Olá, leitores. Tudo bem?
Hoje preparamos alguns trechos de "Rádio Imaginação". Para ler a resenha, basta clicar aqui.
“Comecei assim, com essa saudação ambígua, porque esse programa vai ao ar a qualquer hora do dia ou da noite, exclusivamente dentro da sua imaginação.”
“Posso dizer que essa Rádio Imaginação é um recurso desesperado pra amenizar a solidão. Esse mundo em que estou é resultado de quê? Assim que começo a pensar nisso, sinto que vou ficar maluco.”
“Perguntei que nome era esse que todo mundo tinha esquecido e ela falou uma palavra curta com umas consoantes oclusivas que eu nunca tinha escutado. Achei que aquilo não era nome de gente, de jeito nenhum. Estranhei muito aquele som. Não era o tipo de som que devia sair da boca da minha mãe.”
“Por um lado estou estranhando como é que consigo ficar assim imóvel, vestindo só um blusão impermeável, nessa neve, no meio da madrugada. Então, quase chego a pensar: se será que eu, será que eu não… Mas não pode ser.”
“Bem, quer dizer, a verdade é que eu mal comecei e já não tenho uma noção clara de qual é o dia em que estamos. Não consigo lembrar até quando continuei ontem, não tenho nenhum registro de ter chegado ao amanhecer e encerrado o programa num clima bom.”
“Não consigo aceitar a realidade do que aconteceu comigo, com minha cidade. Me perdoem.”
“Pois tenho a obrigação de me dedicar e fazer o melhor programa de rádio possível, para as almas de todo o país que se quedaram neste mundo.”
Gostaram?

