Resenha: A menina que não acredita em milagres


Olá amores e amoras!

A menina que não acredita em milagres é o romance de estreia da autora Wendy Wunder, mas se eu não soubesse disso jamais teria imaginado. Wendy apresenta seus personagens, cenários e história de uma forma muito tranquila e bem desenvolvida. Parece que fez isso a vida toda e não é obrigada a apressar sua narrativa para agradar ninguém e nesse livro ela usou dessas características para nos apresentar a Campbell, uma jovem de dezessete anos que tem câncer em estágio quatro e acaba de voltar do oncologista com notícias nada boas.

Cam é uma garota forte que já passou por vários tratamentos agressivos em busca da cura que nunca veio, receber a notícia de que seus dias estão chegando ao fim poderia desestabiliza-la, mas não foi o caso, há muito tempo ela não sabe o que é ter esperança. O difícil é convencer a mãe e a irmã que anseiam por um milagre que a deixará saudável novamente. Cam não acredita em milagres, a garota acredita apenas no que pode ser explicado e comprovado cientificamente.

A morte do pai e a descoberta da doença moldaram Cam em uma jovem cética, não só espiritualmente como emocionalmente. Ela costuma esperar o pior das pessoas, não tem amizades além de Lily que está tão próxima da morte quanto ela e relacionamentos ou ir a faculdade não fazem parte dos seus planos. Pior que isso, Cam não planeja um futuro porque ela sabe que nunca haverá um. E essa filosofia de vida é apenas muito triste para pertencer a alguém que acaba de sair da adolescência.


No início a narrativa não estava me prendendo muito, confesso que a apresentação da rotina da família como parte do “elenco” da Disney foi entediante; a mãe dança hula em apresentações temáticas, Cam também sabe dançar mas prefere trabalhar na cozinha onde ela pode ser invisível enquanto que a irmã, ainda adolescente, não foi agraciada com as características samoanas da mãe e da irmã e muito menos com suas habilidades para a dança; mas quando a mãe as convence a ir até Promisse em busca de um milagre, ali a história passou a ficar interessante e eu comecei a devorar capítulos e mais capítulos e sempre ansiosa por mais.

Assim que chegaram a Promisse as mulheres estabeleceram uma rotina como se tivessem pertencido àquele lugar por toda a vida. Na cidade a garota teve um encontro de almas com Asher, um jovem local bonito e praticamente inatingível que está sempre disponível seja para concertar coisas ou incentivá-la a sair do quarto em busca de diversão, Asher é considerado um menino de ouro e dizem que foi a boa sorte da sua família que trouxe os milagres pra cidade. Ali ela também encontrou amigos que em pouco tempo de amizade demostraram ser muito leais e parceiros, Cam nunca havia sentido que pertencia a um grupinho e em Promisse ela encontrou os melhores amigos que poderia querer.


Com Asher, ela descobriu que os pequenos milagres existem, sejam eles espirituais ou não. A mágica de Promisse está em servir para lembra-la de que muito pode ser feito nesses dias ou meses que tem pela frente, inclusive ticar itens da Lista do Flamingo, uma espécie de lista de coisas para fazer antes de morrer, que fizera com a melhor amiga Lily e que agora conta com a ajuda de Asher para realizar cada ideia boba que colocou lá.

Assim temos a garota que não espera nada da milagrosa cidade de Promisse e o garoto que teme a vida fora dela trabalhando juntos para superar seus medos e aprendendo um com o outro que há coisas piores para se ter medo.

A menina que não acredita em milagres é mais que um sicklit sobre doença e morte. É uma lição sobre o valor da família e de amizades verdadeiras, é sobre estar junto sem esquecer que um dia podemos estar separados. É sobre reconhecer o valor das coisas mais singelas e belas e que para ser considerado um milagre, não precisa ser grandioso.



