Resenha: Bloodshot

by - junho 09, 2022


Devido a um experimento secreto do governo, nanites (robôs microscópicos) fizeram de Bloodshot a máquina perfeita. Seu poder de cura ultra rápida faz dele um sujeito quase imortal, sua força e resistência fazem dele alguém praticamente imparável, transformando-o em uma máquina de matar perfeita.

Só que tudo isso também teve um custo. Seus atos fizeram com que Bloodshot acabasse abdicando de suas habilidades e vivendo no exílio. Tudo parecia mais calmo, até que alguém com as características dele começa a matar inocentes pelo país e ele se vê obrigado a investigar, não só para saber quem está por trás desses ataques mas também para provar que ele não é o responsável.

Apesar de ter suas diferenças, Bloodshot para mim é muito similar ao Justiceiro da Marvel. Alguém com um símbolo no peito, que usa suas habilidades para destruir bandidos, usando armas, muitas armas. A única diferença é que aqui, além de toda a parafernalha, Bloodshot conta com toda a tecnologia que lhe faz poderoso, além de enfrentar outros que também passaram por certos experimentos.


Mas em ambos existe aquela característica de um sujeito atormentado pelo seu passado. Aqui a tormenta é tão grande e a mente é tão perturbada que vira e mexe Bloodshot conta com a “participação” de um amigo imaginário que o impulsiona frequentemente a ir para a briga. O dilema entre resistir e ceder é grande, mas a gente sabe que, no fim das contas, o resultado é óbvio.

Apesar disso, a revista e sua história são interessantes para quem gosta de quadrinhos de ação e de anti-heróis. Dá para notar o porquê que investiram em um filme do personagem. Apesar de escutar falar que a adaptação é muito mal feita e não faz jus à obra original, o quadrinho é muito cinematográfico em termos de ação (apesar de parecer bem vibe filme de ação dos anos 80/90).

Para contribuir com isso, tem as artes. Bloodshot é uma HQ extremamente gráfica, com traços que demonstram muito bem toda perturbação do personagem e que ajuda a diferenciar quando ele está imaginando e quando está “na vida real”. Foi um belo trabalho dos artistas. Além disso, tem todo o seu colorido que é muito bom. Mas, como eu disse, é uma HQ muito gráfica, e tem muito sangue, então, apesar de ser óbvio já pela história em si, também não recomendo para menores.

Tirando isso, para quem gosta de ação, pode experimentar a leitura pois pode ter um prato cheio nas mãos.

Título: Bloodshot (exemplar cedido pela editora)
Autor: Jeff Lemire
Editora: Jambô
Páginas: 144
Ano: 2018
Compre: aqui

You May Also Like

8 comments

  1. Eu adoro quando as ilustraçaoes tem cores, confesso que prefiro até mais.
    Mas a historia n sei se eu iria gostar, bem fora do que costume ler e tem algumas coisas que n sou taao fã. Mas pode ser q eu goste e me surpreenda tb neh.

    ResponderExcluir
  2. Quando comecei a ler a resenha e ver as ilustrações, pensei: é Lemire! rs e batata!!!
    Não há como negar o estilo único do autor e da criação que ele coloca em suas obras. Essa mistura de futuro, presente, emoções e sentimentos.
    Eu não me lembro de ter visto ou lido nada sobre esse quadrinho, mas claro que já vai pra listinha de desejados, ainda mais pela ação!!!
    beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

    ResponderExcluir
  3. Tirei 2022 para ler HQs da Marvel, e como você disse que há semelhanças entre o personagem principal dessa HQ e o Justiceiro da Marvel já sei que vou gostar.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  4. Fabio!
    Tenho tentado ler mais HQs, porém ela são tão caras. Gostaria que fossem mais baratas para poder mais.
    E gosto quando tem heróis e justiceiros, meio estilo da máfia.
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
  5. Como esse universo de HQ, super herói, anti herói é bem distante de mim... meu comentário vai ser em relação a ilustração, que sim tem toda a vibe anos 80. E comentar sobre a premissa, que apesar de lugar comum, é bem interessante

    ResponderExcluir
  6. Oi, Fabio!
    Não costumo ler HQ, mas pelos seus comentários e pelas fotos tenho a impressão de que esse livro não é pra mim, não sou muito fã de cenas com sangue e histórias de ação... Mas para quem gosta do estilo Bloodshot parece ser uma ótima dica!
    Bjos!

    ResponderExcluir
  7. Ola
    Não é um tipo de leitura para mim .Não gosto dessa coisa de muito sangue violência e também não compro HQs.

    ResponderExcluir
  8. Gosto muito das publicações da Jambô, mas ainda não li essa. Realmente os traços são incríveis e o colorido se destaca. Eu gosto muito. Achei interessante esse detalhes que o leitor percebe entre realidade e o imaginário. Dica anotada.

    ResponderExcluir

Gostou da postagem? Deixe um comentário. Se não gostou, comente também e deixe a sua opinião.
Se tiver um blog deixe o endereço e retribuiremos a visita.
Aproveite e se inscreva nas promoções e concorra a diversos prêmios.