26 setembro 2018

Menino de lugar nenhum


Existem aqueles que não acreditam em tempo certo para se ler um livro, momentos para determinadas obras. Eu faço parte do grupo que acredita nisso. Este livro é um exemplo de que isto ocorreu: o momento.

Às vezes finalizo algumas leituras com a sensação de que não li no momento certo, que não foi alcançado o meu objetivo e o problema, nesse caso, estava em mim, na forma de ler, no lugar que li e uma série de fatores que a obra seria mero detalhe. Claro que ela tem culpa, também. Mas nem sempre.

Jason Taylor é um garoto inteligente, porém, introspectivo. Mora no interior da Inglaterra, em Black Swan Green, condado de Worcestershire e estuda na escola pública local. Ele está prestes a completar treze anos e essa ideia o apavora. Ele tem um sério problema de gagueira e é acompanhado por uma fonoaudióloga. E, mesmo assim, passa por muitos apuros quando precisa responder às perguntas dos professores ou ler em voz alta em sala de aula. Ainda que saiba grande parte dos questionamentos, quase sempre se cala para não ser motivo de zoação.

Os problemas do garoto não são simplesmente na escola, mas em casa também. O pai é controlador e rígido; sua mãe só quer saber de móveis, decoração e reformas. Além de o casal discutir com frequência na frente de Jason, isso faz com que ele fique preocupado com uma possível separação. E ainda tem a sua irmã mais velha, ela não permite que ele mexa em suas coisas e ainda o chama de “o Coiso”.

Vemos um garoto quieto, na dele, mas ao mesmo tempo bem inteligente e humorado. Alguém que queria ser normal, passar pelas pessoas sem ser notado. Em alguns momentos da obra, enquanto ele passa por situações assim, a gente fica com o coração apertado e emocionado. Porém, é só.

Durante a leitura senti que não ia fluir, que a história rodava, rodava, rodava, mas não chegava a lugar algum. Não entendia qual o rumo da história e, ao acabar, me perguntei o que mais teria ou o que mais queria passar. Além dessa lição sobre ele, não sei o que poderia absorver.

Diversas vezes senti muitas palavras, diversas frases e nenhum conteúdo. Menino de lugar nenhum foi finalista do Man Booker Prize de 2006, por esse fator que penso que não escolhi o melhor momento para realizar a leitura.

Sobre a edição: A capa é bem bonita e tudo muito simples. Folhas amarelas, letras confortáveis e agradáveis.

Título: Menino de lugar nenhum (exemplar cedido pela editora)
Autor: David Mitchell
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 472
Ano: 2008

5 comentários

  1. certo. Vamos por partes. Eu já conhecia o trabalho do autor já tem um tempo mas achei o livro HIIPER cansativo. Tem muita enrolação, e você não consegue entender onde o autor quer chegar.Resumindo...abandonei!

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  2. Olá, Natalia.
    Eu acredito em momento certo. Tanto que já comecei a ler um livro uma vez e a leitura não fluiu. Tempos depois eu li e amei. Nem me lembro mais do porque eu não estava gostando hehe. Eu achei o enredo desse livro bem interessante. Até porque conheci um menino que passava por isso. E acredita que era pressão do pai. Longe ele falava super bem. Mas não sei se é um livro que eu leria agora.

    Prefácio

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  3. Nossa, Natalia, que pena que essa experiência não foi boa para você. Pelo que você falou da história eu também não percebi um ponto alto, um clímax do livro. A capa é muito bonita, mas se a história é assim eu prefiro nem me arriscar na leitura. Os Delírios Literários de Lex

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  4. Oi, Nat!
    Pena que o livro não foi bom :( Odeio quando tudo roda e o povo não sai do lugar.
    Menina, eu não sou gaga mas tenho sérios problemas em falar em público. Meu irmão também tinha, mas ele fez um acompanhamento com psicólogo.
    Beijos
    Balaio de Babados
    Sorteio de aniversário Balaio de Babados e O que tem na nossa estante. São quatro kits; um para cada ganhador

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  5. Oi, Natália. Sei bem como é isso. Mas quem sabe depois não rola? ;)

    beijos

    https://ludantasmusica.blogspot.com

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