Resenha: Intérprete de males


Olá pessoal,
Recentemente resolvi me aventurar nos livros Pulitzer da vida. O primeiro que li foi O senhor March e a experiência foi ok. Dessa vez, peguei o Intérprete de males, e fico contente que a experiência tenha sido melhor.

Este é um livro de contos, que mostra a história e a vida de imigrantes indianos vivendo nos EUA. O objetivo é mostrar o choque cultural existente no cotidiano dessas pessoas, pois como já escreveu Rudyard Klipling: “Ocidente é Ocidente. Oriente é Oriente, e nunca os dois hão de encontrar-se”. Infelizmente preciso concordar com ele, pois as diferenças são grandes, e às vezes parece que estas criam barreiras intransponíveis. Dificultando a convivência entre pessoas de origens tão distintas.


O primeiro conto é intitulado Uma situação temporária. Um casal recebe um aviso de que durante cinco dias ficará sem energia elétrica devida à manutenção que está sendo efetuada. Distantes, o casal resolve criar um ritual durante esse período, onde cada um deve falar algo que já fez, sem o outro saber. E com isso descobrimos as pequenas maldades que às vezes permeiam os casamentos.

No segundo conto Quando o Sr. Pirzada vinha jantar, O Sr. Pirzada era de Daca (capital de Bangladesh que na época era parte do Paquistão), esta cidade estava em guerra e a família inteira do pobre homem estava lá. Este senhor não possuía televisão, então toda noite visitava conhecidos, onde jantava e assistia ao noticiário na esperança de ter alguma notícia sobre sua família.


Intérprete de males, o conto que deu origem ao título do livro, conta a história do Sr. Kapasi e da família Das: uma família não muito unida, com pais que pouco se importam com os filhos. O Sr. Kapasi é taxista e a família Das estava de férias e acabou precisando dos seus serviços. No trajeto, a família descobre que o Sr. Das é interprete de um médico na cidade, e que traduz os males das pessoas para este.

Preciso chamar a atenção para mais um conto: A casa da sra. Sen. Esta mulher vive infeliz por estar longe de sua família, reclama muito pelo fato de as coisas nos EUA serem muito diferentes da sua terra. Este conto me chamou bastante a atenção, pois mostra como algumas pessoas tem dificuldade ou até mesmo relutam em se adaptar, elas insistem em querer viver seus costumes no país alheio. Esse conto se encaixa perfeitamente na atual situação do mundo, onde um grande número de sírios está entrando na Europa por não haver mais esperança em seu país. E com isso uma grande questão é levantada: Irão essas pessoas adaptar-se? Ou teremos um novo oriente na Europa?


Não citarei mais contos, pois este post ficará longo. Pensei que haveria conflitos diretos entre pessoas das culturas distintas, mas não foi isso que encontrei por esse motivo me decepcionei um pouco (a guria aqui queria treta hahahaha). Porém é um livro que vale a pena, pois te mostra o outro lado da moeda.

Abraços.

Título: Intérprete de males
Autora: Jhumpa Lahiri
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 224
Ano: 2001

17 Revelaram sentimentos:

  1. Que interessante essa história, Silvana. Confesso que nunca ouvi falar dela... Quero que posta mais sobre os contos dessa história, achei bem legal. Ótima resenha.
    Abraço!

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  2. Olá, Silvana.
    Eu não sou muito fã de livros de contos. Mas esse por ter essa diversidade cultural, eu acho que leria. E gostei bastante da capa também. Acho que só li um livro ganhador do Pulitzer.

    Prefácio

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  3. Oi Silvana, tudo bem?
    Não tenho costume de ler livros de contros, mas adorei este. Gosto muito de conhecer novas culturas e este livro além de nos apresentar um pouco disso, ainda mostra o choque cultural que acontece quando uma cultura tenta se inserir dentro de outra.
    Já adicionei este livro na lista de desejados, e ótima resenha essa sua.
    Beijos

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  4. Olá, adoro livros de contos e esse além de abordar um assunto peculiar mostra o contraste de culturas totalmente distintas. Parece ser um livro mais para conhecer esse movimento, não dando tanta ênfase aos conflitos internos. Beijos.

