21 setembro 2018

Resenha: Um banquete para Hitler


A morte está servida

Magda Ritter reside na Alemanha, porém, com o surgimento do nazismo, está muito perigoso continuar por ali. Seus pais decidem que o melhor é ela morar com seus tios em outra cidade. Claro que haveria uma condição para tal, ela precisaria trabalhar, afinal, só comer e dormir dá muito gasto. 

E assim ela vai atrás de um emprego e consegue se cadastrar na Liga do Reich. Passados alguns dias, ela foi chamada para trabalhar em algo secreto, mas não fazia ideia que emprego era esse. Adivinhem onde... Numa agência que a envia diretamente para a mansão do Hitler para provar as suas refeições. Hitler precisava de quinze mulheres para provarem sua comida, pois ele era obcecado com a ideia de ser envenenado pelos aliados ou até mesmo por traidores, vai lá saber. Quem faria essa maldade com o bichinho, não é mesmo? Ô, tadinho.

Ela nunca contou a ninguém o que fez, apenas seu marido sabia. Ela não podia falar, seria pior para ela. Todavia, os segredos guardados por tantos anos precisavam ser revelados, para nós, dessa vez. Então ela nos é contada e inspirada em Margot Wölk, que apenas aos 95 anos decidiu revelar os horrores vividos e sobre ter trabalhado para Adolf Hitler. E tudo o que vocês precisam saber está dentro deste livro. Chocante.


Qualquer refeição pode ser a última

O livro não conta apenas o trabalho de Magda, em provar as comidas antes para saber se estão envenenadas. É claro que no início ela morre de medo, afinal, sua vida corre perigo. Porém, depois de um tempo ela percebe a segurança que é, ao menos fica convicta disso. As mulheres precisam conhecer cada tipo de veneno, estudam suas especiarias, sentem o cheiro e por aí vai. Então, isso dá maior credibilidade na hora de ingerir os alimentos.

Magda conhece um oficial das forças armadas do Fürher e, obviamente, se apaixonam. O que Magda não imagina é que ele não passa de um traidor do seu superior e é isso que a conquista, já que ela sempre fica muito sozinha, sem ter com quem conversar, pois todos querem o bem dele, menos Magda. Quando seu amado surge, juntos, eles resolvem criar uma forma de matar o Hitler. 

Depois ela passa a conhecer e se envolver com outras pessoas lá dentro, as mulheres na cozinha e, claro, a amante obcecada de Hitler e passam a ter um contato maior. Eva, a amante, cria fantasias na cabeça e quer fazer Magda acreditar que está tudo bem. Mas não para por aí. Ela está certa do que vê, os corpos jogados, a forma desumana que muitos viviam, isso a fez enxergar que nada estava normal. Eles precisam arrumar uma forma de matá-lo.


Eu conheci Hitler…

Parte da história vai desenrolar exatamente nisso, eles conseguem ou não? Engraçado que eles criam coisas, porém, acontecem outras que não foram bolas por eles. Então, surge a dúvida: existe uma terceira pessoa envolvida nisso? 

Tensão é a palavra para definir esse livro. A gente quer ajudar Magda, quer tirá-la de lá, mas ao mesmo tempo queremos que ela fique para que seu plano dê certo, mas sempre tomando cuidado para não morrer. A gente sente dó das vítimas e sentimos vontade de matar cada um que fez isso acontecer.

A história mescla ficção com realidade e, ainda que sejamos apaixonados por história, nem sempre é possível perceber o que é realidade e o que é fantasia. Afinal, segundo o próprio autor em nota integrante da narrativa, o livro surgiu inspirado em um fato real que só veio à tona em 2013.


E minha história precisa ser contada

O livro é excelente, sem dúvidas uma ótima indicação, até mesmo para presentear alguém. Principalmente pelo fato de se passar na Segunda Guerra Mundial, algo que amo. A leitura é intrigante, envolvente e, às vezes fluida. Explicarei o motivo.

Sobre a edição: A capa do livro é linda. Nos dá a ideia exata do que a história nos quer contar. As folhas são amareladas e proporciona um descanso. Porém, há ainda (e sempre haverá) um certo incômodo. O Santo Senhor das diagramações nossas de cada dia não me deixa longe desse infortúnio chamado “diálogos entre aspas”. Fujo dele, mas sempre me persegue. A leitura pode ser fluida, pode ser linda, encantadora, mas, quando me aparece um diálogo entre aspas, meu bloqueio é certo e às vezes dou uma abandonada no livro, uma arrastada, uma espreguiçada, qualquer coisa que me afaste de leitura por alguns dias. Isso é certo. Ela nunca é e nem será a mesma. No entanto, há aqueles que não acham problema nisso. Benditos sejam!

