09 fevereiro 2018

Resenha: O bater de suas asas


Chega-se ao fim mais uma trilogia e bateu aquele arrependimento de ter deixado para trás por conta de livros novos.

Eu estou com esses livros comigo há pelo menos uns três anos e estava lendo demoradamente, mas, graças a uma votação, ele foi o selecionado e, amém, eu terminei.
E eu garanto! Vale a pena!

Como não há uma resenha propriamente dita a respeito dos dois primeiros volumes, que tal fazermos um regresso lá para as primeiras páginas?


A trilogia começa com A mão esquerda de Deus (2010). Logo no início nós conhecemos o Santuário dos Redentores. Um lugar onde crianças são deixadas e esquecidas, e passam a viver sob o regime dos chamados Lordes Redentores, que tem como prioridade a violência e a crueldade, praticada em nome do Redentor Enforcado.

“Preste atenção. O Santuário dos redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino”.


Uma dessas crianças é Thomas Cale. Um garoto que não sabe se tem 14 ou 15 anos, que sofre os piores tipos de tortura por parte do Redentor Bosco. Bosco vê em Cale um potencial que ninguém mais vê. O que ele não sabia era que todo aquele potencial viraria contra ele.

Junto de mais dois amigos (um amigo, na verdade ele não gosta do outro), ele traça um plano de fuga para sair daquelas paredes escuras e malditas o mais rápido possível. Porém, no meio dessa fuga, Cale se depara com um dos lordes pronto para praticar uma vivissecção em uma criatura que ele não sabe o que é. A pessoa está deitada e tem calombos estranhos no peito. Onde deveria haver um pênis também não há nada. Ele poderia ter uma noção vaga do que era uma mulher, mas nunca havia visto uma, muito menos uma nua.

Em um momento de humanidade, Thomas Cale mata o lorde redentor e resgata a menina com vida. Ela foge com eles. Juntos, eles partem para uma cidade chamada de Leeds Espanhola. E lá passam por diversas situações. É lá que ele descobre o que é o mar e conhece o amor de sua vida. Em pouco tempo passam de estranhos a conhecidos importantes. Thomas Cale mais do nunca fica sendo conhecido como A mão esquerda de Deus.

“Seu nome é Cale. Disseram a ele que poderia destruir o mundo. Talvez ele destrua...
Conheça o Anjo da Morte”


No segundo livro da trilogia, As últimas quatro coisas (2011), Cale está de volta ao Santuário dos Redentores, depois de ter sido traído por sua amada, Arbell Pescoço de Cisne, que o entregou ao General Bosco depois que este prometeu matar seus familiares, e descobre pela boca do próprio que a destruição da humanidade deverá acontecer muito em breve. E que Cale fora o escolhido para pôr o desfecho em prática.

A partir desse momento, Cale aceita a sua condição de Anjo da Morte e passa a lutar contra os Antagonistas ao lado daqueles aos quais jurou destruir. Só que dessa vez, seria Cale quem lideraria. De acólito a General dos Redentores. Porém, vendo que essa batalha era um projeto muito mais pessoal do General Bosco, Thomas Cale decide fugir mais uma vez. Dessa vez, entretanto, ele não leva consigo apenas alguns amigos, mas muitos dos Redentores renegados e que lutaram junto a ele.


“Morte. Julgamento. Céu. Inferno.
As últimas quatro coisas a que me apego.”

Um dos pontos fortes deste livro fica a cargo das últimas páginas. Nos capítulos derradeiros, Cale se reencontra com Arbell e jura vingança, ameaçando-a de matá-la. É nesse momento onde podemos ver que Cale expõe toda a sua raiva e percebemos que ele de fato aceitou a condição de Anjo da Morte.

Grande parte do livro é voltado para a guerra. Há muitas batalhas, muitas brigas, discussões sobre tática de ataque e defesa. E morte. Muitas e muitas e muitas morte. Sangue e mais sangue. Sim, de fato Paul Hoffman não poupa sangue.

