27 setembro 2019

Resenha: Nightflyers


Entendendo a história
Nas fronteiras do universo, uma expedição científica composta de nove acadêmicos dá início à missão de estudar os volcryn, uma misteriosa raça alienígena. Existem, no entanto, mistérios mais perigosos a bordo da própria nave. A Nightflyer, única embarcação que se dispôs à missão, é uma maravilha tecnológica: completamente automatizada e pilotada por uma única pessoa. 

O capitão Royd Eris, porém, não se mistura com a tripulação – conversando apenas através de comunicadores e se apresentando somente por holograma, ele mais parece um fantasma do que um líder. Quando Thale Lassamer, o telepata do grupo, começa a detectar uma presença desconhecida e ameaçadora por perto, a tripulação se agita e as desconfianças aumentam. E a garantia de Royd sobre a segurança de todos é posta à prova quando uma entidade malévola começa uma sangrenta onda de assassinatos.


A nave
Martin vai misturar ficção científica com terror neste livro, que na verdade é um conto único em enredo e narrativa. E o problema começa exatamente aí, pois, quando finalizei a leitura, imaginei que tivesse uma possível continuação. Mas não há e talvez esse seja o x da questão. Na verdade, não senti medo e tampouco fiquei surpresa com a história. Se você não curte o gênero ou até mesmo sente vontade de iniciar, nem se abale com receio da história. Não causa medo em ninguém. Não se preocupe com isso. 

O enredo se passa dentro da nave espacial chamada Nightflyers e ela tem uma importante missão ao decolar. A nave é comandada por um homem que só aparece em holograma para a sua tripulação que busca encontrar uma raça alienígena ancestral, os Volcryn, que viaja pelo espaço há muitos anos. E pela primeira vez na história eles passarão bem próximo da raça humana com intuito de descobrir quais meios tecnológicos utilizam para viajar por tanto tempo e tão longe.

Esse misterioso comandante se chama Royd e se recusa a explicar o motivo de tanta incógnita. Royd escuta todas as conversas, parece um onisciente, onipotente e onipresente. Afirma que deseja o sucesso da missão e a segurança de todos os tripulantes, no entanto, no fundo, tem muitas dúvidas sobre a veracidade disso. Ao final, entendemos as suas razões e percebemos que não há muita coisa a ser feita. 


Já Melantha é aquela jovem saudável, ativa, que tem o poder e a energia de uma mulher que muitos não têm a capacidade de ser. “Era grande em todos os sentidos – uma cabeça mais alta que qualquer outro a bordo, corpo largo, seios grandes, pernas compridas e fortes, músculos que se moviam suavemente sob uma pele negra como carvão reluzente”, assim descrita pelo autor. Mas com todo esse poderio, há quem diga assim, ela não baixa a cabeça, não apresenta ausência de vaidade e, se for preciso, afirma que é a melhor da tripulação, sem que isso soe arrogante – mas já aviso de antemão que há controvérsias...

A história tinha tudo para ser incrível, com um tema que gosto bastante e gêneros do meu agrado. No entanto, talvez o fato de o livro na verdade ser um conto pareceu tudo muito raso, sem emoção e sem aqueles detalhes que deixam os leitores do gênero sci-fi clamar por mais. 


Para quem não sabe, Martin começou escrevendo ficção científica e só depois partiu para a fantasia chamada Game of Thrones, a sua obra mais comentada. Com a ideia de ser diferentão, o que não era de se espantar, ele teve a ideia de unir os dois gêneros que muitos críticos diziam que eram incompatíveis. Então, George cria essa nave, que alguns podem considerá-la assombrada, e que vai matando a tripulação sem notarem isso, pois os assassinatos parecem apenas acidentes.

Sobre a edição:
Se tem algo que admirei neste trabalho do início ao fim foi a edição. Capa dura, com detalhes em relevo, páginas em preto no decorrer dos capítulos, com imagens bem coloridas, com sangue, com nave, com ilustrações para quem realmente admira essa arte dentro de um bom trabalho. A editora caprichou nesse quesito, uma pena que a obra do autor não tenha agradado tanto. 

Outras fotos:



Título: Nightflyers (exemplar cedido pela editora)
Autor: George R. R. Martin
Editora: Suma
Páginas: 144
Ano: 2019

20 comentários

  1. Bem Nat!
    Sou bem fã do autor e gostei muito de saber que esse livro não é uma série.
    Como amo ficção e terror, fiquei tão intrigada com esse livro.
    Adorei a dica, obrigada.
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Que bom, Rudy.
      Espero que você leia e tenha uma ótima experiência, então.

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  2. Oi, Natália!
    Não sou muito de ler ficção científica, logo eu, apaixonada por Arquivo X (que tem um pouco) e Alie, mas fiquei super interessada nesse livro, até porque sou apaixonada por terror, e gostaria de ler/ver o George R. R. Martin trilhando esses caminho. Fiquei sabendo recentemente que ele escrevia ficção cientifica, depois que foi escrever fantasia. Também estou vendo vários contos dele serem lançados como livros, acho isso legal.
    Obrigada pela indicação!

