial Texas Rangers que foi afastado do cargo apenas por ter defendido seu território, sua residência, assim como garante a lei norte-americana. A diferença, porém, é que ele é um Texas Ranger negro, enquanto o invasor era um “cidadão” branco, que dois dias após o confronto foi encontrado morto (isso não é spoiler, acontece nas primeiras páginas). 

Quando, na cidade de Lark, o assassinato de um advogado negro, de Chicago, e o de uma menina branca local são descobertos, Darren, mesmo sem distintivo e esperando pelo julgamento, decide investigar os casos. O problema é que ele abrirá antigas feridas e fará novos machucados em si mesmo. Mexendo onde não deve, Darren baterá de frente com forças extremamente violentas de uma das mais influentes irmandades arianas do país. Correndo contra o tempo, agora ele tem que lutar pela própria vida, enquanto busca justiça pela vida de outras pessoas.

A temática de “Bluebird” é bastante sensível. O racismo exagerado e sem máscara de cidadãos norte-americanos; não só civis, mas de entidades e autoridades que juraram proteger todo e qualquer cidadão, sem distinções. Acontece que Attica Locke tem a faca e o queijo na mão, mas deixa a faca escorregar e os cortes não são muito precisos.


Não obstante ao prêmio que o livro ganhou, a história é monótona e sem ritmo. A priori somos apresentados a alguns personagens e os motivos do afastamento do personagem principal de seu serviço. Assim, já vamos também ser apresentados ao assunto que abordará o livro.

O enredo precisa de muitos flashbacks e a autora os utiliza com bastante frequência, o que acaba gerando um dos principais pontos negativos do livro, uma vez que a técnica é usada em momentos importantes e cruciais da história (que são poucos) culminando em momentos de monotonia estabelecidos através de descrições frequentes e muito minuciosas. Não há um jantar ou um almoço que não seja descrito desde o cafezinho inicial à marca do palito de dentes que eles usaram ao fim da refeição.

Como eu costumo dizer, os personagens são criados sob a fôrma do estereótipo. Cada um deles segue bem traçado o sistema para o qual foi criado. Por isso, o livro faz um apelo suave a situações diversas, inserindo, além da temática principal e predominante, reflexos daquilo que vemos e ouvimos dentro de uma sociedade; uma carga emocional elevadíssima, aflorando sobre conceitos a respeito da vontade de Deus, amores, amizades e família.


Por fim, não dá pra dizer que a obra é moldada em uma trama que prende o leitor. Apesar de sabermos que o ser humano é capaz de tudo, muitas vezes me peguei questionando “será que isso pode acontecer mesmo?”. Em todo caso, é um livro bastante oportuno, mas infelizmente jamais atingirá a mentalidade daqueles que precisam lê-lo. 


Título: Bluebird, Bluebird (exemplar cedido pela editora) 
Autora: Attica Locke
Editora: Vestígio
Páginas: 299
Ano: 2020 
Compre: aqui
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Resenha: A Garota Anônima

Por Giovanna Prates •
08 fevereiro 2021

Esse livro pode conter gatilhos. Conteúdo: agressão sexual, suicidio, morte. 

Jessica Farris resolve participar de um estudo de psicologia, onde tem que responder várias perguntas sobre ética para ganhar um dinheiro extra. Mas a medida que as perguntas ficam mais invasivas, ela se sente observada, e começa a ficar paranoica com qual o verdadeiro sentido por trás desse estudo. 
"Quando um indivíduo confia em outro o suficiente para expor seu verdadeiro eu - os medos mais profundos, os desejos mais ocultos -, cria-se uma poderosa intimidade." 
Se você é aquele leitor que gosta de leituras que mexem com o psicologico, de uma forma perturbadora, mas torturosamente divertida...esse thriller é para você. Devorei o livro como se não houvesse amanhã e foi extremamente fácil de se envolver...e de ser enganada, também. 


