18 junho 2019

Resenha: Guerra sem fim


O que falar desse prefácio? É assim que ficamos quando finalizamos a leitura das palavras de John Scalzi. Humilde, carismático e com uma pitada de humor que já faz você desejar começar a ler o obra de imediato. Aliás, esse prefácio me deixou com mais vontade de ler os livros dele. Mas, aqui é assunto para outro autor, então Scalzi ficará para depois, ainda que as palavras dele, aqui, tenha um impacto fortíssimo. Ah, Scalzi, nem te conheço, mas já te curto pacas!

William Mandella, um jovem norte-americano, está entre os primeiros soldados convocados para o alistamento obrigatório. Quando a humanidade faz o primeiro contato com uma raça extraterrestre, um movimento hostil causa o início de uma guerra espacial que durará séculos.

Fica evidente que a dificuldade de comunicação entre as raças acabou desencadeando uma guerra. Nela, Mandella aprenderá a manusear as máquinas mortíferas mais modernas e a sobreviver ao ambiente inóspito de mundos alienígenas. Além da resistência física, ele precisará lutar para sobreviver aos horrores da guerra, em um constante exercício de questionamento sobre seus reais inimigos.


Quando se está num ambiente como esse, ter a esperança de voltar para casa com vida não parece algo palpável. Devido à dilatação temporal envolvida nas viagens espaciais, soldados que passaram poucos meses no espaço descobrem, ao retornar à Terra, que lá a passagem de tempo foi de décadas ou até de séculos. A tecnologia da Terra possibilita que, por meio dos Portais colapsares, humanos cruzem milhares de anos-luz e cheguem a pontos distantes do universo em pouco tempo. Fantástico, não é? Porém, há controvérsias… Pois os soldados, que retornam para esse mundo do futuro, dificilmente conseguem se adaptar e acabam voltando a se apresentar para novas missões.

Esse livro é um grande ensinamento sobre como as coisas podem ser, sobre quão preconceituosas as pessoas são e podem se tornar. Assim como nem tudo é fácil, principalmente quando se está num lugar tão inóspito. E esse livro foi escrito inspirado na experiência do autor, Joe Haldeman, na Guerra do Vietnã.

Guerra sem fim é considerada um clássico da ficção científica militar. Como se fosse pouco, ainda recebeu os prêmios Hugo, Nebula e Locus. É uma obra para lermos e refletirmos sobre diversos temas, pois o autor não se limita apenas à guerra ― vida x morte. Ele trata de ufanismo, solidão e até mesmo sobre homossexualidade/homofobia.


Durante a ausência de Mandella, muita coisa mudou na Terra: racionamento de alimentos, superpopulação, homossexualidade ― incentivado como uma forma de controle de natalidade. Porém, este último, ele acredita que é apenas uma desculpa, já que existem outras formas mais simples e garantista de solucionar esse problema.

É exatamente por esse fator da homossexualidade, por gerar controvérsias, que a Editora Aleph questionou Haldeman e ele escreveu uma nota se desculpando pela maneira que esse tema pode ser interpretado pelos leitores. É um livro que pode ser contestado por esse detalhe, que pode proporcionar opiniões divergentes, mas o fato é que é um clássico do gênero e merece ser lido e analisado ponto a ponto, sem, contudo, esquecer da época que ele é escrito/retratado.

Sobre a edição:
A capa é dura, com relevos e atraente ao seu modo. A diagramação é confortável. E um fato que adorei, MUITO, foi o tamanho do livro. Ele é bem portátil, dá para carregar na bolsa; sem contar que é leve, também. Isso me atraiu bastante, pois sempre saio com livros por onde vou, inclusive para ler durante o trabalho, entre uma audiência e outra.

Outras fotos:




Título: Guerra sem fim (exemplar cedido pela editora)
Autor: Joe Haldeman
Editora: Aleph
Páginas: 360
Ano: 2019

10 comentários

  1. Admito que ainda não conhecia o livro e nem tinha visto falar nadinha dele, mas o tema é bem forte, ainda mais trazendo essa entrelinha da Guerra do Vietnã.
    Percebi que não é apenas em como sobreviver, mas sim em viver. Em manter a sanidade, manter-se fiel ao que se acredita.
    É sobre a alma que precisa estar intacta em meio ao caos!
    A capa é realmente belíssima e o livro vai para a lista de desejados com certeza.
    A Aleph anda caprichando na diagramação de seus livros!!!
    Beijo

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    1. E está sendo tão falado, Ângela hahaha.
      É uma obra mais antiga, até. Só mudou a edição.

      Espero que leia e goste rs

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  2. Oi Natalia,
    Esse livro não parece muito meu estilo de leitura, e nem fiquei tão animada para ler, mas acho que vou dar chance.
    Não gostei muito da capa, mas parece ser bem relacionada com a história do livro,

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    1. Dê uma chance, sim. Você vai ver que vai se surpreender.
      A capa eu achei legal porque liga bastante o que a história retrata, exatamente como você disse, rs.

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  3. Olá! Ainda não tinha ouvido falar sobre esse livro, mas achei a premissa interessante. Gosto de livros de guerra, então acho que vou dar uma chance a esse. Achei bem interessante o livro trabalhar sobre o preconceito e o quão preconceituosas as pessoas podem se tornar, de fato um tema bem pertinente para ser trabalhado tendo em vista a nossa sociedade. Obrigada pela indicação, vou pesquisar mais sobre o livro e o autor. Beijos!

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    1. Eu também amo livros sobre guerra, Rayssa.
      Uma das coisas mais impactantes que mexem comigo, quando leio.
      Espero que você pesquise, sim; e, principalmente, que leia. Você vai adorar.

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  4. Não tinha ouvido falar desse livro ainda, mas pelo o que eu vi, ele está muito bem cotado no Skoob.
    Gostei de toda essa trama e a analogia que o autor fez com o que ele viveu e essa guerra infinita a que os personagens se colocam já que voltam para um mundo completamente diferente. Acho que deve ser esse o sentimento dos soldados ao voltarem de uma guerra, tudo parece muito diferente aos olhos deles. Difícil conseguir manter a sanidade nesse momento.
    Quero muito poder ler.

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    1. Está mesmo, Nil.
      Muita gente está elogiando e comentando.
      É a novidade no momento, da editora.
      Sem dúvidas vale a pena ler. Quem sabe não fazemos um sorteio dele por aqui. O que acha? rs

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  5. Oiii ❤ Que legal que a história tem a ver com extraterrestres, não li muitas obras com esse tema. Nunca tinha ouvido falar sobre o livro, mas gostaria de conferir essa obra.
    Gostei que o autor se baseou no que viveu no Vietnã para escrever a história, isso traz emoção à história, apesar de ser triste.
    O livro parece muito bom mesmo pra já ter ganhado prêmios, a história parece muito boa, vai ser legal conhecer a escrita de um autor novo para mim.
    Obrigada pela dica de leitura ❤

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  6. Olá!
    Eu as vezes corro de livros sobre guerra pelo fato de provavelmente serem historias triste e tal mas esse livro tem uma premissa ótima que me agradou bastante, ainda mais tendo essa mistura de ficção que eu amo muito..Espero ter a oportunidade de ler!

    Meu blog:
    Tempos Literários

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