Resenha: Ex/Mulher

Por Fabio Pedreira •
20 setembro 2021

Louise foi deixada por Andrew, que logo arranjou uma mulher bem mais nova para casar. Na verdade, ela já estava lá antes mesmo dele largar Louise. Mas, circunstâncias como ter dois filhos juntos e o fato da mãe de Louise ainda considerar Andrew como da família, faz com que o convívio com o ex e sua atual ainda tenha que ser suportado. 

Seria suportável se Louise já tivesse superado, mas não, mesmo depois de 4 anos, ela ainda não está pronta para ver Caz tomar seu lugar.

Ex/Mulher é um thriller psicológico onde duas mulheres vão se degladiar pelo papel de mulher do marido, até descobrirem que na verdade seu marido (ou ex) não vale nada. E isso não é spoiler.

Os personagens desse livro são extremamente sem noção, dá para fazer um ranking de loucura de cada um, não salvando ninguém. Ao mesmo tempo que isso acaba fazendo o leitor passar raiva com as situações e a falta de noção e semancol de cada um, também deixa a trama muito interessante, pois você acaba sem saber até que ponto as duas (e o dito-cujo) podem chegar.


A única certeza que você tem é que a loucura vai reinar e, no fim, o marido vai levar uma facada na festa. Aliás, o livro é dividido em dias até a bendita festa e, até lá, você já duvidou de meio mundo de gente, descobrindo a pessoa responsável só na última página.

É muito bom. Um livro de intrigas, onde, no começo, eu fiquei com receio que fosse um outro Sete Mentiras (lançado pela Suma), mas que felizmente foi o livro que ele queria ter sido e entregou uma história que te prende do início ao fim.

Apesar disso, o livro apresenta alguns poréns. Para começar, como eu falei, os personagens. Eles dão raiva e algumas situações eu achei beeem sem noção a reação de alguns. Outro fato é a cunhada de Louise, que não vou falar o que não gostei para não induzir vocês. E o terceiro ponto é que tem algumas coisas que meio que te deixam sem saber como aconteceu. Mas não é nada que estrague a leitura, para mim ela valeu muito a pena. E com certeza eu recomendo que você leia, porque nesse caso aí, em briga de marido e mulher não se mete a colher... mete a faca mesmo.

Título: Ex/Mulher (exemplar cedido pela editora)
Autora: Tess Stimson
Editora: Trama
Páginas: 304
Ano: 2021 (Ano original 2020)
Compre: aqui
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Resenha: O inimigo do mundo

Por Fabio Pedreira •
16 setembro 2021

Glórienn é a deusa dos elfos, cada dia que passa ela vê mais e mais do seu povo sendo massacrado pelas forças do Deus da guerra. Ela não aguenta mais esse sofrimento, logo, ela busca por vingança. Seu plano é deixar que a grande tempestade que ameaça o mundo aconteça, para que com isso ela possa se vingar. Muitos deuses, porém, acreditam que essa tempestade possa ser o fim de tudo.

Glórienn, então, decide buscar o apoio de cada um, já que afinal de contas, eles são deuses e podem acabar com isso facilmente. Muitos se veem inclinados a aceitar, mas eles não fazem a menor ideia do erro que podem estar cometendo.

No meio disso tudo estão 9 aventureiros, heróis, ou pelo menos candidatos a isso: Vallen Allond, Ellisa Thorn, Andilla, Rufus Domat, Ashlen, Artorius, Gregor Vahn, Nichaela e Masato Kodai. Os 9 partem em busca do Albino, um ser que apareceu causando mortes e destruição por toda Arton. O objetivo é bem claro, matar o albino, mas no meio dessa viagem, todos eles irão confrontar seus limites, enfrentando perdas, desafios e principalmente tendo que confrontar a si mesmos.

As duas histórias acabam se juntando no fim, para criar o primeiro livro da trilogia da Tormenta, livro de fantasia baseado no RPG do mesmo nome.


O livro é muito bom. Todo amante de fantasia e principalmente de RPG deveria ler esse livro. E falando em RPG, foi impossível ler e não lembrar das obras de Dragonlance, não só em seus personagens, como também um pouco na história.

Certamente que deve ter existido uma influência aí, afinal, Dragonlance é um clássico baseado no RPG mais famoso da história, que é o Dungeons and Dragons. Mas, ao contrário dele, que tem suas perdas, mas no geral tem seu final feliz, O inimigo do mundo é bagaceira pura. Não digo no sentido ruim, mas simplesmente pelo fato de que é uma leitura pesada, com mortes, sangue e não espere um final feliz. Ainda assim, é uma baita de uma história, com aventuras intrigantes em um mundo muito bem detalhado.

Só teve dois pontos que me fizeram não dar nota máxima para o livro. Primeiro foram 3 personagens, a dupla principal (Vallen e Ellisa, que são um casal) e Rufus, o mago, que tem uma queda pela Ellisa. A dupla é muito insuportável enquanto o outro é um covarde, mas a forma como se tratavam chegou a ser exagerada até demais. Por outro lado, o resto dos personagens são extremamente carismáticos e todos muito bem construídos em suas características. Sendo Nichaela e Masato os meus favoritos.

