Resenha: A vida em tons de cinza


Heey pipous, quando li A vida em tons de cinza dei uma desidratada básica, chorei tanto que a professora do curso em que eu estava ~ viajando durante as aulas ~ perguntou se eu estava bem. Estava nada, eu estava era com o emocional abalado e o coração sangrando por todas as pessoas que sofreram nas mãos nazistas.

Ninguém mereceu ser alvo do ódio nazista. Nesse livro, que apresenta “o outro lado da guerra", acompanhamos a maldade de Stalin dirigida aos alemães que, quando não concordavam com a perseguição feita aos considerados impuros, eram considerados cúmplices e traidores, tinham seus bens confiscados e eram deportados na calada da noite e enviados a campos de trabalho forçado sob a falsa acusação de serem criminosos e com uma pena de 25 anos a cumprir, isso se sobrevivessem a esse tempo porque as condições de vida ofertadas a eles nesses campos eram tão sub-humanas quantos as oferecidas aos judeus.

Nos campos de trabalho forçado muitos padeceram e/ou perderam entes queridos e para Lina, a jovem que teve sua vida narrada neste livro, não foi diferente.


Com apenas 16 anos, Lina e seu irmão Jonas de 11 se viram expulsos da cidade onde nasceram e viveram e destituídos da vida confortável em que cresceram, quando durante a noite de 14 de junho de 1941 sua família foi acusada de traição e juntos da mãe foram deportados sem nenhum tipo de informação, ao mesmo tempo em que a mãe confessa a Lina que seu pai, que estava viajando, na verdade, já havia sido deportado semanas antes e ninguém tinha ideia de onde ele fora levado e se ainda estava vivo.

Durante o percurso até a Sibéria, onde ficavam os campos de trabalho, sua família juntamente com outras famílias lituanas passou fome, sede e muitos foram acometidos por doenças, enquanto que dezenas morreram durante o percurso. Nos campos, eles testemunharam atrocidades que nenhuma criança deveria presenciar e ainda descobriram o peso de trabalhar até a exaustão e da subnutrição.

Elena, a mãe, era a única lituana que falava russo e por isso se tornou a intérprete que fazia a ponte entre os soldados da NKDV e os lituanos forçados a trabalhar nos campos, isso enquanto tentava manter os filhos vivos. Lina, uma artista talentosa, se apegou em sua arte para sobreviver enquanto que Jonas foi obrigado a se tornar um pequeno homem. Em poucos momentos da narrativa ele se mostrou realmente como um garotinho de 11 anos, ele foi a personagem que mais me tocou, porque a partir do momento em que ele entendeu o que estava acontecendo, se tornou muito responsável preocupando-se em conseguir qualquer coisa que pudesse ajudar na sobrevivência de sua família, isso sem que ninguém tivesse que dizer/pedir a ele (esses momentos foram de rasgar o coração). Andrius, um dos jovens lituanos deportados, se tornou muito próximo de sua família e foi muito importante para a sobrevivência de todos, aos poucos foi se apaixonando por Lina e teve seus sentimentos devolvidos pela garota, porém, logo após desenvolverem sentimentos um pelo outro foi que eles viram que tudo pelo que tinham passado era apenas o começo.


Forçados a manter silêncio sobre as atrocidades cometidas no campo, foi só na década de 90 que, a partir da descoberta de documentos, diários e desenhos enterrados por deportados que temiam morrer nos campos que o mundo passou a ter noção das barbáries cometidas ali. Tenho uma queda imensa por esse tipo de narrativa, falou em nazismo, quero ler, e foi assim que descobri esse livro incrível. Vejo em cada livro sobre nazismo uma forma de conscientizar e alertar as pessoas de onde a intolerância pode nos levar, para que possamos crescer como seres humanos e ter mais empatia pelas escolhas e crenças do outro, vale muito a pena lê-lo e deixo essa dica pra vocês.



Título: A vida em tons de cinza
Autor: Ruta Sepetys
Editora: Arqueiro
Páginas: 240
Ano: 2011

24 Revelaram sentimentos:

  1. Oi Jéssica, eu sei que não podemos fechar os olhos para esses acontecimentos e que livros assim são importantes e devem ser lidos como forma de alerta como você bem disse contra as consequências da intolerância, mas confesso que só pego livros assim quando estou bem emocionalmente, fico muito arrasada com essas leituras e acabo precisando de tempo pra me recuperar, é triste ler sobre como alguns seres humanos conseguem ser tão cruéis, ou ler sobre tanto sofrimento e que infelizmente ainda não acabou, quantas pessoas não passam por problemas ao fugirem de países em guerra. É difícil, contudo importante não ficarmos indiferentes. Gostei muito da resenha ;)

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  2. Um tempo desse eu estava buscando livro que tivessem como pano de fundo alguma guerra mundial e ai descobri esse livro. Gosto muito de ler livros nessa temática para conhecer mais da realidade da época, saber as verdades e poder conhecer as angústias da época.
    Ele já está na minha lista de desejados no skoob. Espero poder ler logo essa história e me emocionar também!