Título: A menina que não acredita em milagres (exemplar cedido pela editora)
Autora: Wendy Wunder
Editora: Novo Conceito
Páginas: 327
Ano: 2017

33 Revelaram sentimentos:

  1. Jéssica!
    Deve ser um livro bem estimulante para quem já perdeu a fé em curar seus males, sejam físicos ou mentais.
    Mesmo com sua ressalva sobre o início moroso, mostrando a família, etc... Fiquei com a maior vontade de ler, porque o que não podemos perder é a esperança de que tudo será solucionado, mesmo que não seja a cura total, mas que tenha a centelha de se viver bons momentos felizes.
    “A sabedoria consiste em compreender que o tempo dedicado ao trabalho nunca é perdido.” (Ralph Waldo Emerson)
    Cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA DE JUNHO 3 livros, 3 ganhadores, participem.
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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    1. Nunca a frase "apenas viva bem" fez tanto sentido Rudy, é exatamente isso, devemos viver intensamente sempre.

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  2. Parece ser uma historia inspiradora que nos da confiança que as coisas não são tão ruins quanto parecem ser, nos passa ensinamentos sobre como aproveitar melhor a vida com as pessoas que gostamos e que gostam da gente e dar mais valor as coisas, quero ler, apesar do começo meio chato rs.

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    1. E vale mesmo a pena ler, Maria. Tirando o começo não muito envolvente o restante da narrativa é muito lindo e perfeito e cheio de boas lições pra vida.

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  3. Esse livro parece que ganha a gente aos poucos. Fiquei com essa impressão. No começo você pode não dar muito pra história, ele pode ter um começo meio enrolado ou chatinho, mas ao ir lendo a trama vai ganhando uma graça, conquistando a gente. O gênero da história é um que me chama atenção pelas coisas que sempre acaba fazendo a gente pensar. E parece que esse faz isso.
    Achei legal que esse consiga passar lições sobre família e amizade e o valor das pequenas coisas. Pode não ter uma trama fantástica, mas consegue nos tocar pelas mensagens que acaba deixando.
    Gostei dele. Acho que iria gostar sim de ler.

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    1. Exatamente Cris, o inicio pode até ter sido meio parado mas o restante foi só amor.

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  4. Oi.
    Eu adorei a premissa dessa livro me parece essa história bem interessante é engraçado eu ver aqui mãe a mãe até mesmo nos livros né É uma pena que eu ligo no começo não te prendeu tanto mas fico feliz que apesar de tudo você desfrutou da leitura, estou muito ansiosa para ler.
    Bjs.

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    1. Sim Marlene, mãe é tudo igual né! <3
      Boa leitura!

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  5. Oi Jéssica!
    Que legal a escritora apresentar esse conceito de milagre. Geralmente, é um conceito que envolve grandiosidade, etc. Bacana ser o primeiro livro da autora e ela já conquista com o primeiro livro. Vlw pela dica ;)
    abc

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    1. Nada Nayane, se decidir ler espero que goste tanto ou mais que eu e volte aqui pra nos dizer o que achou.

      Abraços.

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  6. Oi Jéssica, tudo bem?
    Que resenha linda, já tinha lido outras sobre este livro, mas não tinha me emocionado como com a sua. Adorei o jeito que a autora parece ser conduzido a estória, mas mesmo assim eu acho que sei o final. Não curto muito livros sobre doença porque fico muito deprê.
    Beijos

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    1. Ain Lara <3
      Fico feliz de ler feedbacks tão positivos. Ah então leia pra descobrirmos se você acerta esse final, e não esquece de voltar pra nos dizer.

      Beijo grande!

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  7. Oi, Jéssica
    Que linda resenha! Vejo que esse livro parece ser a minha cara. Relações familiares já é algo que adoro em livros.
    Para falar verdade não tinha prestado muita atenção nesse livro, mas como você elogiou e vendo as coisas bonitas que ele parece passar, só posso desejar a leitura.

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    1. Ele é lindo mesmo, começando pela capa <3

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  8. Que coisinha mais fofa essa resenha! Ganhei esse livro num sorteio e estou ansiosa pra ler, agora então! Me lembrou um pouco de A culpa é das estrelas e Como eu era antes de você, sem contar os livros do Nicholas que quase matam a gente de chorar. Tenho certeza que vou gostar muito da leitura!
    Bjoxx ♥

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    1. Oi Aline! Se você gosta de lágrimas então esse livro é certeiro haha, realmente muito emocionante.

