
Sinopse Ser uma garota gamer não é fácil. Principalmente quando um romance está em jogo.
Raíssa e Ayla se conheceram jogando Feéricos, um dos games mais populares do momento, e não se desgrudaram mais ― pelo menos virtualmente. Ayla sente que, com Raíssa, finalmente pode ser ela mesma. Raíssa, por sua vez, encontra em Ayla uma conexão que nunca teve com ninguém. Só tem um “pequeno” problema: Raíssa joga com um avatar masculino, então Ayla não sabe que está conversando com outra menina.Quanto mais as duas se envolvem, mais culpa Raíssa sente. Só que ela não está pronta para se assumir ― muito menos para perder a garota que ama. Então só vai levando a mentira adiante… Afinal, qual é a chance de as duas se conhecerem pessoalmente, morando em cidades diferentes? Bem alta, já que foi anunciada a primeira feira de Feéricos em São Paulo, o evento perfeito para esse encontro acontecer.Em um fim de semana repleto de cosplays, confidências e corações partidos, será que esse romance on-line conseguirá sobreviver à vida real?
Quote: "Não importa se as pessoas vão se decepcionar. Se você não for verdadeira consigo mesma, a vida perde o sentido!”
Neste ano, estou tentando ler novos gêneros e conhecer novos mundos, foi a primeira vez que li um livro LGBT+ e adorei a experiência.
Em Conectadas, conhecemos a história de amor entre Ayla e Raíssa. As duas se conheceram através de um jogo chamado Féericos e, ao longo do tempo, foram criando uma relação de paquera x amizade.

Raissa é uma garota apaixonada por jogos, paixão esta herdada do seu pai, uma pessoa super bem-humorada e que vê a filha também como uma amiga. Já a relação de Raissa com a mãe não é assim tão fácil; a mãe tem a cabeça mais fechada e é difícil para Raissa se aceitar como é.
Ayla vive um drama familiar que muitos de nós já passamos, passaremos ou vencemos em algum momento da vida. Seu crescimento pessoal é muito válido para quem está tentando encontrar sua voz e a forma que ela usa para se refugiar é dentro do Jogo Feéricos,
A questão é que a Raissa criou um perfil masculino, dessa forma, os outros jogadores a respeitam como igual.
Pausa: Quando é o machismo vai ter fim?

Então você está dizendo que a Ayla se comunica com a Raissa, achando que ela é um garoto? Sim, é exatamente isso. Para Ayla, o amigo virtual com quem ela joga, conversa, desabafa e conta sua rotina do dia a dia é o Léo. IMAGINEM SÓ A CONFUSÃO QUE ISSO VAI DAR!
Quote: "Estar feliz mesmo sabendo que a Ayla estava triste fazia de mim uma pessoa horrível?"
Entre muitas reviravoltas, acompanhamos duas adolescentes passando pela fase do descobrimento e no decorrer da história podemos ver o quanto elas crescem, amadurecem e se tornam donas de si e das vontades de seu coração. Acredito que esse livro vai ajudar muitos adolescentes que ainda estão se descobrindo.
Apesar de não ter conseguido me conectar tanto com as personagens, adorei a mensagem transmitida no livro. A autora soube trazer o assunto LGBT+ de uma forma sutil introduzindo o assunto sobre a sexualidade. Confesso que alguns termos como: Assexual (se apaixona, mas não sente atração sexual pelo outro) e panromântico (não se importa com o sexo da pessoa com a qual se relaciona) foram uma descoberta para mim.
Sobre a edição:
A capa é muito fofa e as ilustrações dentro do livro são lindas. Eu amei!
Título: Conectadas (exemplar cedido pela editora)
Autora: Clara Alves
Editora: Seguinte
Páginas: 320
Ano: 2019