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  3. E a primeira vez que leio resenha desse livro, para falar verdade ainda não conhecia e me encantei pela história. Nunca li nenhuma história que se tratava do nazismo, porém e um assunto que me desperta bastante interesse, apesar de ser algo triste, como da para notar na sua resenha que te comoveu muito, até porque ver todo o sofrimento sofrido pela personagem acaba fazendo com nos envolvemos emocionalmente.

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  4. Livros que tratam essa época sempre me dão um nó na garganta para ler... querendo ou não a gente sempre acaba se desmanchando em lágrimas :(

    Bjinhos,
    ❥ AmigaDelicada.com.br

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  5. Livros com essa temática são bons mesmo para discutir sobre tudo o que aconteceu na época e tudo que aquela época deixou de herança para nós. Já li alguns livros de relatos que pessoas reais que sobreviveram aquilo e sempre me tocam um monte. Com esse provavelmente não será diferente.

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  6. Oi Jéssica, acho super importante essas leituras sobre nazismo, nos abre os olhos para todo o tipo de intolerância e preconceitos que ainda temos que enfrentar, ótima dica de leitura!

    Blog aboutbooksandmore.blogspot.com.br

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  7. Nunca consegui ler esse livro, mas queria porque a história parece linda mesmo e ainda faz chorar horrores pelo visto. Estou precisando de uns livros que emocionem...
    E acho que iria gostar muito porque também sou do tipo que falou em nazismo eu já quero ler. Ahh, tinha que conseguir ler esse bendito alguma hora. Vale muito a pena ^^

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  8. Gosto de ler historias assim onde as pessoas lutam pela sobrevivência, assim passamos a repensar nossas atitudes e dar mais valor ao que temos. São muito tristes é impossível o leitor não se comover e sofrer junto com os personagens, fico me perguntando como pode existir pessoas tão cruéis assim.

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  9. Oi flor, eu confesso que livros como esses são difíceis pra eu ler!!! É tanto sofrimento, crueldade, mas, sua resenha está excelente, você escreve muito bem!!!
    Com carinho
    One

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  10. Jéssica,eu amava esse tema quando eu estava no ensino médio na disciplina de história,pois ao mesmo tempo que é revoltante e horrível,é um período que desperta a curiosidade da gente. Mas eu confesso,que ler um livro totalmente focado nisso,contando de forma mais minuciosa a rotina nesses campos de concentração,me daria uma angústia enorme,nossa,acho que sou muito sensível p/ esse assunto agora...esses dias só de ler umas resenhas de um livro onde uma menina foi mantida por 8 anos em cativeiro eu já fiquei super mal e com aquilo na cabeça sabe e foi muito ruim ficar assim kk
    Tenho certeza que esse livro foi bem escrito,ainda mais que você mencionada não ter segurado o choro,então creio que a autora foi bem realista!
    A única parte que me chamou grandemente a atenção foi do irmãozinho da protagonista que teve que se tornar adulto perante toda aquela situação :/ é tão triste pensar em quantas crianças foram obrigadas a ficarem assim por todos horrores que vivenciaram,ao invés de estarem brincando ainda...quantas infâncias e sonhos roubados... #Revoltante!
    Também me chamou a atenção a autora inserir um romance,e eu adorooo romance,mas se o livro for bem realista,eu já imagino o final disso tudo e confesso que sou apegada á personagens,então iria sofrer muito :/
    No mais,adorei a capa,que apesar do livro ter um tema bem pesado e sofrido,a capa reflete uma certa serenidade e leveza.
    PS: Adorei suas fotos,ficaram muito lindas *-*

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  11. Oi!!

    Eu também tenho grande atração por livros sobre nazismo e por livros q são dramas, então desde o lançamento este livro está na minha lista. Acho q o que vc disse sobre esse tipo de história servir para alertar e ensinar muito verdade e a coisa mais importante nesse tipo de leitura, assim como Menina Morta-viva, por exemplo.

    bjbj

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  12. Oi, Jéssica!!
    Fiquei bem tocada pela sua resenha!! Esse livro sem dúvida é muito interessante!! E tem um tema que sempre mexe muito com as pessoas!!
    Beijoss

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  13. Jéssica!
    Todos os livros ambientados em guerras e principalmente que falam da época do nazismo, também me interessam muito para leitura.
    É que podemos aprender sobre uma época sofrida e carregada de maldade, e aí, aprendo a agradecer ainda mais por vivemos em um tempo onde, apesar das mazelas existente, não existe tanta maldade com as pessoas.
    O livro deve ser realmente triste com a deportação dos protagonistas e os trabalhos forçados.
    “Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas.” (Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    TOP Comentarista de JANEIRO dos nacionais, livros + BRINDES e 3 ganhadores, participem!

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  14. Olá, Jéssica.
    Eu achava que esse livro fosse de fantasia hehe. Já me interessei bastante porque gosto de ler histórias que se passam durante as guerras. E gostei de saber que esse mostra o lado dos alemãs também. Em todo lugar tem gente ruim e gente boa, não pode generalizar. Assim que der eu vou ler ele. Adorei as fotos.