 

Título: Um banquete para Hitler (exemplar cedido pela editora)
Autor: V. S. Alexander
Editora: Gutenberg
Páginas: 304
Ano: 2018

13 comentários

  1. Oi Natalia!
    Caramba, que história interessante! Eu já vi esse livro sendo bastante divulgado por aí, mas pelo que me lembro é a primeira vez que leio detalhadamente sobre ele. Fiquei bem curiosa para saber mais dessa história!! Os Delírios Literários de Lex

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  2. Oi Nat,
    Eu não curto diálogos com aspas também, sei lá hahaha
    Achei tenso demais a abordagem desse livro e difícil não se colocar na pele dessas moças. To rindo aqui com o sacarsmo sobre quem ia querer envenenar a peça.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  3. Olá, Natalia.
    Quando vi esse livro entre os lançamentos da editora fiquei muito curiosa para ler ele. E lendo sua resenha acho que ele é exatamente o que pensei. Por isso com certeza vou querer ler. Também gosto muito de livros que se passam durante a segunda guerra e esse suspense só torna as coisas melhores.

    Prefácio

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  4. Oii Natalia

    A história me instiga muito, apesar de eu estar um pouco saturada de livros com esse tema da Segunda Guerra, acho essa abordagem um pouco mais distinta, pois aqui é alguém que esteve próxima do Hitler e conta em primeira mão os horrores que viu e ouviu, viveu e sentiu. Uma dica ótima, eu quero ler com certeza.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  5. Oi, Nat!
    Eu não sabia muito bem do que se tratava esse livro, mas fiquei bem interessada depois dessa sua resenha. Eu curto livros que se passam na Segunda Guerra e esse parece que vai me agradar muito.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio de aniversário Balaio de Babados e O que tem na nossa estante. São quatro kits; um para cada ganhador

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  6. Oi Natália,

    Não é um gênero que leio muito, mas o assunto me interessa.
    Gostei da premissa, vou anotar na lista.
    Bjs e uma ótima noite!
    Diário dos Livros
    Siga o Instagram

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  7. Uau, eu não fazia ideia que esse livro era baseado em fatos reais, estou totalmente chocada! Eu não gosto de histórias sobre 2ª Guerra Mundial e afins porque sempre fica aquele sentimento de impotência, de ver algo horrível acontecer e não poder ajudar, mas eu gostei muito da premissa, talvez eu leia um dia.
    Beijo
    http://www.suddenlythings.com/

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  8. Oie Natalia =)

    Não conhecia o livro, mas como gosto bastante de narrativas que são ambientadas na Segunda Guerra o titulo do livro me chamou bastante a atenção.

    Porém, lendo a sua resenha fiquei ainda mais curiosa, pois a trama me pareceu envolvente e emocionante ao mesmo tempo.

    Adorei a dica! Já para a lista =)

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  9. Oi, Natalia!
    Eu aproveitei uma promoção para comprar o livro, pois desde o lançamento eu estava de olho nele. Adoro o tema da Segunda Guerra Mundial e acho fantástico quando o assunto é inspirado em algum fato real. Sua resenha só me deixou com mais vontade de ler.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  10. Oi Naty!
    Amei muito a sua resenha!
    Adoro livros que se passam e falam da II GM.
    Então preciso ler esse, colocarei na minha listinha!
    Diálogos em aspas é uó msm! kkk
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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  11. Oi Natalia!! Só li críticas positivas desse livro e a colaboradora do blog adorou tb! Gosto dessa mistura de ficção e realidade e o livro parece ótimo!!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  12. Amei seu livro, a capa desse livro é impecável. Eu gosto muito de histórias desse tipo, são muito marcantes. Ainda não li essa, mas já anotei a dica para poder conhecer!

    www.kailagarcia.com

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  13. Eu comecei a ler esse livro para o clube do livro da editora que rola aqui na minha cidade. Eu adoro ficção histórica e a historia foi completamente instigante e deliciosa. E eu amo livros que se passam durante a segunda guerra

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