Por falar em construção, aí entra o segundo fator para a nota não ser máxima. O mundo criado pelo Caldela é extremamente detalhado. Isso é muito bom e tem que ser assim em um livro de fantasia como esse, suas descrições muitas vezes chegam a ser até poéticas de certa forma, elogio e muito a escrita dele. Mas... ao mesmo tempo, não tem como não deixar de achar que houve divagações demais e que o livro poderia ter umas boas 200 páginas a menos. Acabou se tornando uma leitura lenta, não por ser ruim, mas por ser densa. Engraçado que as descrições excessivas não parecem nem que são para encher linguiça, mas sim por empolgação do autor em escrever.


Mas, no fim das contas, eu recomendo de demais esse livro, vou querer ler não só os próximos da trilogia, como também os outros livros do autor.

Recomendo ler com calma e devagar. E não recomendo para quem não é acostumado com fantasia, para esses eu recomendo Dragonlance. Mas, para quem já é, vai fundo. Um baita livro que por sinal não fica devendo em nada para os estrangeiros.

Título: O Inimigo do Mundo (exemplar cedido pela editora)
Autor: Leonel Caldela
Editora: Jambô
Páginas: 512
Ano: 2019 (Edição original 2009)
Compre: aqui
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Resenha: A Oração dos Miseráveis

Por Fabio Pedreira •
13 setembro 2021

Na guerra dos deuses, Guerdon é uma cidade que consegue permanecer neutra. Contudo, nem sempre foi assim. Em seus primórdios, Carniçais e os Deuses do Ferro Negro lutaram entre si para decidir o futuro da cidade. A luta teve fim, mas agora, eras depois, parece que algo vem acordando nos subsolos de Guerdon, que pode trazer caos e destruição para todos.

Três ladrões acabam envolvidos nessa trama sem ter ideia do que os aguarda. Cari, uma jovem com um passado trágico; Mastro, um homem de pedra, filho do antigo chefe da guilda dos ladrões; e Ratazana, um carniçal. Juntos, os três irão sofrer com traições e mudanças, buscando vingança contra quem armou para eles, ao mesmo tempo que tentam entender o que está acontecendo com cada um.

Adianto que A Oração dos Miseráveis é uma das melhores fantasias que li em muito tempo. Um livro bem completo, com uma história intrigante, personagens carismáticos e uma construção de mundo muito boa. A história e a construção dela se misturam de forma muito satisfatória. O autor conseguiu criar uma vibe que mistura um pouco da era vitoriana, com suas ruas de pedra e carruagens, ao mesmo tempo que adiciona uma pitadinha de steampunk com seus lampiões alquímicos e toda a alquimia envolvida na série.

Aliás, esse é um ponto interessante, pois além da guerra dos deuses, existe a briga entre ladrões e mestres de alquimia, guerras políticas e pelo controle da cidade. Tudo isso com uma escrita muito boa por parte do autor, interligando tudo de uma forma coesa.

Claro, para quem não é acostumado com esse tipo de leitura (e talvez, até para quem seja) é bom ler com mais atenção para não perder algum detalhe, principalmente em relação à guerra dos deuses, que às vezes pode parecer um pouco confuso, mas que depois acaba sendo mais explicado e fazendo mais sentido.

Um dos pontos que mais chamou a minha atenção foram as criaturas presentes no livro. A criatividade do autor é grande e todas elas têm uma história muito bem criada também, não sendo apenas algo criado e jogado.

Apesar de ser uma trilogia, o livro tem um final fechadinho, então, se você é daqueles que prefere livro único, dá pra ler também.

A Oração dos Miseráveis alterna entre um ritmo mais explicativo e um ritmo frenético, em que há momentos que você não para de ler. Encontra-se muita ação e um pouco de investigação. Então, recomendo demais para os fãs de fantasia. Só vão.

Título: A Oração dos Miseráveis
Autor: Gareth Hanrahan
Editora: Trama
Páginas: 512
Ano: 2021 (Ano original 2019)
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Resenha: Os sofrimentos do jovem Werther

Por Luana Gobbo •
09 setembro 2021

Devo dizer, de início, que este é um livro delicado e que pode desencadear alguns gatilhos emocionais de depressão e suicídio. “Os Sofrimentos do jovem Werther” foi, desde sua publicação, considerado um livro polêmico por conta dos assuntos tratados.

Goethe me apresentou uma narrativa única, e mesmo que possa gerar sentimentos ruins desde a sua época de publicação, é inegável o que o autor faz com as palavras. Sintam essa citação:
“É comum sentirmos que carecemos de algo, e aquilo que nos falta, em geral, um outro parece sempre possuir; e a essa imagem do outro acrescentamos, ainda, tudo o que nós possuímos, bem como certa condição idealizada de bem-estar.”
Werther é um personagem de sentimentalismo extremo, característica que envolve toda a narrativa, mas que, como em grande parte da obra é sob sua visão através de cartas – a fã de narrativa epistolar pirou um pouquinho, rs - mas o que ocorre é que, para Werther, desde as passagens em que descreve o ambiente, até, principalmente, o momento em que se apaixona, é de uma intensidade superior ao de muitas outras pessoas, por assim dizer.