“O menino que é capaz de ir da bondade à violência mais brutal num piscar de olhos
é certamente capaz de aniquilar os inimigos da fé como se espera dele”.


Fechando a trilogia, O bater de suas asas nos dá um Cale que vai viver de aparência (mas nem sempre). Cale está doente e agora não passa de um moleque qualquer. Porém, as pessoas não precisam saber disso. Depois de uma temporada em um manicômio para tentar sarar da doença, Cale volta para a Leeds Espanhola e assassina Kitty das Lebres, um personagem muito influente em todos os livros. De porte de livros importantíssimos que antes pertenciam a Kitty das Lebres, Cale passa a ter poder e forte influência por todos aqueles que se julgam importantes na cidade.

Agora, A mão esquerda de Deus fará de tudo para alcançar o seu objetivo de destruir o Santuário dos Redentores, e todas as guerras nas quais ele lutará será para satisfazer seu ego e atingir seu objetivo.

Neste livro, mais uma vez, Paul Hoffman não poupa sangue. Não poupa batalhas e mais batalhas e suas mortes estão muito mais bem caracterizadas.


“O Anjo da Morte vagou por essas terras;
pode-se quase ouvir o bater de suas asas”.

Paul Hoffman tem um trabalho sensacional. Digno de nota, a trilogia “A mão esquerda de Deus” tem um fundo bastante eclesial. A imagem de Jesus crucificado é simbolizada pela do Redentor Enforcado, que deu a vida para salvar o mundo. O Santuário dos Redentores remete aos colégios eclesiásticos ou os seminários, onde os estudantes devem seguir regras extremistas em nome de Deus.

O personagem: Thomas Cale é um garoto formado à base do que querem os Redentores. Ele não é propriamente uma pessoa má. Apesar de o personagem não querer demonstrar, nós percebemos que ele tem um toque de bondade em seu coração. Porém, muitas vezes ele deixa transparecer um ar de psicopatia. Ele não se importa com nenhum tipo de sentimento alheio, se uma pessoa que ele não conhece ou que não lhe diz respeito vai morrer. O único sentimento que ele sempre deixou claro é sua amizade com Henri. Ele fica pior a partir do segundo livro, quando ele se vê de fato assumindo a Personificação da Ira de Deus. Sua personalidade está muito mais forte e ele carrega consigo um comportamento muitas vezes arrogante, fazendo com que as pessoas se sintam mal ao ficar próximo dele.

“Onde quer que Cale vá,
um funeral acontece logo em seguida”.


Porém, eu particularmente acredito se tratar de um personagem digno de pena. Apesar de ele não se importar com a minha opinião, Cale mostrou-se ser um homem que pode ser moldado de forma diferente, no terceiro livro.

A literatura de Paul Hoffman é, para mim, escrita no estilo clássico. Ele faz uso de uma linguagem mais elaborada, bem desenvolvida e alegórica, o que pode dificultar um pouco a leitura. Outra coisa que pode fazer isso é o fato de haver muitos personagens e as cenas serem trocadas de uma hora para outra. Às vezes é necessário voltar dois ou três parágrafos para entender o que você perdeu.

Os dois primeiros livros têm características físicas bastante iguais. A leitura é bastante pesada e os capítulos, principalmente no primeiro livro, são enormes. No terceiro livro, porém, acredito que a tradução deu uma amenizada e nos deu uma linguagem mais acessível. Além disso, os capítulos de Hoffman estão bem menores.

Oh, fi de Deus! tu não vai falar do desfecho não?
É claro.... que não!!
O livro é digno de ser lido, não só para conhecer Cale, mas todos os outros personagens. Thomas Cale conseguiu seu objetivo? Invadiu o Santuário? O que aconteceu lá dentro? Ele matou mesmo sua traidora, Arbell Pescoço de Cisne? E seus amigos? E a menina que ele ajudou lá no início?

