17 outubro 2018

Resenha: A Boa Filha

Sinopse: Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque com uma pistola apontada. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás. Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville, ficou prostrado de dor. A família desfez-se irremediavelmente, consumida pelos segredos daquela noite pavorosa. Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a localidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Porque a surpreendente verdade sobre o acontecimento que destruiu a sua família não pode permanecer oculta para sempre. Cheio de voltas e reviravoltas inesperadas e transbordante de emoção, A boa filha é um romance apaixonante: suspense em estado puro.
Esse foi o meu primeiro contato com a autora Karin Slaughter e nada, repito, nada havia me preparado para a história que ela tinha para me contar.

A autora tem um toque especial para as descrições gráficas em suas cenas, que são recheadas de violência e sentimentos, muitas vezes sendo capaz de deixar os leitores mais sensíveis um tanto nauseados.


Essas descrições detalhadas renderam um livro de 464 páginas, sendo que muitas vezes me peguei pensando se ele não poderia ser um pouco mais "enxuto". Porém isso não me desagradou, e sim ajudou a construir os cenários em minha mente e a entender mais e mais as nuances das personagens da trama.

Além de Charlie e Sam, as filhas de Rusty e Gamma, temos personagens interessantíssimos como Lenore (a assistente de Rusty) e Kelly (a suposta assassina).

Já adianto a vocês que esse é um livro cheio de plot twists e sim, eu adoro tanto escrever esses plots twists como lê-los. Acho que, quando somos surpreendidos, a leitura fica ainda mais prazerosa. Charlie é a caçula que conseguiu escapar correndo pela floresta e agora se vê envolvida como testemunha ocular do tiroteio que aconteceu na escola da sua cidade natal, Pikeville. Mas Charlie é mais do que isso, ela tem problemas que nos são desconhecidos e vão sendo revelados aos poucos conforme vamos conhecendo mais a sua história. Por escolha, ela ficou em Pikeville, trabalhando no mesmo prédio que o pai, apesar de discordar veementemente dos clientes que Rusty escolhe.

Já Rusty é um personagem que tinha tudo para me desagradar. Ele defende todo o tipo de escória da humanidade e mesmo assim, seu jeito de tratar as filhas e as pessoas em geral conseguiu fazer com que eu não o odiasse.


E chegamos a Sam, a filha mais velha, dona do QI impressionante da mãe e que depois de ter passado pela violência de levar um tiro na cabeça, foi construir sua vida longe do lixo de cidade que é Pikeville. Porque é exatamente isso que aquele lugar é: um lixo.

O reencontro deles acontece em meio a uma das muitas desgraças que se desenrola durante a trama, e acredite, são mesmo muitas. O tiroteio deixa duas vítimas fatais e Sam chega a Pikeville atendendo um chamado de Charlie, que não vê há anos, para logo se ver transformada na advogada da suposta assassina.

Minha opinião: Eu poderia continuar falando sobre o livro por vários parágrafos, mas são muitos enredos entrelaçados que, quando colocados em uma resenha, podem estragar todo o livro, além de ficarem sem sentido. Parece confuso? Pois é isso mesmo.

Em alguns momentos a narrativa fica um pouco cansativa, o que pode levar algumas pessoas a desistir da leitura. Eu segui firme e forte, aguardando todas as revelações serem feitas, mas confesso que uma delas ficou em suspenso, e vou morrer acreditando na versão que criei dentro da minha mente fantasiosa.

Como já mencionei, a autora é bastante descritiva e como os crimes que aconteceram no livro são brutais, isso pode incomodar os leitores mais sensíveis. Mas quem está acostumado com esse tipo de escrita vai ficar bastante satisfeito.

Ainda tenho outros dois livros da Karin na estante e vou me apressar para lê-los e ver se eles me deixam um pouco mais satisfeita!