A garota por quem Werther se apaixona, Lotte, é uma jovem comprometida, e isso faz com que o mundo do rapaz se desmorone em um passinho de cada vez. Werther é tomado por profunda tristeza, uma melancolia que transborda, e ele só consegue pensar em uma solução para seu infortúnio. Deixo aqui no ar essa parte, mas se você é um leitor atento, lá no início da resenha fica bem claro do que toda essa obra se trata. Aí é que vem o famoso “clássico atemporal”, pois não poderia ser diferente com essa obra (de arte) de Goethe.

A experiência de ler sobre transtornos mentais e depressão, propriamente dita, ambientado lá no digníssimo século XVIII foi única. Isso porque é nítido como a recepção sobre esse tema e pessoas que possuem esses transtornos, ainda hoje, é negligenciado e muitas vezes taxado de frescura. Ver a decadência de Werther me fez sofrer junto com ele, digamos que... estávamos um pouco em sintonia no momento da minha leitura.

Por fim, deixo a recomendação dessa obra incrível, porém delicada, agoniante e que definitivamente não é uma leitura para qualquer um. Se atentem aos gatilhos e não leiam se te faz mal, combinado?

Título: Os sofrimentos do jovem Werther (exemplar cedido pela editora)
Autor: Goethe
Editora: Penguin 
Páginas: 212
Ano: edição de 2021
Compre: aqui
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Resenha: Os últimos jovens da Terra - Guia de sobrevivência

Por Fabio Pedreira •
06 setembro 2021

Fala galera, hoje estou aqui com uma resenha diferente. Na verdade, não chega bem a ser uma resenha, mas sim uma indicação.

Vim apresentar para vocês, o Guia de Sobrevivência dos Últimos Jovens na Terra. A série de livros infantis vocês já conhecem bastante, afinal, é uma das minhas séries infantis favoritas e não perco a oportunidade de trazer para vocês uma resenha contando as aventuras de Jack e sua turma durante o Apocalipse. Mas dessa vez é diferente. 

O Guia de Sobrevivência é um livro de atividades dentro do universo dos Últimos Jovens na Terra. Aqui, Jack e sua turma vão convidar vocês a criarem sua própria história, suas próprias engenhocas para te ajudar a fugir de algum monstro, completar o seu próprio bestiário e até mesmo criar o seu próprio mapa da cidade onde você está e os monstros que nela habitam.


É aquele tipo de livro bem divertido, que você passa algumas horas ou até dias para completar tudo que ele pede, depende muito da sua imaginação e vontade. Você pode ir criando aos pouquinhos para se divertir mais, ou fazer rápido, para mostrar logo para seus amigos, todo tipo de plano mata zumbi que você criou.

Esses livros são muito bons para estimular certas coisas, como coordenação motora, no caso das atividades para cortar, sua escrita e até seu desapego, já que se você é daquele tipo que não aceita um arranhão no livro, vai morrer logo na primeira atividade (ter que dar um cuspe no alvo).

É um livro que, ao contrário das histórias, recomendo mais para o público infantil, mas que não descarto também que você adulto vá gostar e tratar como uma terapia. A postagem é curtinha assim mesmo pois o livro é mais prático, então recomendo apenas que vá fundo, pegue sua tesoura, lápis, borracha e sua imaginação e construa o seu próprio guia de sobrevivência.

Título: Os últimos jovens da Terra - Guia de sobrevivência (exemplar cedido pela editora)
Autor: Max Brallier
Ilustrador: Douglas Holgate
Editora: Faro Editorial
Páginas: 184
Ano: 2021
Compre: aqui
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Resenha: Malibu Renasce

