Se você tem acompanhado os últimos lançamentos de séries, com certeza ouviu falar do lançamento da Amazon Prime: Fallout.
Lançada em 11 de abril de 2024, a série é um original da Amazon Prime Video, criada por Graham Wagner e Geneva Robertson-Dworet, baseada nos jogos RPG homônimos de Tim Cain.
Na trama, acompanhamos três protagonistas: Lucy (Ella Purnell), moradora do Refúgio 33, Maximus (Aaron Moten), um escudeiro da Irmandade e Necrótico (Walton Goggins), um mutante caçador de recompensas; os três cruzam caminhos quando o pai de Lucy, Hank, é sequestrado do Refúgio 33, o que leva Lucy a sair de sua casa e enfrentar o mundo pós apocalíptico para achar seu pai.
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Da esquerda para a direita: Necrótico, Lucy, Maximus e Dogmeat |
Fallout é uma série muito divertida e bem amarrada.
Com apenas 8 episódios, a narrativa consegue se sustentar e prender o espectador em todos eles, dividindo muito bem o tempo de tela de cada protagonista e construindo um mundo alternativo interessante de desvendar.
Na história, 2077 é o ano em que bombas caem e apenas as pessoas que tem acesso aos Refúgios podem sobreviver. Uma das coisas mais legais na ambientação é que apesar de ser um mundo futurista, o 2077 da série lembra bastante os nossos anos 50/60, com referências a eventos reais, mas que ocorrem de forma um tanto quanto diferente na história da série.
A dinâmica entre os personagens é um dos pontos mais positivos da série. Enquanto Lucy e Maximus são jovens ingênuos que ainda acreditam na salvação do mundo, Necrótico é uma criatura cética, quebrada e cruel que não tem tempo a perder com nenhum dos dois, aliás, com ninguém, e se puder abrir o caminho pelos Ermos Devastados na bala, ele fará.
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Necrótico, primeiro encontro com Lucy, ep. 2 |
Quando esses três, especialmente Lucy e Necrótico, são forçados a andar juntos, o choque de mentalidades é inevitável, rendendo momentos engraçados (como o primeiro encontro dos três em Filly) e outros mais tensos (encontrando Roger).
A trilha sonora original é assinada por Ramin Djawadi, compositor iraniano, talvez você não o conheça, mas se já assistiu Game of Thrones ou House of the Dragon, conhece a abertura e, sim, foi ele quem compôs.
Pequena pausa para dizer que minha música favorita de Djawadi em Fallout é The Ghoul, o instrumental que toca sempre que Necrótico aparece.
O que mais me agradou na história, além dos pontos anteriores, é o fato de Fallout ser muito bem amarrada, através de flashbacks e da progressão narrativa, você consegue entender perfeitamente o que são os Refúgios, quem é o Necrótico, porque a mentalidade de Lucy e Maximus é da forma como é, e porque o mundo acabou.
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Lucy deixando o Refúgio 33 |
A série não deixa pontas soltas além do necessário para instigar a curiosidade para uma segunda temporada (que já foi confirmada) e não ficamos em dúvida sobre fato x ou y, ou porque tal personagem fez isso e não aquilo. Com 8 episódios, Fallout conseguiu apresentar bons personagens, um mundo muito bom e uma narrativa coesa.
Aquela série para se assistir no final de semana e não se decepcionar.
Menção desonrosa: a série se beneficiaria melhor de um lançamento semanal, como The Boys, espero que na próxima temporada a Amazon opte por esse formato.






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