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Resenha: Wild cards

Por Naty Araújo •
14 janeiro 2020

Presenciei inúmeras resenhas negativas da edição anterior deste livro. Estava bem ansiosa para ler quando lançou pela editora Leya. Imaginei que minha opinião sobre ele seria diferente da grande massa. Antes, o livro nada mais era do que um amontoado de autores com uma série de contos e, muitos, deixaram a leitura arrastada. Nesta edição atual, algo mudou.

Um vírus alienígena atinge a Terra logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, algumas pessoas com poderes incríveis ou deformidades abomináveis, e transformando para sempre o rumo da história. Os que possuem superpoderes físicos ou mentais são chamados de ases, enquanto as pessoas afligidas com habilidades ou características bizarras são denominadas curingas. Como sempre, existem aqueles que usam seus poderes para beneficiar a sociedade, enquanto há outros que apenas se preocupam em benefícios próprios. 

O livro conta a história da humanidade, quando um meteoro atinge Nova York e libera um vírus alienígena. Esse vírus é chamado de Carta Selvagem e tem o poder de alterar o DNA dos seres humanos matando 90% dos que têm contato com ele. Ainda, 9% dos indivíduos acabam sofrendo mutações e possuindo poderes sobrenaturais. 


A humanidade tem o objetivo de recuperar seu equilíbrio. Enquanto ases viram heróis nacionais e estrelas de cinema, os curingas são marginalizados e relegados à miséria. No entanto, nem todo ás usa seu poder para o bem, e no Bairro dos Curingas os ânimos estão esquentando – e uma revolta parece prestes a explodir.

Wild Cards dá início à série editada por George R.R. Martin. Não é novidade para ninguém quem ele é e o que ele já fez (e ainda faz). Acredito que esse fator seja predominante para a editora estampar tão grande o nome dele na capa do livro. É exagero? Você pode até achar que sim, eu particularmente não suporto nome de autores maior do que o título do livro, mas entende-se a jogada para chamar atenção. 

Tive a oportunidade de ler a obra anterior, como disse, e percebi claramente a diferença no texto. Martin apenas edita o livro que foi criado por outros autores de ficção fantástica, mas é possível notar um avanço na qualidade da obra. Antes, a história apresentava uma quebra no ritmo da leitura, acabava deixando o leitor desgastado e cansado. Por ter muitos autores, grande parte da obra, na primeira edição, ficou desconexa, o que não acontece neste. Talvez pelo fato de apenas um autor ter editado (e que autor!), as coisas mudaram de rumo e tudo passou a se interligar mais, a casar os personagens e abraçar a trama.

Outro ponto positivo que achei incrível foi a ideia para a criação do livro elaborada por Martin. O intuito era criar um universo semelhante a um jogo de RPG. Os que jogam, certamente, irão se interessar pela obra desde o início. No meu caso, nunca joguei, mas tenho um pouco de conhecimento e acho interessante, pretendo jogar um dia. Essa obra é um grande incentivo para quem nunca embarcou nesse universo.


Título: Wild cards - O começo de tudo (exemplar cedido pela editora)
Vários autores
Editado por: George R. R. Martin
Editora: Suma
Páginas: 480
Ano: 2019

Comentários via Facebook

2 Revelaram sentimentos:

  1. Engraçado que toda vez que vejo o nome de George, só consigo me lembrar do quanto me espantei quando descobri que ele existia além de Got.rs
    A única referência que eu tinha dele era por conta da série(que não li, mas vi a série)
    E como não curto jogos ou não entenda nadinha deste universo, acho que sim, é uma ótima pedida para começar a tentar entender alguma coisa deste universo!!!
    Já vai para a lista de desejados, este e o livro anterior!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  2. Natália!
    Bom ver que teve uma melhora da edição anterior para essa e ainda a inclusão do universo RPG.
    Vindo do Martin, só poderia ser coisa boa.
    O que achei mais legal foi a correlação com as cartas do baralho, bem ligado ao tema da série e ainda mais o fato dele usar a ficção para fazer um correlato com a realidade, porque afinal, privilegiar uma 'facção' e despretigiar outra menos favorecida, é bem típica da nossa sociedade, concorda?
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir

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