    Prefácio

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  15. Livros assim são de abalar o psicológico não é mesmo? Não se pode negar que livros assim não se é pra qualquer poise você tem muita noção que muitos dos fatos narrados descrevem a vida de muitas pessoas que sofreram com isso e é isso que deixa o livro ainda mais pesado. Eu posso dizer que com certeza que não irei ler esse livro porque ele com certeza está fora da minha areá de conforto.

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  16. Oi, Jéssica
    Que resenha! Nem acredito que ainda não conhecia esse livro. Assim como você, é só falar em um livro com o tema nazismo que já quero ler. Essa história parece tocante, ainda mais depois de ver seus elogios, fiquei bem curiosa pela obra.
    Claro, já estou anotando no skoob. Valeu a dica.

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  17. O meu primeiro contato com os livros sobre essa temática, foi através do Diário de Anne Frank, aos 13 anos. De lá pra cá ja li inumeras obras a esse respeito. Não conhecia esse, gostei da resenha, vou colocar na lista. ��

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  18. eu não conhecia esse livro, mas só de ler a resenha já quis chorar
    colocar na minha lista
    eu conheci uma senhora que morava numa região da china ocupada pelo japão durante a segunda guerra ela relatou os bombardeiros e os ataques e vc queria chorar.
    ela falou uma frase que é a verdade: "só quem sofre nas guerras são o povo"
    pois seja lutando(que eles normalmente não tem muito opção) ou sendo alvo dos ataques, pois os ricos se escondiam...

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  19. Olá Jessica! Essa é a primeira resenha que leio desse livro. Achei interessante que esse livro, ao contrário da maioria das histórias ambientadas durante a Segunda Guerra se passe na Rússia/Lituânia, geralmente a maioria das tramas que conheço se foca no regime de Hitler e na Alemanha/ Polônia. Muitas vezes nos esquecemos da terrível tirania de Stalim e dos cruéis progrons que aconteciam na Rússia. Eu adoraria ler esse livro, embora esteja numa fase sensível, e provavelmente iria desidratar totalmente. Lina e Jonas certamente tiveram que amadurecer e lutar pela sobrevivência, fiquei intrigada para saber se a autora em algum momento se baseou em uma personagem real. Porque nós (felizmente) nunca saberemos e não sentiremos o terror que as minorias passaram durante a época do nazismo, somos apenas expectadores dessa época em que a humanidade não teve receio de demonstrar o mal de que é capaz! E concordo com você sobre livros sobre essa época nos servirem de alerta e conscientização, principalmente se levarmos em conta que tiranos cruéis e com ideologias fanáticas como Hitler e Stalim subiram ao poder prometendo salvação, em uma época que as pessoas se encontravam extremamente intolerântes e sem uma perspectiva de futuro! Bjs!

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  20. Já faz bastante tempo que eu li esse livro, e eu também amei ele! Eu confesso que nem esperava muito do livro, mas ele me surpreendeu muito. A história também mexeu muito comigo, e eu lembro que também tinha chorado bastante! Eu não costumo ler livros sobre nazismo, mas todos os que li me emocionaram muito! E esse com certeza entrou para os meus favoritos <3

    Beijos!

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  21. Oi Jéssica...
    Adorei sua dica de livro... Realmente histórias que trazem a tona o quanto tantas pessoas sofreram nas mãos dos nazistas mexem muito com nossas emoções... Normalmente vou às lágrimas quando leio esse tipo de livro ou assisto a filmes do gênero... Mas quero ler esse livro em breve...
    Beijinhos...

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  22. Quando vi o título do livro jamais pensei que teria esse tema. Sou apaixonada por história e por histórias relacionadas a Segunda Guerra, geralmente leio livros que contam a história de judeus sobreviventes mas gosto de ver o ponto de vista de outras vítimas, já vou colocar ele na minha lista.
    (No momento estou lendo um que chama O Diário de Lena, que conta a história de Leningrado)

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  23. Vale muito a pena falar sobre esse passado sombrio, mesmo que doa, para que entendamos que não podemos cometer os mesmos erros que cometemos. Nunca tinha lido nada sobre este outro lado, os alemães que se recusaram a apoiar as atrocidades que aconteciam e que sofreram tanto quanto os judeus. Que tristeza ver uma família desfeita, um pai deportado, uma mãe que faz de tudo para que seus filhos sobrevivam, que livro denso, mas necessário.
    Ótima resenha e dica.
    Abraço!
    A Arte de Escrever

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  24. Tá aí um livro sobre tons de cinza que eu leria!
    Confesso que pelo título achei que fosse algo relacionado ao best-seller mundial, mas fiquei bem feliz em ver que não
    Foi um período negro para humanidade, mas acho necessário ler esse tipo de obra, pra gente se conscientizar muito. Poucas pessoas ganharam algo com a Segunda Guerra. No fim, acho que o mundo todo perdeu :/ quero ler!

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