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    1. Imagina, Samanta.
      Espero que leia e goste.
      Ele é muito bom, mas infelizmente esse livro não funcionou tanto pra mim.

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  3. Achei a edição linda, mas quando a história é rasa eu também prefiro passar. Do autor eu li somente a saga Game Of Thrones, fiquei sabendo que ele escrevia ficção depois de um tempo, mas sempre vi comentários positivos somente em suas obras de fantasia.

    Beijos

    Imersão Literária

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    1. Mas não se limite só porque eu achei. Existem pessoas que gostaram, assim como existem outras que não curtiram.
      Vale a tentativa.
      Arrisque! Rsrs

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  4. Olá! ♡ Achei interessante que o autor misturou ficção científica e terror, dois gêneros que para mim não combinavam de jeito nenhum, fiquei curiosa para ver como o autor fez isso.
    Não leio terror, é um gênero que não me agrada, por isso gostei muitooo de saber que a história não causa medo.
    A premissa é interessante, fiquei curiosa para saber mais da Nightflyers e das dúvidas que Royd tem a respeito do sucesso da missão.
    Gosto de contos, mas concordo com você, muitas das vezes que leio um acabo achando o mesmo raso e por vezes corrido, sinto que falta mais detalhes. Eu estranhei que o autor publicou um livro com apenas 144 páginas, depois que fui ver que na verdade se tratava de um conto kkkk.
    Essa edição é mesmo linda, bem detalhada ♡
    Beijos!

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    1. Nem pra mim, Rayssa.
      Mas até que deu certo o jeito que ele combinou. Só a história que não fechou legal pra mim.
      Mas quem sabe você goste :D

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  5. Ficção científica não é definitivamente meu gênero favorito.rs Eu me perco demais nos enredos.
    Mas confesso que morro de vontade conhecer as letras do autor. Nunca consegui ler um livro da série Got, por conta das letras pequenas demais,mas a série foi e sempre será uma das favoritas!
    Por isso, saber que o autor começou sua brilhante carreira investindo num gênero quase que o oposto ao que escreve hoje em dia, aguça a curiosidade.
    Pelo que vi e li acima, a diagramação do livro é belíssima e sim,se tiver oportunidade, quero poder conferir.
    Beijo

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    1. Hahahaha.
      É tão gostoso de ler, Angela.
      Mas nesse caso vale arriscar. A leitura é bem fácil

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  6. Oiii ❤ A premissa desse conto é muito boa e me deixou curiosa, ainda mais por eu nunca ter lido um livro de terror ou de ficção científica, então imagina os dois juntos rsrsrs.
    Nossa, parecia que o conto tinha tudo pra ter dado certo mesmo, já que tem o suspense das pessoas irem sendo mortas dentro da nave e fazerem parecer que é um acidente e parecer ter bons personagens.
    Não costumo ler terror, mas acho que um livro desse gênero tem que dar medo, se não, não é terror rsrsrs.
    Eu não leio muito contos exatamente por isso, acabo querendo mais da história, mais páginas para a trama ficar mais completa e emocionante, então sempre acabo me decepcionando.
    Beijos ❤

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    1. Pois é... A experiência de ler os dois juntos é muito boa, sim.
      Vale a tentativa :D

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  7. Oie!

    Que pena que não gostou muito da história. Quando disse que era terror meus olhos brilharam mas depois já murcharam de novo kkkkk
    Essa edição tá a coisa mais linda!

    Beijinhos...

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    1. Hahahaha.
      Mas pode ser que você goste. Não feche os olhos pra ele rs.

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  8. Eu tenho problemas com contos exatamente por isso, sempre fico achando que tem uma continuação. E, além disso, se um livro se propõe a ser de terror é isso o que eu vou esperar dele. Esses dois motivos já me fazem perder o interesse pela leitura.

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    1. Dá vontade mesmo, Nil.
      Sempre desejo kkkkkkkkkkk
      Mas não se desmotive, tente :D

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  9. Olá!
    As historias escritas por esse autor com certeza será incríveis. Vejo muitos leitores que fala muito bem dele e de suas escritas principalmente pelo livro Guerra de Tronos. Eu tenho um receio e ao mesmo tempo curiosa para ler os livros dele. Gosto de livros que envolve ficção cientifica e talvez eu possa gostar.

    Meu blog:
    Tempos Literários


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    1. Ele é muito comentado mesmo, Lily.
      E eu adoro. Mas nessa não gostei tanto.

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  10. Oi, Naty
    A edição está linda com uma capa bem colorida, ilustrações, páginas de cor diferentes.
    Não conheço a escrita do autor, fico feliz de saber que esse é um livro único.
    A premissa é interessante, mesmo com as ressalvas estou curiosa para ler.
    Beijos

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    1. Leia com essa ideia que talvez você até se surpreenda, Luana.
      Eu fui com muita sede ao pote, mas admito que se não tivesse esperado tanto teria gostado mais.
      Vai por mim :D

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