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  9. Oi Jessica ;)
    Adorei a resenha, fiquei com muita vontade de ler o livro! Adoro sicklits.
    Apesar desse começo que não animou muito, o resto do livro parece maravilhoso, recheado de lições de vida!
    E que bom que você terminou adorando o livro!
    Bjos

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    1. Sim, foi tudo de bom! Também adoro sicklits, quanto mais triste melhor haha espero que aprecie a leitura tanto quanto eu.

      Beijooos!

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  10. Oi Jéssica,
    Vi poucos comentário desse livro, até tinha me esquecido dele, e olha que a premissa me chamou bastante a atenção.
    Esse é o tipo de livro que vai te conquistando aos poucos, com uma protagonista cética e sem esperança que ao longo da história irá reconhecer a importância de valorizar coisas simples e singelas. Adoro livros assim, onde aprendemos e crescemos junto com os personagens; que trazem lições sobre família, amizade e aceitação. Por ser um sicklit já dá para prever que será uma história inspiradora, tocante e bem reflexiva.
    Beijos

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    1. Sim pra tudo isso que você falou. Quando ler vem aqui pra nos dizer o que achou.

      Beijo grande!

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  11. Olá, Jéssica!

    Esse livro é muito lindo e nos faz pensar muito. Todo mundo pensa que milagres são coisas sobrenaturais, que envolvem algo muito mágico e imediato. Mas nem sempre é assim, e por isso, nem percebemos muitos dos milagres que ocorrem a nossa volta.
    A Cam aprende isso e vê que sim, pode fazer planos e ter uma vida diferente, mesmo tendo uma doença que encurta sua vida de forma tão dolorosa.

    Um abraço!

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    1. Oi Letícia, fico muito feliz de ver você por aqui :))

      Cam nos mostra o verdadeiro sentido da vida, VIVER!

      Beijos.

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  12. Oi, Jéssica!!
    Gostei muito de ler a sua resenha com relação a esse livro. A premissa dele é bem interessante e sem dúvida é um livro instigante para si ler!! Espero ter essa oportunidade!!
    Bjoss

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    1. Oi Marta! Que bom, espero que tenha mesmo a oportunidade de lê-lo e se puder volta aqui para nos dizer o que achou da leitura.

      Abraços.

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  13. Boa tarde!
    A história tocante foi o que me chamou atenção nesta resenha. A Cam com certeza viverá ótimos momentos e fará descobertas maravilhosas sobre a vida nessa viagem em busca de um milagre.
    Este tipo de livro sempre passa mensagens mais que necessárias para qualquer pessoa, então acho que a obra em questão é uma ótima opção para quem busca algo assim.
    Abraços.

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    1. Sim Igor. Gosto de histórias que acrescentem algo e esse com certeza cumpre esse requisito. Abraços!

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  14. Oi, Jessica!
    Confesso que não me interessei pela trama de A menina que não acredita em milagres, mesmo que você diga que esse livro é mais que um sicklit sobre doença e morte, não curto esse gênero, não fiquei curiosa para conhecer a história da Cam...
    Por isso, esse é um livro que eu não leria...
    Abraços!

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    1. Oi Any, eu te entendo. Leitor é de fases e também de gostos né?! Espero poder indicar um que seja do seu agrado nas próximas resenhas.

      Até mais.

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  15. A resenha ficou perfeita e descreveu bem o que o livro apresenta, mas esse gênero não me agrada, pois a gente ja imagina o final. Prefiro livros alegres, livros que vão me fazer chorar, estou correndo.

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    1. Oi Ana Paula! Entendo haha espero trazer dicas que te agradem nas próximas resenhas. Fique bem!

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  16. Eu não conhecia este livro, achei a capa muito bonita e a história bem interessante por mostrar os valores da amizade e da família, gostei muito da sua resenha e adicionei este livro em minha lista de leituras.

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    1. Que maravilhoso Mariele, espero que você seja tocada e se sinta tão próxima da Cam quanto eu ao mergulhar nessas páginas cheias de lições de vida.

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  17. Oi! Esse livro deve ser emocionante! Fiquei super curiosa para saber como Cam vai levar a vida depois de encontrar um lugar na qual ela ganhou amigos! Beijoss

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