Por Maiani •
04 setembro 2021

Taylor Jenkins Reid tem a habilidade de contar histórias com personagens imperfeitos que nos emociona. Malibu Renasce conta a história da família Riva, a trajetória dos irmãos Nina, Jay, Hud e Kit, e de seus pais June e Mick (ele mesmo, um dos maridos de Evelyn Hugo). Intercalando presente e passado a narrativa nos apresenta as dores e segredos dessa família tão disfuncional, que, apesar de tudo, encontram suporte uns nos outros.
"Alguém precisa dizer para essa gente, Nina pensou, que o paraíso não existe."
A história de June e Mick é revoltante e o retrato do egoísmo. Mick é extremamente egocêntrico e incapaz de pensar em qualquer um que não em si mesmo, ele abandona as pessoas sem o menor remorso e não consegue ver problemas em suas atitudes. Não consegui sentir empatia em nenhum momento e torcia para que o personagem se afundasse cada vez mais na própria lama. June é uma mulher apaixonada e abandonada, que se vê diante de quatro filhos para cuidar e nada de dinheiro, ela se afunda na própria dor e negligência os filhos de forma involuntária. Apesar de seus erros e problemas, conseguimos entender quem ela se tornou e porque segue com os comportamentos autodestrutivos.
"Talvez as vidas dos nossos pais fiquem gravadas dentro de nós, talvez nosso destino seja determinado pela tentação de reviver os erros deles. Talvez seja inútil tentar, é impossível fugir do sangue que corre nas nossas veias.
O relacionamento dos irmãos Riva é absurdamente encantador e real. Nina se tornou uma mulher que se anula para agradar e ajudar os outros, assim como muitas de nós, abrindo mão de quem se é para não causar ainda mais problemas. Com as questões de alienação parental e alcoolismo ela se torna ainda pequena responsável por seus irmãos e aquela que resolve as situações em casa. Jay e Hud mostram como uma parceria e amor podem existir mesmo sem relações sanguíneas, eles são metade de um todo e é quase impossível imaginá-los sozinhos. Kit é a caçula espivetada que precisa toda hora mostrar seu valor.
"Nina refletiu a respeito de sua irmã caçula. Que dádiva era saber exatamente o que não era, o que não queria ser. Nina sequer se lembrava de já ter feito esse questionamento a si mesma."
Na primeira parte do livro a leitura é fluida e dinâmica, apesar de todo sofrimento, intercalando passado e presente, nos deixando intrigado para conhecer mais desses personagens e como eles chegaram onde estão. Porém, na segunda parte, que foca apenas na festa, os capítulos intercalados com personagens aleatórios me deixaram dispersa, e por vezes confusa, sem necessariamente agregar algo para a história. O clímax, em minha opinião, não condiz com toda a construção feita, além de estar aquém daquilo que se espera.
"Mas entendia que era só mais um em uma série de incêndios, que atingiam Malibu desde o inicio dos tempos.
Com eles, vinha a destruição.
Mas também vinha a renovação, renascendo das cinzas.
A história do fogo."
A alienação parental e alcoolismo são as bases dessa família e por esse motivo esse livro pode conter gatilho para algumas pessoas. Não sinto que a autora queria debater profundamente sobre o assunto, porém, ela não coloca panos quentes ou romantiza as situações apresentadas. Pequenos pontos de representatividade são colocados na história, mas de forma sutil e simples.
"Nunca pude me dar ao luxo de questionar se era capaz ou não. Porque a minha família precisava de mim. E, ao contrário de você, eu entendo a importância disso."
Os personagens são incríveis e a construção da história funciona bem, mas do meio para o final o livro se perde um pouco e pode decepcionar. Como todo livro da autora eu recomendo a leitura, porém, não espero algo ao nível de Os Sete Maridos de Evelyn Hugo e Daisy Jones and The Six.

Título: Malibu Renasce (exemplar cedido pela editora)
Autora: Taylor Jenkins Reid
Editora: Paralela
Páginas: 368
Ano: 2021
Compre: aqui
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Comentário premiado de setembro

Por Naty Araújo •
03 setembro 2021


Olá, leitores. Tudo bem?

Hoje sai o resultado do comentário premiado agosto e inicia o do mês de setembro, você poderá ganhar o livro que quiser. Faça uma lista com os 5 livros que mais deseja, desde que seja no valor de até 40,00 reais cada. 

Regras: 
1 – Ter um endereço de entrega no Brasil (não necessariamente precisa residir, apenas ter um contato  de alguém que possa receber o prêmio); 

2 – Comentar que está participando dizendo uma lista de 5 livros que deseja ganhar e informar o seu e-mail que entrará em contato conosco, caso seja o vencedor (fazemos isso para conferirmos e não haver fraudes); 

3 – Seguir o Blog em alguma plataforma, seja Instagram, Facebook ou qualquer outra rede social que tenha nos ícones no canto direito do site; 

4 – Comentar em alguma postagem do mês e deixar o nome (ou o link) no comentário abaixo. Atenção! O comentário deve ser numa postagem do mês atual, não vale meses anteriores. 

Obs: Não é necessário comentar em todas as postagens. Porém, quanto mais comentários vocês fizerem nas postagens do mês, mais entradas vocês terão aqui e mais chances terão de ganhar. Lembre-se de colocar os comentários separados, assim vocês ganham mais pontos. Não entendeu? Vou explicar melhor. 

A cada comentário, as chances aumentarão quando você postar aqui. Quando você qual livro deseja, deixe um comentário. Comentou na resenha? Então coloque o nome da resenha comentada aqui nesta postagem. Entenderam? Se no mês tivemos 20 postagens e você comentou em todas, você terá 20 entradas e mais a sua inscrição. Ou seja, será bem maior do que aquela pessoa que apenas comentou em 5 postagens. 

Ao final, será sorteado um número referente a quantidade de comentários na postagem, o número escolhido será o vencedor. Lembrando que comentários com dúvidas ou coisas não relacionadas às chances (obrigatórias e extras) não serão consideradas. 

Exemplos: 
O que vale: comentários do mês atual, resenhas, colunas, desde que sejam coerentes e que digam respeito ao conteúdo. Comentários genéricos não serão válidos, emoticons. O Blog repugna qualquer tipo de plágio. Portanto, não copiem comentários dos amigos, avaliações do Skoob, da Amazon. Caso aconteça, será imediatamente desclassificado e não poderá participar dos próximos sorteios. Além disso, faremos uma nota de repúdio em nossas redes sociais informando essa atitude. Já aconteceu com vários Blogs e nós fazemos campanha para que isso não volte a acontecer. 