Meus queridos, vocês só vão saber se lerem o livro.
E eu vos digo aqui: É foda!

P.S.: na vida real, o livro tem uma história bastante obscura a respeito de sua publicação. Pelo que eu entendi, Hoffman é o sobrenome de solteira da mãe do autor. A história dA mão esquerda de Deus parece ser proveniente de um sítio arqueológico de documentos extremamente antigos traduzidos pelo próprio Paul Hoffman. É um caso bastante estranho, mas que dá para entender que essas coisas poderiam de fato terem acontecido. Toda publicação de “O bater de suas asas” deve, logo depois da ficha catalográfica, imprimir um parecer emitido pela Corte Internacional de Artefatos Arqueológicos. Os dizeres são bastante estranhos, pelo menos para mim, pois ele é datado de “38 de Messidor de 143.830 d. R.”. Desculpem-me a ignorância, mas eu realmente desconheço esse idioma rsrs. Porém, o parecer diz aquilo que resumidamente eu disso aí em cima. Enfim... é um trem bem estranho. No final do livro também há dois Apêndices que merecem destaque a respeito da publicação dessa trilogia.


Título: O bater de suas asas (The beating of his wings)
Autor: Paul Hoffman
Editora: Suma de Letras
Páginas: 389
Ano: 2013

41 comentários

  1. Parabéns pela resenha Marcos. Li o primeiro volume dessa trilogia há muitos anos atrás e confesso que não me empolguei tanto com a história. Fico feliz que tenha gostado. Abraço!

    www.newsnessa.com

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    1. Obrigado, Vanessa! É um livro que divide opiniões mesmo. Muita gente gosta da história, outros preferem o estilo do narrador, mas de fato não é um dos livros mais fáceis de se ler.

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  2. Oi, Marcos!
    Acredita que eu não consegui ler essa trilogia?
    Uma amiga me recomendou e falou suuuper bem, resolvi arriscar. Tentei muitas vezes ler o primeiro livro, mas não me desceu. Simplesmente não consegui!
    Fico até triste com isso, pois queria ter entendido o que ela tanto gostou hahaha
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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    1. É uma pena, Mari!! Mas confesso que cada um deles eu parei de ler pelo menos uma vez rsrs, mas assim como eu, acredito que vc deveria dar mais uma chance.

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  3. Não conhecia essa trilogia, mas parece incrível!
    Bem do gênero que curto. Adorei a resenha!

    Beijo!
    Cores do Vício

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    1. Obrigado, Pathy! Por que não conhecê-la agora? 😉

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  4. Oi, Marcos! Apesar da trilogia ter um enredo envolvente e cheio de reviravoltas ,me empolguei de verdade foi com a origem da história, fiquei curiosa com os relatos do autor. Bjos ❤

    Click Literário

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    1. Sim!! Confesso que esse negócio me deixou bem curioso também!

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  5. Que interessante esses fatos a cerca da história. Acredita que nunca tinha visto esses livros na vida?! Achei as cores das capas lindas.. e a história bem misteriosa..

    www.vivendosentimentos.com.br

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    1. Nunca é tarde para conhecer 😊😊😉

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  6. Amei sua resenha, esse gênero foge um pouco do que costumo ler, mas acho que vale muito a pena. Adorei sua dica!

    www.kailagarcia.com

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    1. Obrigado, Kaila! Pode ter certeza que vale muito a pena sim, viu!?

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  7. O livro parece ótimo, mas não curto muito esse gênero de literatura.

    Big Beijos,
    LULU ON THE SKY

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  8. Os títulos dos livros me chamaram bastante a atenção, no entanto pela sua descrição tanto a história que possui um gênero que não costumo ler, quanto o desenvolvimento da trama não costumam me agradar muito, já que a escrita e densa, há muitos personagens, as cenas mudam de uma hora para outra, deixando o leitor a certo momento perdido, e por isto temos que volta a alguns parágrafos para reler novamente. Ainda bem que pelo menos a tradução do ultimo livro teve uma linguagem mais acessível. Enfim, uma história boa, para quem e fan do gênero, ou gostou da temática.

