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Resenha: Leondrakius

Por Fabio Pedreira •
10 fevereiro 2020

A primeira guerra santa (Sinopse)
O que você faria se fosse capaz de destronar deuses para se proclamar como a autoridade máxima em todos os planos universais?

Na era da mitologia clássica, Vladen Garoune foi um homem privilegiado a crescer em Asgard e por motivos misteriosos quebrou o poderio dos deuses para declarar guerra em nome do destino da humanidade. Dérick Adler, um grego nascido em Arcádia e adotado por Esparta, acabou se envolvendo na trama a favor dos deuses, sendo auxiliado por vários outros heróis, feiticeiros e semideuses numa grande aventura na busca pela recuperação da ordem no mundo e a realização de objetivos pessoais.

Leondrakius - A rainha das espadas é o primeiro volume de uma saga de fantasia com contexto apocalíptico voltado para uma guerra entre homens, deuses, anjos e demônios num universo baseado no cruzamento das mitologias grega, nórdica, egípcia, hindu, japonesa e cristã. Utilizando fundamentos de lógica, psicanálise e fazendo uma grande viagem no mundo mitológico tradicional, o autor Pablo Brandão sublimou os momentos mais críticos de sua vida numa história envolvente, intensa e repleta de reviravoltas.

O contra-ataque dos deuses
O livro começa com um guerreiro invocando três deuses: Zeus, Odin e Brahma. Esse guerreiro é Vladen Garoune, um homem que cresceu em Asgard e questiona o domínio dos deuses, tendo como principal objetivo mostrar que é melhor que eles e, na sua visão, salvar a humanidade.

Obviamente, a trindade invocada por Garoune é contra e logo os três partem para atacá-lo, afinal são deuses e não existem seres mais fortes que eles, a não ser os três arcanjos celestiais: Vida, Destino e Morte… Mas o que eles menos esperavam acontece, pois, mostrando uma força e poderes fora do comum, Garoune acaba derrotando Zeus, Odin e Brahma, colocando em cheque a vitória de uma guerra santa e também da humanidade.

A salvação vem pelas mãos de outro guerreiro chamado Vladimir Druks, que, ao fazer um pacto com a Vida, consegue aprisionar Garoune por 50 anos em uma das dimensões do inferno, pondo assim um fim temporário para a guerra que ocorria. Druks passa assim a ser conhecido como o herói da humanidade.


Não se preocupem, pois isso tudo é apenas o prólogo do livro, não tendo spoiler, pois o personagem principal da série na verdade é um guerreiro espartano chamado Dérick Adler, nascido em Arcádia, mas foi adotado por um general espartano que o adotou após presenciar o guerreiro derrotar sozinho, quando garoto, um tigre que acabara de matar a sua mãe. Seu pai o abandonou e assim tudo que Dérick tinha era o general. Com o tempo Adler foi conquistando a confiança de Esparta e virou mestre das armas, sendo bom com qualquer armamento que manejasse, e virou capitão do exército de Esparta, casando com a mulher mais bela da cidade e ganhando a confiança dos espartanos.

E é em uma das expedições com seu exército que Adler começa a se deparar com criaturas que ele nem imaginava existir, assim como a aparição de Hades, um dos deuses da morte. Com isso vem uma sensação de que algo não está certo com Esparta, e é aí que a história começa de verdade.

Leondrakius realmente me surpreendeu. Juntar todas essas mitologias em uma história só poderia muito bem dar muito errado, mas o Pablo Brandão conseguiu fazer de uma forma espetacular. A trama do livro é toda voltada para essa guerra entre os deuses e a Yuken - grupo da legião do mal comandada pelos generais de Garoune - com Dérick de personagem principal.

Mas ele não é o único, pois junto com ele também vão se juntando outros personagens que representam os povos das outras religiões. O meu preferido é o samurai Hizaro Shuro, um jovem de aproximadamente uns 19 anos que porta uma espada tão poderosa que pode praticamente controlar o vento. A velocidade de Shuro é incrível e ele não vive sem um bom frasco de bebida.

Cada personagem tem seus poderes e virtudes, mas existem alguns que são dignos de portar espadas extremamente poderosas, que dão um poder extraordinário a quem a usa. Além disso, existem vários outros artefatos que são introduzidos na trama e que são de extrema importância para a história. E aí que está um probleminha. Apesar da história ser muito bem feita e o autor ter conseguido ligar tudo muito bem, isso causa um excesso de informação. Assim, existem muitos diálogos para explicar tudo de forma que o leitor não se perca. A impressão que dá é que o autor não quis correr risco nenhum e tentar transformar essa complexidade em algo simples através de diálogos.

Mas não ache que por isso o livro é parado e chato, pelo contrário, ele tem muita ação. Temos um equilíbrio muito bom entre ação, explicação e desenvolvimento dos personagens. O que pode pegar são só esses diálogos muito grandes para explicar. Aliás, os diálogos também são muito bons no que diz respeito a conteúdo. Muitos tem boas lições.

Mas por mais que seja um livro completo, ele é apenas uma introdução. A batalha principal só deve vir no próximo volume em diante. E eu estou ansioso por três motivos. Primeiro que deve ter muita pancadaria, segundo que deve se aprofundar mais na mitologia japonesa - que gosto muito - e terceiro que quero ver Loki aparecer.

No mais, é isso. Quero deixar uma observação também para a edição, que é belíssima. A capa está muito bonita, e por dentro em quase todas as mudanças de capítulo existem imagens dos principais personagens da história. Então, para quem gosta de fantasia ou mitologia esse é um prato cheio. E o melhor 100% BR.


Título: Leondrakius (exemplar cedido pela editora)
Autor: Pablo Brandão
Editora: Skull Editora
Páginas: 348
Ano: 2019

Comentários via Facebook

6 Revelaram sentimentos:

  1. FABIO!
    Achei bem inteligente da parte do autor juntar várias mitologias e conseguir fazer com que todas se entrelassem e tragam uma saga carregada de ação e movimento.
    E olha que é apenas o primeiro livro, vamos ver o que os próximos trarão de novidades e personagens.
    cheirinhos
    Rudy

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    1. Olá Rudy

      Siimm,foi muito bem montado essa questão das mitologias, ficou tudo bem amarradinho, gostei bastante.

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  2. Eu juro que li o nome Loki ali.rs(amo o personagem, apesar de não entender nadica de nada de heróis, anti heróis e afins)
    Mas por tudo que li acima, é mitologia, é batalha de gente grande e de Deuses grandes. É poder, é disputa e mesmo que tenha sido somente o primeiro livro, ele abriu margem à um segundo volume ainda mais frenético!
    Mesmo não sendo um gênero que eu entenda, já vou procurar né?
    De boba, só tenha a fuça!
    Beijo, Fábio!!

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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    1. Olá Angela

      Siim, você leu certo kkkk. Apesar de que ele não aparece nesse volume, tudo indica que no segundo ele estará lá. E é isso ai mesmo, descreveu certinho. É um excelente livro

      Bjs

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  3. Olá! Uma super mistura de mitologias hein, tem para todos os gostos, acredito que o autor soube desenvolver bem esse enredo, já que tantas informações poderiam ter tornado a leitura um pouco cansativa, mas pelo visto não foi isso que aconteceu, o único, porém (para mim) é que se trata apenas do inicio, haja tempo para dar conta de mais essa série.

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    Respostas
    1. Olá Elizete

      Siim, uma super mistura, mas bem feita kkkk. O único mal nessa serie foi o excesso de diálogos, principalmente em momentos que não tinha porque. Aahh, vale encarar, o segundo já está para sair.

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