Mais um dia do nosso Festival de Natal de 2022 e trouxe para vocês “O diário de Noel”. Primeiro devo dizer que estava ansiosa para assistir porque sou MUITO fã de Justin Hartley e acredito que vocês sabem o motivo, né? É única e exclusivamente por causa de “This is us”. É somente isso, tá?! Imagino que já soubessem. Não há segundas intenções nisso hahaha.
Brincadeiras à parte, em “O diário de Noel” vamos conhecer o autor best-seller Jacob Turner (nosso amado Justin Hartley), que volta à residência da sua mãe após vários anos longe dela. Ele recebe a ligação do advogado para informar que sua mãe faleceu e deixou algumas coisas para ele, inclusive a sua casa.
Como a mãe do escritor era acumuladora de objetos, seu filho começa a arrumar o espaço. Enquanto realiza esse processo, acaba encontrando um diário deixado por uma pessoa chamada Noel, que pode contar segredos de seu próprio passado e também de Rachel (Barrett Doss).
É tudo muito estranho, mas enquanto estava organizando e separando itens para jogar fora, ele recebe a visita de Rachel – que está em busca de encontrar informações sobre a sua mãe biológica. Ele não tem as respostas que ela deseja, nem tampouco as que ele mesmo precisa para si. Então, juntos, eles saem em busca de Noel e também de resolver os traumas de Jacob.
O filme é baseado no livro The Noel Diary, de Richard Paul Evans. Achei que o ator Justin Hartley casou muito bem com o personagem. Engraçado como Justin sempre faz papéis que são bem-sucedidos em suas carreiras. Em “This is us”, Justin é um ator famoso e as mulheres são loucas por ele. Aqui, é um autor de best-sellers e as mulheres também são fascinadas por ele. É difícil se desligar do Kevin, de “This is us”, tanto por ser uma série muito marcante quanto por ser um dos personagens inesquecíveis. Aliás, preciso trazer a resenha dessa série, mas isso é uma outra hora – embora já tenha dito bastante aqui a esse respeito.
Gostei do longa, mas o final em aberto acabou me incomodando um pouquinho. Percebi que o filme, por ser de Natal, é mais “maduro” que os outros. Afinal, geralmente as obras que tratam dessa temática tendem a ser mais clichês e bem óbvias. Aqui isso ainda acontece, porém, percebi que o roteiro tem o seu diferencial. Algumas coisas seguem previsíveis, mas o drama familiar é mais evidente do que o romance e até mesmo que o Natal. Gostei bastante de trazer esse aspecto sobre família. Contudo, acredito que se tivesse mais uns 10 minutos de filme, pelo menos, o desfecho me agradaria mais.
Uma coisa que me incomodou foi a facilidade que as coisas aconteceram, no momento da traição. A princípio me parecia que seria uma tarefa árdua para Rachel. E depois tudo aconteceu na velocidade da luz que nem deu tempo de processar. Não estou aqui para dizer que a culpa é de alguém. Apenas senti tudo acontecendo velozmente, e o telespectador acredita que é um sonho, um devaneio mesmo. Porém, não... É real. Poderia ter sido mais intenso.
Isso desqualifica? Pra mim, não. Gostei do filme, apesar dos pontos abordados aqui. Amei a cadelinha do Jacob, a Ava. É fofa, carismática e sabe envolver o telespectador. É um filme gostosinho de assistir, além de nos trazer uma reflexão sobre a família, sobre erros, perdão e sobre a vida, nosso precioso tempo! Assistam!
Direção: Charles Shyer
País de origem: Estados Unidos
Distribuição: Netflix
Sessão da TARDIS. O título faz referência à “TARDIS”, cabine telefônica e nave do Doutor na série Doctor Who. Nada mais justo do que uma junção de uma série clássica e aclamadíssima para nossas tardes aqui indicando séries que gostamos, não é mesmo?!