A narrativa é construida em duas perspectivas: uma na primeira pessoa, e, a outra, na segunda pessoa. Creio que esse elemento foi pensado para adicionar um fator assustador à história, já que é bem perturbador pensar no monólogo interno de alguém sendo constantemente voltado para as ações e pensamentos de um outro personagem, sem o seu conhecimento. Funcionou perfeitamente, pois trouxe um sentimento doentio de obssessão, tóxico e perigoso - aquela vibe bem stalker, bem semelhante a sensação que temos quando vemos a série You, da Netflix.
"É impressionante como a mais simples das decisões pode criar um efeito borboleta; como uma ação aparentemente sem importância pode causar um tsunami." 
O tema do livro é focado na moralidade e na ética, onde o foco são as mentiras. Apesar de o livro empurrar esse determinado assunto de todos os ângulos, é possivel se permitir pegar o subtexto sozinho. A maneira como algumas decisões morais são integradas ao enredo foi, de certa forma, óbvia. Mas inteligente o suficiente. Se apenas o tema tivesse tomado alguns rumos diferentes, não teria sido inteiramente repetitivo ou cansativo. Creio que o livro teria se beneficiado de mais sutileza. A personagem Jessica é muito cética. Não é particularmente inteligente, mas está constantemente questionando os motivos e a verdade de TUDO sem qualquer razão suficiente, no início. Bem paranoica devido a seu passado, e isso criou um contraste real entre como Jessica se preparou para o conflito e como ela realmente tentou resolvê-lo. As autoras usaram suas habilidades inquisitivas do público para questionar os leitores sobre muitas questões, e isso trouxe diversas reflexões.

"Muitas vezes, as pessoas que julgamos com mais severidade somos nós mesmos. Todos os dias criticamos nossas próprias decisões e ações; criticamos até nossos pensamentos íntimos." 
Não é um dos thrillers mais chocantes ou horripilantes comparados com os que já li. É muito leve em sangue e violência, o que eu acho que o torna uma ótima escolha para aqueles que querem ler thrillers sem ficar com medo ou nojo. As reviravoltas, às vezes, eram inteligentes, mas principalmente, surpreendiam quando não eram esperadas. Eu teria gostado de mais fator de choque, mas o charme desta história é mais o ambiente geral do romance. A vibração desconcertante que te acompanha do início ao fim. Não foi o mistério mais inacreditável que já li, mas era distorcido, inquietante e único. Definitivamente recomendo!


Título: A Garota Anônima (exemplar cedido pela editora)
Autores: Greer Hendricks e Sarah Pekkanen 
Editora: Faro Editorial
Páginas: 368
Ano: 2021
Compre: aqui
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Resenha: Dragões da Noite do Inverno

Por Fabio Pedreira •
06 fevereiro 2021

Fala pessoal, depois de ter lido o primeiro volume da série Dragonlance ano passado, eu precisava dar continuidade a ela. Então fui correndo ler o segundo assim que tive chance. E novamente ela não me decepcionou.

Vamos a uma parte da sinopse:

“Os servos de Takhisis, a Rainha dos Dragões, voltaram ao mundo. Frente a esta ameaça, os povos de todos os reinos se preparam para lutar por seus lares, por sua liberdade e por suas vidas. Mas as raças estão há muito tempo divididas por ódio e preconceito. Conflitos entre cavaleiros humanos e guardiões elfos surgem por todos os lados e a batalha parece estar perdida antes mesmo de começar.”

Pois bem, como podem ver, a guerra que começou no primeiro volume, só se alastrou, mas os povos, em vez de se juntarem para combatê-la, acabam brigando entre si. Essa guerra acaba provocando a separação do próprio grupo - não por vontade própria, mas por circunstâncias que eles não podem controlar - e fazendo com que cada grupo acabe com um objetivo em comum, porém, em locais diferentes, e cada um enfrentando seus próprios perigos.

No meio desse caminho novos personagens vão aparecer, e velhos também. Uma das vantagens e desvantagens da série Dragonlance para mim são os personagens. Eles são muito variados e cada um deles carregam o peso de um passado. Todos eles têm uma história para contar. O fato de serem de raças diferentes ligado à construção de mundo impecável da série, faz com que as possibilidades de história de cada um sejam infinitamente interessantes. 