Até quando: os comentários serão aceitos até dia 30 de setembro de 2021, às 23h59, e o resultado sairá junto com o “Comentário premiado” do mês seguinte. O vencedor deverá entrar em contato com o Blog até 48h posterior à data do resultado através do e-mail natalia.araujo@live.com 

Lembrando que: este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita. 

Envio: o prêmio será enviado em até 40 dias úteis pelo Blog. Porém, caso seja enviado pela editora, esse prazo poderá ser estendido.

Dúvidas? É só perguntar. 

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RESULTADO DO COMENTÁRIO PREMIADO DE AGOSTO

Parabéns, Luana!

O vencedor precisa enviar um e-mail para natalia.araujo@live.com com seus dados em até 48h. Lembrando que pedimos para nos informar o e-mail para checar o endereço e evitar que outra pessoa se passe pelo ganhador.
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Resenha: Jane Eyre

Por Giovanna Prates •
30 agosto 2021

Aviso de gatilhos. Este livro contém bullying, abuso, abandono.
“Eu não sou um pássaro e nenhuma rede me enlaça. Eu sou um ser humano livre com vontade independente.”
Jane suporta sofrimentos terríveis: ela é órfã; sua tia diz que ela é "menos que uma serva, pois você não faz nada para seu sustento" e invoca a ira de Deus que "pode ​​matá-la em um de seus acessos de raiva"; ela suporta a injustiça enquanto se esforça para ser boa, mas é sempre condenada, enquanto as falhas de seus primos são toleradas ou ignoradas. Então, ela é enviada para Lowood, e algumas coisas se tornam mais realistas do que o esperado.
“Eu me lembrava de que o mundo real era vasto, e que uma quantidade enorme de esperanças e medos, de sensações e emoções, estava à espera daqueles que ousassem sair por ele agora, buscando, em meio a seus perigos, o verdadeiro conhecimento do que é a vida.”

Essa é minha primeira vez lendo Jane Eyre e eu não imaginava que seria tão...injusto. É extremamente triste e difícil lidar com as tremendas dificuldades e abusos que Jane sofre ao crescer. Entendo que este livro é para ser uma grande história de amor, mas há mérito em prestar atenção aos seus anos de formação como um elemento essencial para explicar o que a Jane se tornou.

Creio que esse livro seja protofeminista. Jane tem muita raiva dentro dela, por causa dos papéis e expectativas de gênero que sempre são colocados nela. Além de sempre ser enviada para lugares onde é forçada a se moldar com o esperado. Jane defende-se constantemente, e em todas as idades ao longo desta história, mas vê-la vir ao seu próprio, e nunca desistir de suas crenças sobre o que é certo, é algo muito inspirador .
“Mas eu continuava viva, e a vida, com suas necessidades e dores e responsabilidades, me chamava. O fardo precisava ser carregado, as necessidades satisfeitas, o sofrimento enfrentado, as responsabilidades assumidas.”

No geral, eu me apaixonei completamente por Jane Eyre. Consigo perceber que foi escrito de forma extremamente inteligente e tecido de forma tão hábil. Todos os sentimentos sombrios e vibrações realmente tornam essa experiência de leitura única e incrível. E acho que este é um livro que poderei ler e reler indefinidamente, pelo resto da minha vida. É melhor você também acreditar que, se algum dia eu tiver filhos, essa leitura será obrigatória quando eles ficarem um pouco mais velhos, porque este livro realmente tem um poder imenso. E eu realmente acredito que este é meu clássico favorito de todos os tempos agora. E jamais desejo que uma mulher se sinta um pássaro preso em uma gaiola.

Título: Jane Eyre (exemplar cedido pela editora)
Autor: Charlotte Brontë
Editora: Penguin
Páginas: 712
Ano: 2021
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Entrevista com o John Vercher, autor de À cor da pele

Por Fabio Pedreira •
27 agosto 2021

Fala pessoal, depois da resenha do livro À Cor da Pele, trago para vocês uma entrevista que fiz com o autor John Vercher, com a colaboração da Lu aqui do blog também, espero que gostem.

1 - Esse é seu romance de estreia, certo? Quando foi que você decidiu escrever um livro? E desde quando a história de À Cor da Pele tomou forma?
R - Sim, esse é meu primeiro livro. A ideia da história surgiu a mais de 20 anos atrás. Depois de conseguir meu bacharel em inglês, eu passei muitos anos trabalhando na área de saúde. Mas eu nunca esqueci da ideia dessa história. Quando eu decidi que queria seguir minha paixão pela escrita como carreira, eu voltei para o À Cor da Pele.

