Quando li a premissa desta obra, tentei não nutrir muitas expectativas sobre ela. É sempre bom manter um pé atrás e, quem sabe, ser surpreendida, certo? De todo modo, O Beijo Traiçoeiro acabou cumprindo o que sua sinopse prometia, deixando até um gostinho de quero mais para os próximos volumes, mas, no decorrer disso tudo, arrastou alguns incômodos que acabaram não o classificando, por mim, como um livro maravilhoso.
O Beijo Traiçoeiro conta a história de Sage, uma garota de dezesseis anos que acredita não ser apta para o casamento e não faz a mínima questão de provar o oposto. Inicialmente, somos apresentados à nossa protagonista e todo o convívio familiar dela. Por ser filha de um passarinheiro e fruto de um casamento condenado pela sociedade, Sage sempre recebeu comentários maldosos das pessoas, o que, certamente, contribuiu para que ela sempre mantivesse certa distância de todos. Enquanto isso, Sage gasta parte dos seus dias para aprender e ensinar o que sabe aos seus sobrinhos. Aliás, contrariando o costume da sociedade na obra, o matrimônio nem entra na lista de prioridades da protagonista.