Isso é um lado positivo. Todos são bem construídos e apesar da quantidade enorme de personagens, todos eles tem seu devido “tempo de tela”, não deixando nenhum ser negligenciado. Claro, que dependendo da situação, um sempre acaba se destacando sobre o outro, todavia, mais cedo ou mais tarde os outros vão ter seu momento de importância. 

Só que tem uma desvantagem… por mais contraditório que seja, às vezes fico com a sensação de que a história é e não é desenvolvida como deveria ser. Talvez o mais correto seja dizer que ela tem o desenvolvimento, mas tem um potencial enorme para que fosse muito mais desenvolvido, passando a ideia de que algumas situações acabam sendo corridas. 

Mas isso não tira a diversão do livro e ele continua cheio de ação e de emoção. Aliás, esse tem partes bem tristes, com um final que te deixa lamentando certos acontecimentos. Plot Twist também tem alguns casos, um deles sendo bem impressionante. E além das partes de ação, como a própria sinopse fala, a história trabalha casos de preconceitos, e como as raças acabam brigando entre si em vez de se unirem. Isso é bem interessante, mas tenho que dizer… nunca odiei tanto elfos como nessa série.

Tirando isso, Dragões da noite do inverno é uma excelente leitura, que vale a pena ser lido. A edição continua perfeita, apesar de ainda existir erros de revisão, mas felizmente em um nível bem menor que o primeiro volume. Agora pretendo ler o terceiro livro nesse mês e em breve trago a resenha. Aguardem!


Título: Dragões da Noite do Inverno (exemplar cedido pela editora)
Autores: Margaret Weis e Tracy Hickman
Editora: Jambô
Páginas: 416
Ano: 2019 (ano original 1985)
Compre: aqui
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14 anos de Revelando Sentimentos - Comentário premiado

Por Naty Araújo •
03 fevereiro 2021

Olá, leitores. Há quanto tempo estamos por aqui. 14 anos fazendo história, lendo histórias e escrevendo para vocês, sendo lido por alguns e incentivando a leitura ao nosso redor. Chegamos no mês que o Blog faz mais um aniversário e não poderíamos deixar de comemorar presenteando vocês.

O comentário premiado do mês contará com 3 vencedores. O primeiro colocado tem a chance de escolher o livro que deseja ganhar, basta fazer uma lista com 5 opções. O segundo colocado escolherá um exemplar dos indicados abaixo e o terceiro colocado escolherá um das opções restantes.

Nos comentários, basta fazer a lista dos 5 desejados, os demais nos avisarão por e-mail qual desejará. Ok?

Opções para o segundo e terceiro lugar:

Regras: 

1 – Ter um endereço de entrega no Brasil (não necessariamente precisa residir, apenas ter um contato  de alguém que possa receber o prêmio); 

2 – Comentar que está participando dizendo uma lista de 5 livros que deseja ganhar e informar o seu e-mail que entrará em contato conosco, caso seja o vencedor (fazemos isso para conferirmos e não haver fraudes); 

3 – Seguir o Blog em alguma plataforma, seja Instagram, Facebook ou qualquer outra rede social que tenha nos ícones no canto direito do site; 

4 – Comentar em alguma postagem do mês e deixar o nome (ou o link) no comentário abaixo. Atenção! O comentário deve ser numa postagem do mês atual, não vale meses anteriores. 

Obs: Não é necessário comentar em todas as postagens. Porém, quanto mais comentários vocês fizerem nas postagens do mês, mais entradas vocês terão aqui e mais chances terão de ganhar. Lembre-se de colocar os comentários separados, assim vocês ganham mais pontos. Não entendeu? Vou explicar melhor. 

A cada comentário, as chances aumentarão quando você postar aqui. Quando você qual livro deseja, deixe um comentário. Comentou na resenha? Então coloque o nome da resenha comentada aqui nesta postagem. Entenderam? Se no mês tivemos 20 postagens e você comentou em todas, você terá 20 entradas e mais a sua inscrição. Ou seja, será bem maior do que aquela pessoa que apenas comentou em 5 postagens. 