2 - Inclusive, apesar de ser um livro de estreia, ele já ganhou prêmios e foi publicado em vários países. Você esperava uma recepção tão positiva? Qual a sensação de poder ser lido por várias pessoas ao redor do mundo?
R - Embora não tenha ganhado nenhum prêmio, tive a imensa sorte de ser indicado para vários, algo que eu nunca teria imaginado. Também nunca pensei que seria publicado em vários países, algo que tem sido uma honra incrível. A recepção pelo meu trabalho não foi nada do que eu esperava. Ver imagens e ler resenhas do meu livro em outros países é bastante surreal.

3 - Durante o livro, há várias citações a quadrinhos e às vezes a livros de fantasia. Você pensa em escrever algo nesse gênero algum dia?
R - Eu gosto bastante de quadrinhos, Graphic Novels e filmes de quadrinhos. Eles foram uma grande parte da minha infância e eu gosto muito deles hoje. Eu adoraria escrever para uma história em quadrinhos algum dia ou talvez até escrever meu próprio título.

4 - Agora, sobre o tema do livro. O assunto principal é o preconceito e como pessoas negras, alvos dele, são vistas na sociedade, principalmente nos EUA. Um assunto extremamente importante, não só hoje em dia, mas sempre. Como você vê a sua obra quanto à importância dela para leitores e a sociedade num todo?
R - É estranho dizer que meu livro é importante para a sociedade. Embora possa soar clichê, se a história que conto puder alcançar pelo menos um leitor de uma forma que ele se sinta visto ou compreendido, então eu consegui o que me propus a fazer quando a escrevi.

5 - O livro se passa em um período conturbado, a exemplo do julgamento de O. J. Simpson que estava em pauta na época. Um julgamento marcado pelo fato de, apesar de ser um dos maiores esportistas da época, e estar respondendo por um crime, O. J. também era negro. O livro se passar nesse período foi uma escolha para que se ilustrasse os debates e discordâncias que aconteciam na época? Ou houve outros motivos?
R - O julgamento de O. J. Simpson pareceu o melhor cenário para esta história pelos motivos que você mencionou. As pessoas estavam discutindo abertamente não apenas sobre o Simpson, mas também sobre raça e policiamento em nosso país. Aquele período foi, para mim, o cenário perfeito para uma história sobre identidade e raça.

6 - O final de À Cor da Pele é muito emocionante, isso não podemos negar, deixando vários leitores em lágrimas. Sem dar spoilers, foi sua intenção desde o início impactar o leitor daquele jeito no final ou foi algo não planejado, apenas “aconteceu”?
R - Escrevi essa história com o início e o fim em mente. Eu não sabia exatamente como o fim iria acontecer, mas eu sabia o que tinha que ser. Considerando todas as escolhas que os personagens principais fizeram, não achei que o livro pudesse terminar de outra maneira

7 - Outra coisa que sempre pergunto aos autores nas entrevistas é a respeito de seus trabalhos futuros. Podemos esperar um novo livro em breve? Se sim, o que pode nos contar sobre ele?
R - Meu próximo livro será publicado em 7 de junho de 2022, com a Soho Press, e é intitulado After the Lights Go Out. É a história de um lutador biracial de artes marciais mistas que sofre de demência pugilística e cuida de seu pai branco com doença de Alzheimer. A história fala sobre família, lealdade e saúde mental.

8 - Por fim, gostaria de deixar algum recado para seus leitores brasileiros? E gostaria de participar de algum evento literário aqui no Brasil?
R - Sou muito grato a todos os leitores brasileiros que apoiaram a mim e a este livro. Obrigado por criar uma experiência de vida tão memorável para mim e minha família.
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Resenha: Descender - Estrelas de lata

Por Luana Gobbo •
23 agosto 2021

Imagine que você recebe a informação de que tem um robô gigantesco vigiando o seu planeta, e tem um desses ao redor de mais nove planetas da sua galáxia. Medinho, né?

Pela segunda vez me vi arrebatada pela mente genial do Lemire ao criar tramas únicas em cima de uma premissa popular - aqui, o tal do "space opera". Não adianta, virei fã mesmo.

A umas páginas além do prólogo, vemos o jovem androide Tim-21 acordar do nada em um lugar afastado. Seu modelo é o de uma série de robôs com a função de serem basicamente companheiros de crianças humanas. Ocorre que, nos 10 anos em que ficou desligado, Tim-21 não sabe o que aconteceu com a sua família ou com a galáxia toda, ele se vê sozinho com seu “cão robótico”. Então, quando se pluga no sistema para tentar descobrir o que está acontecendo, torna-se alvo de toda a CGU e dos Ceifadores - como são chamados os robôs gigantes responsáveis por dizimar milhões de seres na galáxia - no código mecânico de Tim-21, pois, com essa ação, ele também acaba dando a sua localização.


A arte do Nguyen nessa HQ é um traço muito marcante, dá uma impressão de desenho feito com apenas lápis de cor, aquarela ou giz de cera. Incrível.

Que o Lemire manda bem em tudo que escreve - isso inclui gêneros diferentes - eu já percebi que é verdade mesmo, fazendo jus ao hype de suas obras. Aqui ele criou uma galáxia própria, e os nove planetas que a regem são “monitorados” pela CGU (Conselho Galáctico Unido) que é basicamente a mesma função da ONU. Essas informações são apresentadas logo na primeira página da HQ para que o leitor se situe nesse universo primoroso.

