Resenha: Rangers III


Olá,

Decidi dar andamento em algumas séries que estão paradas na estante e a escolhida do momento foi Rangers - Ordem dos Arqueiros. Havia parado no segundo livro e resolvi retomar com o terceiro. Estava um pouco cansada das minhas leituras atuais e ler uma aventura jovem e divertida foi uma das decisões mais assertivas desse mês.

O livro II, Ponte em chamas, termina com a captura do nosso pequeno arqueiro Will e da sua nova amiga Evanlyn, e o livro III, Terra do gelo, inicia com os dois personagens sendo levados pelos escandinavos para sua terra fria, distante e remota. Os dois araluenses, muito assustados com a captura, logo descobrem que ondas gigantes podem ser muito mais assustadoras, e que passar dias em alto mar pode não ser muito agradável. 

A época das grandes tempestades chegou e com isso o capitão Erak decide se refugiar em uma ilha onde os escandinavos costumam ficar nesse período. Com isso, Will e Evanlyn passam a trabalhar para os escandinavos, limpando e cozinhando para eles. Descobrem também que alguns escandinavos podem não ser tão cruéis quanto eles imaginavam, e logo ficam sob proteção do Jarl Erak. Esta proteção é discreta, pois o Jarl jamais poderia ser pego ajudando inimigos. O Jarl protege Will e Evanlyn dando-lhes pequenas mordomias e aliviando um pouco as coisas para ambos no quesito tarefas, castigos, comida.

Passada a época das tempestades, a viagem para a Escandinávia continua e, chegando lá, ambos são entregues como escravos para o oberjarl Ragnak, que destina Evanlyn para a cozinha e Will para o pátio. Então a “vida boa” dos dois termina, pois a Escandinávia é extremamente fria, e as tarefas são duras, com poucas horas de descanso, pouco alimento e somente um trapo para se aquecer nas noites geladas. Para Evanlyn é um pouco melhor, visto que ela trabalha perto do fogo e uma lareira fica acesa de noite para eles. Para Will, porém, a coisa fica terrível: ele dorme com os demais escravos do pátio dentro do estábulo, onde não existe proteção alguma do frio. 

Para piorar a situação existe um grupo de pessoas que supervisionam os escravos do pátio, e essas pessoas são cruéis e maltratam os escravos constantemente. Os próprios escravos entre si não se ajudam e roubam os finos cobertores uns dos outros. Por esse motivo, os escravos do pátio duram pouco tempo. Logo, o frio intenso se torna o constante amigo de Will, que chega a esquecer como era se sentir aquecido.

Enquanto isso em Araluen, Halt, revoltado por ter seu pedido de resgate a Will negado pelo rei Duncan, resolve criar uma situação muito perigosa para ser expulso do reino, e consequentemente ser liberado da sua função de arqueiro do rei para poder viajar e cumprir sua promessa de encontrar seu jovem aprendiz. Sua cena chega no resultado esperado e ele parte tristemente na sua jornada de busca, porém, não sozinho, afinal, mais pessoas se importam com o jovem Will.


O mar não está para peixe para nenhum dos nossos personagens, e todos eles terão muitos problemas para resolver, problemas que podem impedir nossos dois jovens de sair daquela situação terrível, e que podem também impedir Halt de cumprir sua promessa.

Este é um livro para jovens, extremamente bem escrito, com uma narrativa que te deixa vidrado e curioso a cada página. A diagramação do livro é superconfortável, porém, a revisão deixou muito a desejar. Apesar disso, a leitura é válida e indicada.

Abraços.


Título: Terra do gelo
Autor: John Flanagan
Editora: Fundamento
Páginas: 256
Ano: 2009
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