Ao final, será sorteado um número referente a quantidade de comentários na postagem, o número escolhido será o vencedor. Lembrando que comentários com dúvidas ou coisas não relacionadas às chances (obrigatórias e extras) não serão consideradas. 

Exemplos: 
O que vale: comentários do mês atual, resenhas, colunas, desde que sejam coerentes e que digam respeito ao conteúdo. Comentários genéricos não serão válidos, emoticons. O Blog repugna qualquer tipo de plágio. Portanto, não copiem comentários dos amigos, avaliações do Skoob, da Amazon. Caso aconteça, será imediatamente desclassificado e não poderá participar dos próximos sorteios. Além disso, faremos uma nota de repúdio em nossas redes sociais informando essa atitude. Já aconteceu com vários Blogs e nós fazemos campanha para que isso não volte a acontecer. 

Até quando: os comentários serão aceitos até dia 28 de fevereiro de 2021, às 23h59, e o resultado sairá junto com o “Comentário premiado” do mês seguinte. O vencedor deverá entrar em contato com o Blog até 48h posterior à data do resultado através do e-mail natalia.araujo@live.com 

Lembrando que: este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita. 

Envio: o prêmio será enviado em até 40 dias úteis pelo Blog. Porém, caso seja enviado pela editora, esse prazo poderá ser estendido.

Dúvidas? É só perguntar. 

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RESULTADO DO COMENTÁRIO PREMIADO DE JANEIRO


Parabéns, Chelle!

O vencedor precisa enviar um e-mail para natalia.araujo@live.com com seus dados em até 48h. Lembrando que pedimos para nos informar o e-mail para checar o endereço e evitar que outra pessoa se passe pelo ganhador.
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Quotes de janeiro

Por Naty Araújo •
31 janeiro 2021
Olá, leitores. Como vocês começaram o ano com as leituras? Preparamos os quotes do mês para vocês e esperamos que gostem.


Giovanna
“O passado é o que lembramos dele, uma narrativa em eterna mutação. O futuro é o que fazemos dele, numa sucessão interminável de erros e acertos. Agora, quanto ao presente, o presente é a única coisa que temos. O vento no rosto. O beijo na pele amada. O olhar sobre a página de um livro. Viva isso em cada momento a partir desse instante. E o que acontecer, seja o que for, será o que precisa acontecer” (TAVARES, Enéias. Parthenon Místico, p.237).


Jessica
“-Eu posso lhe dar cinco razões pelas quais eles vão condená-lo. Quer saber quais são?
Eu sacudi a cabeça, negando, mas ele continuou.
-Número um, você é negro. Número dois, um homem branco vai dizer que você atirou nele. Número três, você vai ter um advogado distrital branco. Número quatro, você vai ser julgado por um juiz branco. E número cinco, você vai ter um júri inteiro de brancos.
Ele parou e então sorriu para mim.
-Sabe o que isso quer dizer?” (HINTON, Ray Anthony. O Sol ainda brilha)


Marcos
“Tenho um medo quase louco de qualquer outra coisa que eu possa lembrar antes que a noite de hoje acabe, mas o tamanho do medo que eu sinto não importa, porque vai voltar de qualquer jeito. Está tudo aqui, como uma bolha enorme crescendo na minha mente. Mas eu vou, porque tudo que já consegui e tudo tenho agora está ligado ao que fizemos naquela época, e você paga pelo que recebe neste mundo. Talvez seja por isso que Deus nos fez crianças primeiro e nos colocou mais perto do chão, porque Ele sabe que é preciso cair muito e sangrar muito pra aprender essa simples lição. Você paga pelo que recebe, você é dono daquilo pelo que pagou... e mais cedo ou mais tarde, o que é seu volta pra casa, pra você” (KING, Stephen. It - A Coisa, p.88).


Fábio
“Relaxe garoto. Lide com a vida conforme ela vier. Fuja quando precisar, lute quando for necessário, descanse quando puder” (JORDAN, Robert. O olho do mundo, p.411).


