“O pianista da estação” ganhou o prêmio RTL-Lire 2021 e Livres & Musiques 2021.
Joseph Marty é um senhor de 69 anos que passa seus dias tocando Beethoven divinamente em pianos públicos. Um dia ele está numa estação de trem na Europa; outro, em um aeroporto nos Estados Unidos. Joe desperdiça seu talento em meio a viajantes indiferentes, e, enquanto toca, ele também espera. Mas quem, e por quê?
Aos 16 anos, após seus pais e sua irmã morrerem tragicamente em um acidente de avião, ele foi enviado a um orfanato religioso nos Montes Pirineus chamado Os Confins. O nome já diz tudo: depois dos Confins, não há mais nada. Lá se acolhem os abandonados, os incapazes. Seus dias são feitos de rotina, tarefas e maus-tratos. Até o encontro improvável com Rose, uma jovem de sua mesma idade. A vida, para Joe, passa então a se resumir a sonhos de fuga.
Durante muitos dias de sua vida, ele toca e observa as pessoas como se elas fossem a Rose, como se um dia ela fosse voltar para sua vida da mesma forma que entrou. Essa parte do livro é bem tocante e a gente se comove com a narrativa.
A história é pesada, carregada de sentimentos tristes. Desde os 16 anos Joseph passa por momentos conturbados. E no decorrer de seus dias a coisa não é diferente. O personagem nos convida a conhecer seus momentos e mergulhar em sua história.
Joseph conhece Momo, um garoto que sofre bullying por ter uma doença cognitiva. Durante a leitura, outros personagens secundários também são apresentados. Aliás, grande parte do livro não acontece tudo o que o leitor espera, talvez seja por isso que muitas pessoas tenham achado devagar o desenrolar da história, eu sou um exemplo disso. De fato, não é uma leitura célere. Porém, vale a pena dar uma chance.
Título: O pianista da estação (exemplar cedido pela editora)
Autor: Jean-Baptiste Andrea
Editora: Vestígio
Páginas: 256
Ano: 2022
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