    Venha participar do Top Comentarista e concorra o livro "O Maravilhoso Bistrô Francês": http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/

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    1. Sim, Lena! Apesar de serem bons, há pequenos obstáculos rsrs mas é só fazer um esforcinho que eu tenho certeza que vai!

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  9. Oi Marcos. Eu ja ouvi falarem muito sobre esse livro. Eu sinceramente confesso que eu não sabia que esse livro fazia parte de uma trilogia achei que fosse livro único e apesar de gostar muito de ler livro desse gênero eu vou deixar essa sugestão de lado por enquanto até porque eu tô procurando ler mais livros em volume único mas vou anotar essa sugestão e espero que eu ache o livro tudo isso que você falou e mais

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    1. Ola, Carolina! Td no seu tempo 😊😊 acredito que ainda terá a chance de ler a trilogia completa!!

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  10. Oi Marcos, tudo bem? Eu não conhecia a trilogia, mas gosto quando comentam por completo pra gente saber o que esperar. Adorei sua resenha!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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    1. Olá!! Muito obrigado! Fiz um comentário completo pq ela não é lá uma trilogia muito nova, então não queria deixar nada esquecido 😊

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  11. Não conhecia, mas me interessei bastante!!! Ultimamente tenho me interessado bastante por livros do gênero ^-^
    Beijos da MaVi

    https://marivicente.wordpress.com/

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  12. Ah, eu curti. O livro parece ser bem bom. Apesar de eu não gostar de ler, parece ser interessante :)

    http://heyimwiththeband.blogspot.com.br/

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  13. Adorei a resenha. Já havia visto a capa do primeiro livro e não sabia que era um trilogia, já vou adicionar a minha lista
    Beijos
    lolamantovani.blogspot.com.br

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    1. Faça isso, Tay! Espero que goste tanto quando eu!!

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  14. Olá,
    Adorei conhecer melhor a trilogia e futuramente, espero dar uma chance ao primeiro livro.
    Ah, por aqui também tem livros de anos esperando pra ler, acho que cada um tem seu momento certo mesmo.

    até mais,
    Nana - Canto Cultzíneo

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  15. Concordo, Nana! E fico feliz que pense em dar uma chance ao livro =]

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  16. Adorei saber um pouco sobre cada livro! Parecem serem realmente muito bons, e curti essa informação de talvez ter sido real a história! Já quero ler

    www.vestindoideias.com

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  17. Não conhecia essa trilogia, tenho que pesquisar mais sobre ela, parece-me interessante =)

    MRS. MARGOT

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  18. Boa tarde, ótima postagem, obrigada pela visita ao meu blog, gostei muito. Abraços

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  19. Oie,

    Confesso que a premissa do livro não me chama tanta atenção, mas pretendo tentar ler o primeiro livro mais para frente.

    Bjs e um bom fim de semana!
    Diário dos Livros
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  20. Já vi esses livros à venda várias vezes e confesso que já estive tentada a comprar! :) Beijinhos
    --
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  21. Oi, Marcos!

    Primeiro, devo dizer que sua resenha ficou sensacional! Li A Mão Esquerda de Deus há muuuito tempo, na época em que foi lançado, e desde então não vi mais ninguém falando sobre a trilogia. Não cheguei a ler os volumes seguintes, mas queria muito, e agora com sua resenha minha vontade e curiosidade voltou com tudo. Fico feliz em saber que no terceiro volume a linguagem se tornou mais acessível, mas de qualquer forma a escrita dele é extraordinária. Não sabia da possibilidade da história ser real, é algo bem sinistro mesmo!