Natalia
“[...] porque o amor me mostrou tarde demais que a gente se arruma para alguém, se veste e se perfuma para alguém, e eu nunca tinha tido para quem” (MÁRQUEZ, Gabriel Garcia. Memória de minhas putas tristes, p.93)”
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Resenha: Rat Queens

Por Fabio Pedreira •
27 janeiro 2021

Fala galera, hoje eu vim trazer para vocês a resenha de uma das melhores HQs que já li… Rat Queens

Sempre escutei falar coisas boas dessa HQ, elogios e mais elogios, então quando tive a oportunidade de solicitar com a editora para ler, não deixei passar. Tive que conferir com meus próprios olhos e posso dizer que tudo que li era verdade.

Rat Queen, ou, as Ratas Rainhas, são um grupo de aventureiras matadoras, beberronas e mercenárias que aceitam trabalhos para trucidar criaturas em troca de dinheiro. O grupo é composto por Hannah, uma elfa maga, Violet, uma anã hipster, Dee, uma humana clériga ateia (pois é) e Betty, a miuça ladra hippie.


Neste primeiro volume, iremos ver as Ratas Rainhas e outros grupos de mercenários locais sendo postos para trabalhar em algumas missões para se redimirem pelos estragos causados na cidade devido a suas farras. Só que o que era para ser um trabalho simples, se mostra na verdade uma complicação, quando mercenários “ninjas” aparecem para matar os membros dos grupos.

Daí em diante é matança, investigação e pontas soltas para outros volumes. Falando assim parece simples, uma história bem comum de RPG, e de fato é, mas a grande sacada dessa HQ é justamente a forma que é feita e seu humor sarcástico. É muito fácil rir enquanto lê, devido às falas irônicas das personagens e as situações em que se metem. Constantemente eu ri, às vezes até alto.

Aliás, as personagens são o ponto forte da trama. As quatro mulheres são - com o perdão da palavra - f*das, empoderadas, não caem na lábia de ninguém e fazem o que bem dão na telha. Tem muita crítica e humor ácido, em relação principalmente a como as mulheres são vistas no geral e principalmente em jogos de RPG. É algo que gosto muito, quando uma obra consegue trazer lições sem perder sua identidade.


Os traços são maravilhosos e o colorido muito bom, mesmo em cenas mais escuras, elas ainda continuam excelentes. No geral o que tenho para dizer é isso, uma HQ que eu recomendo para todo mundo, seja você que queira se aventurar na fantasia, ou no mundo dos quadrinhos, vai fundo. Gostaria muito de ver essa obra virando uma série adulta animada, porque sim, dá pra perceber que a HQ é +18. Acho que daria uma adaptação fantástica, talvez uma que chegue um pouco próximo do estilo apresentado aqui é o desenho da Harley Quinn.

Então, leiam e com certeza se eu puder, colocarei minhas mãos no volume 2.


Título: Rat Queens (exemplar cedido pela editora)
Subtítulo: Pancadaria & Feitiçaria
Autores: Kurtis J. Wieb & Roc Upchurch
Editora: Jambô (Selo Bast!)
Páginas: 128
Ano: 2016 (original 2014)
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Resenha: O Filho Rebelde

Por Je Vasques •
25 janeiro 2021

O filho rebelde é a continuação de Sempre em Frente, então essa resenha terá spoilers do primeiro livro. 

Finalmente Simon venceu, mas isso custou caro. Ele perdeu sua magia, e mesmo que finalmente ele e Baz estejam assumidamente apaixonados, ainda é um perda grande demais pra ele. Para tentar melhorar seu ânimo, Penny decide levar os dois para uma viagem para o EUA. Mas o que era para ser tranquilo se torna uma confusão. 

O que gostei logo de cara foi que nos EUA a forma como a magia é tratada é bem diferente, então as confusões já começam aí. Essa continuação é tão divertida quanto o primeiro, o que foi ótimo porque como Simon ficou bem para baixo por tudo que aconteceu, além de ter que lidar com um rabo e asas novas, achei que seria um livro mais sério. Esse também é o livro onde a mitologia de vampiro é trabalhada melhor, e isso faz com que meu personagem preferido, também conhecido como Baz, apareça um pouco mais. 


