Resenha: A vida invisível de Addie LaRue

Por Je Vasques •
05 novembro 2021

Em 1714, Addie Larue fez um pacto. Ela não escutou sua amiga que lhe ensinou a jamais fazer preces a deuses que atendem depois do anoitecer. Ela queria desesperadamente viver sua vida, livre. Não queria se casar, não queria viver e morrer no mesmo lugar, conhecer as mesmas pessoas. Então, em uma noite, depois de muitas preces, ela é atendida e ganha o que mais queria: tempo. Mas como todos os pactos, esse tem um preço, e a partir desse dia ela descobre que vai viver pelo tempo que quiser, mas ninguém se lembrará dela. Ela não conseguirá deixar marcas, fazer amizades ou amores. Será solitária pelo tempo que viver. Pelo menos é o que ela acha, até que se passam trezentos anos e alguém finalmente se lembra dela.

Esse livro foi um dos maiores hypes desse ano. Eu gosto muito da autora e acompanhei esse lançamento ansiosa, comprei na pré-venda e li em seguida. Não foi difícil me apegar aos personagens, Addie foi desde o primeiro capítulo muito interessante. Eu sei que o pensamento de fazer um pacto é algo horrível, mas por incrível que pareça, eu entendi a Addie. Os anseios que ela tem são muito justificáveis para mim e eu amo o quanto o livro me fez pensar. Sobre o tempo que temos, as escolhas que fazemos.

Addie aprende a viver com sua maldição. Ela aprende e ver a beleza da liberdade que pediu. Ela nunca teve um bom relacionamento com os pais, nunca amou o lugar que morava. Isso é uma coisa que, para mim, teria sido terrível. Mas para Addie não, ela segue sua vida, já que a partir do momento que sai de perto da pessoa, a pessoa já esquece ela. Então os pais não sabem quem ela é, e ela vive bem com isso.


Até que ela conhece o Heny. Ela acha que ele não vai se lembrar, mas ele se lembra. Lembra do nome dela, das coisas que ela conta. Isso tem um motivo, que eu já peguei desde o começo. E aí talvez começa o meu problema com esse livro, o motivo de não ter amado ele demais. Essa história não é um romance pra mim, é uma historia sobre a Addie e as escolhas que fazemos e a liberdade em suas infinitas formas. Eu não gosto do Henry, rs. Eu acho que ele precisa de terapia e ajuda emocional. Mas só. Não acho que Addie o ama, ela ama o que ele pode proporcionar a ela. O fato de lembrar dela. Mas ele mesmo não tem nada que faria Addie voltar e olhas duas vezes para ele.

Eu gosto das conversas e de como ela fica um pouco mais feliz quando ele aparece depois de trezentos anos sem poder falar seu nome para ninguém. Mas, na real, tinha alguém que se lembrava dela. Sempre. Ela fez um pacto, lembra? Não sei se é certo falar que Luc é um demônio. Mas falando da religião cristã, ele é, e ele se lembra da Addie, lógico. Eu já acho o Luc muito mais interessante que o Henry. Ele nunca é uma pessoa boa, ele nem é uma pessoa, ele nunca finge ser alguém que não é, nunca finge uma bondade que não existe. Mas ele entende a Addie e, por mais que ela odeia admitir, eles combinam muito.

Eles vivem uma guerra durante esses anos. Luc tentando fazê-la se entregar, ela mostrando a ele que a liberdade que tem, tudo que sacrificou, vale a pena. Eles passam trezentos anos de brigas, de conversas, questões, encontros. Mas por mais que eu goste dele, também jamais torci por um romance. E por isso o livro me perdeu um pouco. Se eu fosse a Addie, ia cair no mundo, rs. Viajar e deixar a vida me levar, ela não tem absolutamente nada a perder. Mas ela não faz, e quando conhece Henry, a história para de ser sobre ela e passa a ser sobre eles.

É um livro ótimo, e o final é tudo para mim, não chorei mas foi quase. Torci pela Addie e pela suas escolhas e liberdade, mas não sei bem como gostaria que as coisas tivessem seguido. A última frase do livro, me deixou muito brava, rs. Eu realmente gostaria de uma coisa diferente, mas esse é um livro que causa muitas interpretações. Ele é lento, as coisas são muito lentas, e nós temos apenas dia a dia e pensamentos. Essa parte não me incomodou, mas sei que foi um problema para bastante gente. Sigo amando essa protagonista, e sigo pensativa sobre a vida que ela escolheu. É difícil falar desse livro e é difícil lê-lo sem ficar pensativa e incomodada. Mas vale a pena.

Título: A vida invisível de Addie LaRue
Autora: V.E. Schwab
Editora: Galera Record
Páginas: 504
Ano: 2021
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Comentários via Facebook

8 Revelaram sentimentos:

  1. Esse livro não faz meu tipo de leitura, porém vejo muita pessoas falando bem e pretendo ler um da Victoria que gostei e é mais o meu gosto.

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  2. Não é o tipo de livro que costumo ler mas o hype está tão grande e só tenho visto elogios, que estou quase estou dando uma chance a Laurie

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  3. Não vejo a hora do meu livro chegar. O hype foi intenso e li muita, mas muita resenha positiva. Sim, também acredito que não seja sobre o romance ou algo assim,mas Addie fez escolhas e isso trouxe consequências.
    Como tudo em nossa vida!
    Com certeza, quero muito ler nesse ano ainda e espero me emocionar muito.
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  4. Se é o livro que a schwab demorou muito pra escrever e o mais pessoal pra ela, provavelmente vai ter muitos reflexoes, e essa parte que muita gente fala sobre é o que me deixa mais interessada pra ler.
    Espero ler esse livro em breve, nao sei se seria um bom começo pra ler Schwab, mas por ser unico talvez seja uma boa sim.
    Minhas expectativas estao altas, mas ainda assim acho que vou gostar bastante do livro pois gosto muito dessa vibe q estou vendo em todas as resenhas, ate das criticas q fizeram a ele, eu entendi e ainda assim acho que vou gostar bastante. Espero estar certa!

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  5. Deus me livre de um pacto assim! Não querer criar vínculos tudo bem, mas ser completamente esquecida é forte demais.
    Parece ser realmente um livro bom. Que bom que foi tudo que esperava.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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  6. Je!
    O livro é no mínimo intrigante.
    Talvez o tal paco não sirva para mim, porque sou bem apegada a família, amigos, etc e não saberia viver longe deles.
    Já que ela fez o pacto, tem de seguir...
    Achei interessante a mudança de estilo da autora e aprecio muito isso.
    cheirinhos
    Rudy

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  7. Desde que vi a resenha desse livro eu já sabia com quem essa personagem tinha feito um pacto.
    Eu até tive vontade de ler esse livro mas depois de ver algumas resenhas vi que esse livro não faz meu tipo de leitura .Passo longe de livros assim.

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  8. Olá! Estou bem empolgada em relação a esse livro, ainda mais que a autora está na minha lista de prioridades ainda para 2021, não sei se conseguiria ter as mesmas atitudes que nossa protagonista, mas fiquei bem curiosa com o desenrolar dessa história, principalmente com a ultima frase do livro (risos).

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