Resenha: Os Imortalistas

Por Je Vasques •
17 fevereiro 2021

Os imortalistas foi um livro que nunca pensei em ler, porém, foi indicado por uma amiga que me disse que ele me faria pensar muito. Ela estava certa. Essa é a história de quatro irmãos que, quando crianças, decidem ir até uma vidente que se mudou para perto da casa deles. Eles não tinham muitas expectativas sobre essa visita, mas ao chegar lá a vidente conta para cada um deles a data exata da sua morte. E isso muda tudo.

Essa informação molda a forma que eles vivem. A forma como eles lidam com as escolhas, com a família, com Deus. Alguns têm uma data próxima, outros uma data longe, mas eles sabem e, saber, faz com que eles questionem tudo duas vezes mais. Pensei várias vezes sobre isso: se eles não soubessem, teriam feito essas mesmas escolhas? Teriam tido a coragem de seguir sonhos que ninguém mais acreditava? Teriam se fechado para o amor por medo?

Foi um livro muito tocante para mim. Particularmente o primeiro e último irmão me fizeram chorar muito e conversaram demais comigo. Tem uma passagem que um deles fala que, se pudesse voltar no tempo, ficaria mais com a família, prestaria mais atenção nas risadas, nos abraços. E isso é uma coisa muito grande para mim, que vive nesse mundo alucinado, cheio de trabalho, fazendo dez coisas ao mesmo tempo. Me perguntei se estou parando o suficiente para aproveitar os sorrisos e os abraços que tenho a sorte de ter. Foi um livro impecável, que amei demais ter lido e que mudou muitas coisas para mim.


Se você soubesse a data da sua morte, viveria a sua vida como vive até hoje? Tudo que você faz hoje te orgulha? Você vive como gostaria, ama as pessoas que gostaria, faz as escolhas que quer? E quando digo isso não é no sentido de viver uma vida sem controle como se fosse o último dia, mas sim priorizar as pessoas que ama, as coisas que gosta de fazer, os sonhos que tem. Quanto mais crescemos, mais vamos deixando isso de lado. A vida acontece, os boletos chegam, e a gente se esquece de aproveitar e de ser aquilo que sonhamos que seríamos quando éramos crianças. E quanto tempo ainda temos? É incerto.

Então, minha questão ainda é a mesma: se a data da sua morte fosse hoje, você estaria feliz e em paz com a vida que teve e as escolhas que fez?


Título: Os Imortalistas
Autora: Chloe Benjamin
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 320
Ano: 2018
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Comentários via Facebook

7 Revelaram sentimentos:

  1. Muito difícil responder a pergunta final. Algumas escolhas eu não teria feito,mas se não as tivesse feito, não teria muitas coisas boas que vivo hoje, como por exemplo, minha neta.
    Mas..divagações à parte, nunca tinha dado muita atenção a esse livro. Mas juro que me peguei aqui refletindo muito enquanto lia sua resenha e já preciso muito desse livro em mãos.
    Me conhecendo um pouco, sei que não abriria mão de saber a data da minha ida rs
    Espero ler o quanto antes!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  2. Sempre que vejo uma resenha desse livro fico com mais vontade de fazer a leitura. Nao sei responder essa pergunta, algumas escolhas sao bem dificeis.
    Gosto muito que esse livros vai muito pro lado emocional! Espero conseguir ler ele esse ano!

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  3. Carambaaa, não sei se penso que saber a data da morte é uma coragem absurda ou uma completa loucura. Com certeza eu não procuraria saber HAHAHA Achei a premissa do livro muito interessante. Não imaginei que ele pudesse te tocar tanto, que legal que isso tenha acontecido. Aliás, livros favoritos são especiais, né?
    Fiquei super curiosa com ele agora :)

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  4. Com certeza mudaria sim mimha forma de viver a vida. Não o faria em sua plenitude, sabendo que poderia ter apenas mais 1 mês ou mais de 50 anos. Qualquer que fosse a data me limitaria ou deixaria sem limite nenhum.
    Acho que é isso o que aconteceu com as personagens do livro

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  5. Je!
    Há muitos anos vivo assim, como se fosse o último dia que viverei... e agora depois da pandemia, tenho reforçado ainda mais esse sentimento, demonstrar as pessoas que amo o quanto as amo, ter mais empatia com as pessoas e saber que só o conhecimento e o amor é o que levamos dessa vida.
    O livro deve ser fantástico.
    cheirinhos
    Rudy

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  6. Olá

    Que pergunta difícil hein ? Eu acredito naquele ditado que diz .A gente colhe o que planta .
    Acho que a gente tem que viver da melhor maneira possível ,não esquecendo das coisas que sao realmente importante como a família os amigos .
    Acredito que em algum a gente faz alguma escolha errada sim .somos imperfeitos sim mas podemos e devemos ser feliz vivendo o nosso presente. O futuro ? Nada sabemos.

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  7. Olá! Esse é um daqueles livros que a gente lê com uma caixinha de lenços do lado, pois é muito necessária, não sei se teria coragem de saber essa data, mas ao mesmo tempo a curiosidade sempre fala mais alto, mas mesmo nessa indecisão, tenho certeza que devemos fazer melhores escolhas hoje e aproveitar ao máximo nossa família para não termos arrependimentos tardios.

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