O quadrinho é recheado de tretas galácticas e revoluções políticas, planetas dizimados, genocídio... Eu poderia falar de ‘Descender’ em uns três posts, mas... deixo aqui minha breve e fortíssima indicação.

Amei mais um universo do Lemire, que fez uma mistura de tretas espaciais mesclado com a inocência de um robozinho num mundo caótico de forma impecável.

Título: Descender - vol. 1 (exemplar cedido pela editora)
Autor: Jeff Lemire
Editora: Intrínseca
Páginas: 144
Ano: 2020
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Resenha: O Menino do Bosque

Por Fabio Pedreira •
20 agosto 2021

Wilde foi achado 30 anos atrás vivendo na mata, ninguém sabe quem o deixou ali, nem como o garoto conseguiu sobreviver. Seu passado é totalmente desconhecido.⁣

Hoje, apesar de ainda ter certas peculiaridades, Wilde vive tranquilamente, tem um afilhado e teve uma família adotiva.⁣

Quando uma garota chamada Naomi desaparece e seu afilhado lhe pede ajuda, ele acaba aceitando e passa a procurar a menina. Graças a seu tempo vivendo na floresta, Wilde tem certas habilidades invejáveis, sem contar que ele foi considerado, quando pequeno, como uma daquelas crianças com intelecto avançado, então, as esperanças para encontrar Naomi residem nele.⁣

Claro que as coisas não vão ser tão fáceis quanto parecem, já que no meio disso tudo está a família rica de um documentarista famoso e uma briga eleitoral, com seu principal candidato à presidência sendo um anarquista total.⁣

Felizmente Wilde pode contar com a ajuda de Hester Crimstein, mãe do melhor amigo dele e também uma das advogadas mais respeitadas do país.⁣


O menino do bosque foi meu primeiro livro do Harlan Coben e fico feliz de ter lido. Realmente o autor parece ser tudo que escuto por aí, tendo uma escrita bastante rápida, me lembrando até certo ponto os livros do Dan Brown, que você pega pra ler e termina no mesmo dia.⁣

A ação foi muito bem construída, contando com alguns plots interessantes durante a leitura. A história vai se construindo aos poucos, mas sem deixar o ritmo cair. Quando você acha que acabou, ela pega outro rumo.⁣

Mas ao mesmo tempo tenho algumas considerações. Algumas coisas no livro me pareceram meio irreais demais, principalmente envolvendo as excentricidades das família rica. Outra coisa que deixou a desejar foi sobre o próprio passado de Wilde, que ficamos sem resposta sobre alguns assuntos. Não sei se o personagem irá aparecer em outros livros, mas, pelo que me parece, não. Isso acabou tirando um pouco o impacto da leitura, mas mesmo assim achei um bom livro de investigação, do jeito que o leitor de thriller gosta. Recomendo e certamente irei ler mais do autor. O Inocente que me aguarde.

Títulos: O menino do bosque (exemplar cedido pela editora)
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Páginas: 330
Ano: 2021
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Resenha: Os Cavaleiros de Oxóssi

Por Fabio Pedreira •
18 agosto 2021

Fala galera, hoje vim trazer uma resenha dupla para vocês. É da série Os cavaleiros de Oxóssi, do autor Ed Palamone. Uma história de ficção com alguns toques de magia. A resenha é sobre os dois volumes, porém, podem ler sem medo que não dou nenhum spoiler que estrague a leitura. Então, vamos lá.

Amodine sempre esteve predestinada a assumir o cargo de mãe de santo da Casa Estrela, famosa casa de candomblé de Salvador.⁣ Por isso seu tio Augusto, famoso sacerdote do Mulan Chase, acaba indo buscar sua sobrinha-neta para que ela aprenda desde pequena todos os mistérios que envolvem o local e a religião.⁣ De início sua mãe é contra, mas vendo que tudo já está destinado e que Amodine não teria uma vida melhor ali, ela acaba cedendo.⁣ Com o tempo, a garota vai aprendendo todos os segredos, como as Relíquias sagradas, vislumbrar um pouco do seu futuro e conhecer o rapaz que vai mudar sua vida. O problema é que algumas pessoas podem acabar atrapalhando seus planos, até mesmo pessoas que ela achava que poderia confiar.⁣

Os cavaleiros de Oxóssi: As relíquias do caçador (primeiro volume) é um livro bem interessante. Uma ficção com um toque de magia que vai trabalhar várias questões pertinentes da atualidade.⁣ As diferenças religiosas é a principal, a questão de como o candomblé é visto com preconceito por outras religiões e pessoas no geral é o debate central do livro.⁣ Porém, outros questionamentos acabam sendo feitos também, como questões sobre sexualidade, tráfico, corrupção, ganância e muito mais.⁣

Além disso, o livro mostra como o candomblé é uma religião rica e realmente cheia de mistérios. Claro, durante a leitura, nem ela mesmo está isenta de críticas em alguns aspectos, mas ajuda bastante a entender melhor.⁣