    xx Carol
    http://caverna-literaria.blogspot.com.br

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  22. Oi, Marcos!
    Eu tenho muita vontade de ler essa trilogia, está na minha lista há muito tempo. Sempre penso na série de jogos Assassin's Creed quando vejo esse livro (que é uma de minhas favoritas há muitos anos). Gosto quando os autores não poupam em matar os personagens em livros desse tipo. Espero poder ler logo.
    Beijos!
    Nerd Fox

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  23. Oi Marcos
    Apesar de ver a sua empolgação na resenha e perceber o quanto adorou a história toda, eu não me senti tentada a ler o livro, infelizmente não faz meu estilo, mas tenho que dar créditos ao autor por ter criado uma fantasia bem original, por ser uma trilogia a história não parece ter se tornado cansativa.
    Beijos

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  24. Marcos!
    Desde o lançamento do primeiro livro dessa série que tenho interesse pela leitura, porque aparentemente é uma fantasia bem construida e quando tem anjo no meo, me interessa de qualquer jeito.
    Bom ver que termina tudo fechadinho e com muita reflexão.
    Um carnaval de alegria e moderação e desejo uma nova semana!
    “Ninguém é assim tão velho que não acredite que poderá viver por mais um ano.” (Cícero)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA FEVEREIRO: 3 livros + vários kits, 5 ganhadores, participem!
    BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  25. Oi!
    Se a história for tão linda quanto essas capas, é realmente boa! haha
    Adorei as fotos, estou super apaixonada pelo blog. Parabéns!
    Florescer Palavras

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  26. Essa é uma trilogia que sempre me chamou atenção pela premissa e pelas capas, que eu acho maravilhosas. O fato de o autor se aproveitar de conceitos religiosos tão próximos de nós e de alguma forma invertê-los é algo que me deixa bastante intrigada, e preciso dizer que a tua resenha me deixou ainda mais curiosa pela leitura. Gostei de o protagonista não ser o mocinho a que estamos acostumados, acho que essa visão cheia de defeitos e egoísta algumas vezes torna o personagem muito mais real aos olhos do leitor, apesar de muitas vezes ele ter atitudes cruéis. Concordo contigo quando diz que a linguagem um pouco mais trabalhada exige mais atenção do leitor, e talvez esse seja um dos motivos que me fizeram adiar um pouco mais a leitura: não tenho tanto tempo pra dedicar a ela no momento. Mas assim que houver um espacinho na agenda quero ler os livros, sim!

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  27. Fiquei muito curiosa para ler, que historia interessante, adoro quando tem vingança no meio deixa a leitura mais ágil e tem uma dose de ação, fiquei ressentida com tantas mortes, pois com certeza muitos inocentes morrem e isso faz com que o leitor sofra e muito rs. Parece que foi uma historia muito bem elaborada e envolvente.

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  28. Já tinha visto essas capas por ai mas nunca me interessei muito.
    O livro parece ser bem complexo e cheio de reviravoltas mas a história em si não me agradou muito. O protagonista ser mais real, no sentido de não ser bonzinho e perfeito é um ponto muito positivo mas acho que dessa vez eu passo a leitura.

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  29. Olá, Marcos!

    Toda essa história da publicação da série parece até O Código Da Vinci! Eu mesma fico confusa pensando se é real ou se foi inventado para puxar a atenção do leitor. Sobre o texto do tal parecer que está em O Bater de suas asas, parece ser um tipo de calendário diferente do gregoriano (o nosso calendário usado no ocidente). Aquela estrutura do "38 de Messidor..." é igual a de uma data de calendário e o d. R. parece significar "Depois do Redentor" e considerando o paralelo feito com o catolicismo, seria como o nosso "Depois de Cristo".
    Sendo real ou não, nos faz pensar no passado, onde os católicos mais fanáticos queriam que o mundo seguisse a risca a religião, sem que haja transgressões, algo que se repete agora com relação aos fanáticos islamistas, e que no final só resultou em segregação e ódio ao diferente. Mesmo se for fictício, essa sensação de proximidade com o passado permanece no leitor.

    Um abraço!

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