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  5. Silvana!
    Acredito que os contos sejam uma forma de conhecermos melhor um pouco da cultura indiana, seus hábitos, etc...
    E acredito que o autor não quis acirrar ainda mais as diferenças entre os povos e aí, deve discordar um pouco do Rudyard (apesar de admirá-lo muito)... em nosso século temos visto muitos refugiados sendo abrigados em vários países do ocidente, mesmo que não sejam tão 'aceitáveis', acredito que é a hora de acabar com toda essa diferença...
    Bom carnaval e moderação, hein?
    “Não basta saber, é preferível saber aplicar. Não é o bastante querer, é preciso saber querer.” (Johann Goethe)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  6. Gosto de contos e achei essa ideia bem interessante. É uma coisa legal poder ver por outro lado esse tipo de situação. Quando um povo em especial se vê em um lugar diferente da sua origem e tem de lidar com o choque cultural, o possível preconceito e coisas assim. Acho importante ilustrar o que sentem, fazer a gente perceber como é difícil e criar uma consciência em quem lê, fazer refletir e etc. E é uma forma de conhecer mais da cultura de um povo vendo como ele é diferente do que estamos acostumados ou coisa assim. Acho que gostaria de ler, parece bom =)

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  7. Silvana, também pensei que haveria um choque cultural maior que os citados nos contos. Um que achei bem interessante foi "Uma situação temporária", fiquei imaginando em como esse casal reagiu aos segredos um do outro.
    E devo confessar que acho que terá um novo oriente na Europa, com certeza todos esses refugiados não largarão suas origens.

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  8. Oi, Silvana!!
    Que livro mais interessante, adorei saber um pouco dos contos do livro e fiquei com muita curiosidade em saber mais sobre esse livro!!
    Beijoss

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  9. Também achei que teria conflitos entre as duas culturas por serem diferentes, iria mostrar como são cada uma e como tentavam viver assim rs. Mas os contos parecem ser legais e acho que dá para saber um pouco mais sobre suas culturas com eles.

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  10. Silvana, eu fiquei interessada no primeiro conto. Imaginei como que foi para esse casal descobrir segredos nunca revelados um do outros, como eles reagiram a toda essa confissão. E sobre o outro conto que você citou, acho que isso acontece na maioria das vezes quando alguém sai de seu país de origem para morar em um lugar totalmente diferente, eles não aceitam que agora a realidade é outra.

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  11. Gostei da dica. Realmente se encaixa muito na atual situação do mundo, onde há muita imigração. Dos contos que você citou o que mais me chamou a atenção foi Quando o Sr. Pirzada vinha jantar.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

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  12. Oi Silvana...
    Gosto bastante de contos, mas ainda não conhecia esse livro... Por mais que não traga um conflito direto, fiquei curiosa para ler esse livro e conhecer um pouco mais das culturas de outros povos...
    Beijinhos...

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  13. Oi, Silvana
    Que livro interessante, ainda não o conhecia.
    Gosto de livro que abordem outras culturas ou os conflitos que rolam. Uma pena que não teve treta nesse livro rs
    Gostei da ideia do livro e leria se pudesse.

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  14. Oi.
    Eu confesso que não curto muito contos não, e estou com você treta nunca é demais kkkkk.
    Mas confesso que fiquei curiosa para ler o livro depois de tudo, principalmente o conto Uma situação temporária, fiquei curiosa para saber quais segredos um guarda do outro, enfim gostei.
    Bjs.

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  15. Já li alguns livros que ganharam Pulitzer e não achei nenhum tão sensacional assim. A premissa desse não me chamou tanto atenção acho importante a reflexão do tema mas com outra abordagem.

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  16. Não sou muito bom de contos!
    Não consigo me desapegar e ler outros!
    Por isso odeio ficar lendo livros de contos!

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  17. Não gosto muito de contos é muito difícil gostar de algum mais posso procurar saber mais do livro e ver se consigo me apegar a contos.

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