Já a história em si, também é muito boa, passando pela fase de aprendizado de Amodine, até quando ela conhece Palamone, traficante do morro (não é spoiler) que está destinado a ser sua paixão.⁣


Tem ação, romance, humor e reflexão, tudo muito bem trabalhado. Só em alguns momentos que achei que a Amodine poderia ser bem mais do que ela foi. A fonte do livro também atrapalhava um pouco, fazia o livro ficar mais longo, mas é algo que entendo que é devido à publicação.⁣

Então vem o segundo volume, que após os acontecimentos do livro anterior, continua o mistério do sumiço de Palamone e Ícaro, sendo o segundo, um primo de Amodine. Para completar, quem some também é o famoso Mulan Chase.⁣

Cabe a Amodine resolver esses problemas, um de cada vez. Mas, como sempre, a coisa não vai ser tão fácil assim, já que para fazer o Mulan Chase voltar, ela terá que dar um herdeiro para a casa.⁣ As opções são poucas, sobrando ela, que não quer ter (e não pode) filhos e seu primo, Ícaro, que além de estar desaparecido, também é gay. Só resta uma ideia na cabeça de Amodine. Mas será que vai dar certo?⁣ Não posso contar o que é para não dar spoiler, mas essa ideia acaba dando início ao principal arco do livro e também ao título que ele leva.⁣

Kali é a personagem principal do livro por assim dizer. Uma mulher que tem um passado a esconder, mas que precisa cumprir o que foi pedido para salvar o Mulan Chase, ou sua vida pode tomar um rumo desagradável.⁣

O livro traz toda uma reviravolta e continua com a boa pegada do primeiro. Mas também tem os mesmos problemas, como capítulos longos e a sensação de que alguns personagens poderiam fazer muito mais.⁣ Ainda assim, o livro é uma boa continuação, tendo uma história muito interessante. Passando as mesmas críticas do primeiro, mas dessa vez, focando mais na história.⁣

Em alguns momentos, fiquei torcendo para que alguns personagens quebrassem a cara feio, como é o caso de Margarida, que apesar do nome, não é flor que se cheire.⁣

Intrigas, plot twists, críticas e um final que promete um terceiro volume, A história de Kali é mais um bom livro do Ed Palamone. E merece ser lido.

No fim, os dois livros trazem histórias que não só agradam, como também fazem refletir. Um equilíbrio muito bom entre os dois, que fazem o leitor curtir a leitura e aprender muito mais sobre o candomblé. Os livros estão disponíveis no Kindle Unlimited também, para quem tiver essa opção. Recomendo bastante.

Títulos: As relíquias do Caçador e A história de Kali (exemplares cedidos pelo autor)
Autor: Ed Palamone
Editora: Independente
Páginas: 256 e 248
Ano: 2017 e 2018
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Resenha: Depois

Por Naty Araújo •
16 agosto 2021

Vocês sabem o quanto sou fã desse cara, né? “Depois” é um dos livros do King que entra para a lista dos mais finos – e por incrível que pareça foi o que eu demorei mais tempo para ler.

James Conklin é o protagonista da história, vive sem o pai e sua mãe procura sempre dar o suporte que essa falta lhe faz. Ela é agente literária e que está tomando conta da empresa do seu irmão. O professor Buckett é um dos personagens mais queridos, vizinho de James – é como se fosse o avô, uma relação bem descrita. Percebe-se que King gosta de nos cativar colocando relações afetivas em suas histórias, seja com pais, com avós ou algo do tipo. Aqui isso é evidente.

Perdoem-me, mas o protagonista não me desceu. O diferencial: ele vê gente morta. Pronto. Esse foi o ponto que eu achei que fosse adorar, aplaudir e pensar que fui enganada direitinho. A mãe do garoto implora para que essa habilidade fique em segredo – até então tudo bem.


Porém, as coisas mudam quando Liz Dutton, a companheira de sua mãe e detetive do Departamento de Polícia de Nova York, aparece na saída da escola e anuncia que precisa de ajuda. Jamie embarca em uma corrida para desvendar o último segredo de um falecido terrorista, e, conforme a sinopse nos entrega, ele começa a jornada mais assustadora de sua vida.
"A gente se acostuma com as coisas extraordinárias. Aceita como normais. Podemos até tentar não nos acostumar, mas é o que acontece. Tem coisa extraordinária demais no mundo, só isso. Em toda parte."
Não acredito que a história seja realmente de terror, achei bem leve e não caí nessa conversa. Principalmente porque durante toda a leitura é destacado que é uma história que dá medo, mas, pra mim, isso ficou para depois.

O livro é curto, então não há muita coisa para comentar, quanto mais surpresas você tiver, melhor. Certamente é um livro dele para você que não gosta de terror. Não há elementos aterrorizantes. Se você não está habituado a leituras pesadas, do estilo que King adora escrever, esse é ótimo para iniciar a experiência. É leve, pequeno, de leitura rápida para alguns.

Título: Depois (exemplar cedido pela editora)
Autor: Stephen King
Editora: Suma
Páginas: 196
Ano: 2021
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