Titulo: A boa filha (exemplar cedido pela editora)
Autora: Karin Slaughter
Editora: HarperCollins Brasil
Páginas: 464
Ano: 2018

10 comentários

  1. Olá, Sissi

    Que bom wue apreciou a leitura mesmo com o adendo sobre a extensão da história.
    Tenho Flores Partidas e A Esposa Perfeita aqui, mas nunca os li.
    Eu particularmente adoro cenas gráficas e sou fã de uma reviravolta, então creio que eu iria curtir bastante.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  2. Oi Sissi,
    Não é um gênero que me atraia e eu tenha o costume de ler, mas é algo que me deixa curiosa.
    Confesso que não havia visto nenhum livro da Karen, a autora é uma novidade e acho que essas descrições atrapalhariam um pouco, já que não estou acostumada, né?
    Beijos
    http://estante-da-ale.blogspot.com/

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  3. Amei sua resenha, confesso que esse não é meu gênero favorito e por a escrita ser mais cansativa em algumas partes acho que desistiria rápido!

    www.kailagarcia.com

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  4. Oi Sissi, tudo bem?
    Gosto muito de thrillers e de enredos que vão se desenrolando aos poucos, revelando os mistérios com o passar das páginas. Acho que ia curtir muito essa leitura! Obrigada pela dica! ;)
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  5. Oi Sissi primeira resenha que leio desse livro.
    Confesso que me surprendeu para o lado positivo afinal quem não gosta de um livro com vários plot twists.
    Beijos

    Divagando Palavras
    www.divagandopalavras.com

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  6. Sissi!
    Gosto muito quando os trechos são descritos e detalhados.
    Nada li da autora ainda, embora goste muito do gênero e quanto mais descritivo, melhor, porque temos aquela sensação de friozinho no estômago ao ler, e me parece que tem muitos trechos chocantes.
    Preciso ler para conferir.
    Bom final de semana!
    “Felizes são aqueles que não se deixam levar pelos conselhos dos maus.” (Salmos)
    cheirinhos
    Rudy
    TOP COMENTARISTA OUTUBRO - 5 GANHADORES – BLOG ALEGRIA DE VIVER E AMAR O QUE É BOM!

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  7. A tua é a primeira resenha que leio desse livro, e acho que ela me deu ainda mais vontade de conferir a leitura. A sinopse do livro já me atraiu bastante, mas o fato de ter várias histórias acontecendo ao mesmo tempo, que pode parecer confuso para alguns leitores, pra mim torna tudo ainda mais complexo, assim como as descrições ajudam a ambientar e se envolver com o livro. Com certeza vou realizar a leitura.

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  8. Oi Sissi,
    Ah, adoro suas resenhas de suspense...
    A quantidade de páginas no livro assustam um pouco, mas gostei de como a autora detalhou bem os cenários, é uma leitura mais longa, mas com certeza mais recheada para nossa imaginação.
    Eu tentei entender como eles vão ligar o que aconteceu no passado com essa nova tragédia, e fiquei bem tentada a ler.
    Quanto as partes que chocam, em minha visão, são essenciais em algumas histórias...
    Beijos

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  9. Apesar de não conhecer muita coisa sobre os trabalhos da autora, este livro deu muito o que falar quando foi lançado.
    Seja por muitos terem amado, seja por muitos terem falado do tamanho do livro e o enrolar em detalhes.rs
    Eu como amo detalhes de tudo, acho que não terei problemas quando ler. E como o gênero é um dos que mais me agrada, quero muito me jogar nesse enredo.
    Isso de colocar fatos tão pesados do passado se misturando a fatos do presente, é algo que me intriga e os motivos do título do livro, idem!
    Com certeza, lerei!!!
    Beijo

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  10. Oi! Amo esse tipo de enredo. A historia é do tipo que chama atenção do inicio ao fim. Fiquei curiosa para saber o que de fato aconteceu em relação ao crime. Tanto tempo depois e esse passado vem a tona, mexendo com tantas pessoas, imagino que seja realmente algo chocante. Eu gosto do mistério e do drama familiar envolvido, geralmente são histórias fortes. O suspense deixa tudo mais atrativo. Obrigada pela resenha.

    Bjoxx ~

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