Aqui a autora decide ir para o lado comédia totalmente, sem pretensão nenhuma de ser um super livro de fantasia, e essa foi a melhor escolha que ela poderia ter feito. Mas enquanto a história avança, enquanto ela nos mostra mais dos personagens secundários, mais do Baz se encontrando, Simon nem tanto. Baz está aprendendo a lidar com o vampirismo e Simon o afasta sem necessidade nenhuma. Eu queria que nesse livro tivesse acabado os dramas e eles simplesmente se amassem, rs. Simon passa tempo demais se questionando e se sentindo mal, e isso foi escrito de uma forma que não criei empatia, apenas irritação. 

É um livro mais lento, bem típico de livro dois, mas da metade em diante já começa a se animar e o final é bem legal. Simon me irritou o livro todo, e mesmo que mudar de cenário e trazer coisas novas, ainda sim foi bem lento. Acho que teve poucas coisas novas a acrescentar, e se fosse uma duologia, seria melhor. Porém, quero ler o último e ver como finaliza.


Título: O Filho Rebelde (exemplar cedido pela editora)
Série: Simon Snow #2
Autora: Rainbow Rowell
Editora: Seguinte
Páginas: 344
Ano: 2020
Compre: aqui

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Resenha: Sempre em frente

Por Je Vasques •
22 janeiro 2021

Sempre em Frente é um livro conhecido por quem já leu Fangirl, pois é a fanfic que a Cath, protagonista do livro, está escrevendo. Não necessariamente isso, mas lendo você entende. 

Essa é a história do Simon, que está prometido em todas as profecias que você pode imaginar. Todos os clichês possíveis de histórias de fantasia são dele, desde ter um poder inimaginável, até não conhecer os pais. Ele foi criado pelo Mago, que ensinou tudo a ele desde criança e que espera que Simon seja tudo que as profecias falaram e salve o mundo. Mas o problema é que Simon é péssimo, rs. Ele não consegue controlar sua magia de forma nenhuma, tudo que tenta fazer dá errado. 

Simon está no último ano da escola de magia Watford, e entre pensar o que será da vida dele depois da escola e suas relações atuais com amigos e um relacionamento estranho, está também o ódio que sente pelo seu inimigo declarado, Baz. Baz não voltou para o último ano e isso preocupa Simon, pois ele acha que alguma coisa está sendo tramada contra ele, lógico. Quando Baz finalmente aparece, Simon acaba se envolvendo em uma busca por respostas junto com Baz. 


Esse livro é uma fofura. Ele é engraçado, romântico e muito gostoso de ler. A autora criou um universo totalmente pautado em Harry Potter mas que mesmo assim consegue ser diferente. Existe a história do Simon salvando o mundo, o que é bem legal, mas o fofo é o romance, é o que brilha no livro. Enemies to lovers é simplesmente meu plot preferido. Temos capítulos narrados por vários personagens, que são importantes na história e construção dos protagonistas, como a Penny que é maravilhosa. Isso é uma coisa que gosto bastante, odeio quando os personagens secundários não têm nenhum valor. 

Gostei do Simon, de como ele é preocupado com sua magia que não dá certo e as expectativas criadas para ele, mas meu preferido é o Baz, porque ele é sarcástico e sem muita paciência. Eu amo as conversas e diálogos entre eles pois são muito divertidos. O livro tem as doses certas de romance, magia e aventura. A forma como eles vão aceitando que se amam, aceitando quem são sem pressão e medo, e se abrindo um para o outro foi de deixar o coração quentinho demais. 

Eu acho que, no começo, o livro foi um pouco lento com o mundo para entender outros detalhes, mas depois ele vai super rápido. Também acho que foi um pouco longo demais, e que algumas coisas poderiam ser melhor resumidas, teve algumas revelações que eram meio óbvias para mim e para eles não, mas nada que estrague a experiência. Esse é o tipo de livro para te fazer sorrir, torcer pelo casal e querer ler o próximo.


Título: Sempre em frente (exemplar cedido pela editora)
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Seguinte
Páginas: 504
Ano: 2020
Compre: aqui 
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