Resenha: O inimigo do mundo

Por Fabio Pedreira •
16 setembro 2021

Glórienn é a deusa dos elfos, cada dia que passa ela vê mais e mais do seu povo sendo massacrado pelas forças do Deus da guerra. Ela não aguenta mais esse sofrimento, logo, ela busca por vingança. Seu plano é deixar que a grande tempestade que ameaça o mundo aconteça, para que com isso ela possa se vingar. Muitos deuses, porém, acreditam que essa tempestade possa ser o fim de tudo.

Glórienn, então, decide buscar o apoio de cada um, já que afinal de contas, eles são deuses e podem acabar com isso facilmente. Muitos se veem inclinados a aceitar, mas eles não fazem a menor ideia do erro que podem estar cometendo.

No meio disso tudo estão 9 aventureiros, heróis, ou pelo menos candidatos a isso: Vallen Allond, Ellisa Thorn, Andilla, Rufus Domat, Ashlen, Artorius, Gregor Vahn, Nichaela e Masato Kodai. Os 9 partem em busca do Albino, um ser que apareceu causando mortes e destruição por toda Arton. O objetivo é bem claro, matar o albino, mas no meio dessa viagem, todos eles irão confrontar seus limites, enfrentando perdas, desafios e principalmente tendo que confrontar a si mesmos.

As duas histórias acabam se juntando no fim, para criar o primeiro livro da trilogia da Tormenta, livro de fantasia baseado no RPG do mesmo nome.


O livro é muito bom. Todo amante de fantasia e principalmente de RPG deveria ler esse livro. E falando em RPG, foi impossível ler e não lembrar das obras de Dragonlance, não só em seus personagens, como também um pouco na história.

Certamente que deve ter existido uma influência aí, afinal, Dragonlance é um clássico baseado no RPG mais famoso da história, que é o Dungeons and Dragons. Mas, ao contrário dele, que tem suas perdas, mas no geral tem seu final feliz, O inimigo do mundo é bagaceira pura. Não digo no sentido ruim, mas simplesmente pelo fato de que é uma leitura pesada, com mortes, sangue e não espere um final feliz. Ainda assim, é uma baita de uma história, com aventuras intrigantes em um mundo muito bem detalhado.

Só teve dois pontos que me fizeram não dar nota máxima para o livro. Primeiro foram 3 personagens, a dupla principal (Vallen e Ellisa, que são um casal) e Rufus, o mago, que tem uma queda pela Ellisa. A dupla é muito insuportável enquanto o outro é um covarde, mas a forma como se tratavam chegou a ser exagerada até demais. Por outro lado, o resto dos personagens são extremamente carismáticos e todos muito bem construídos em suas características. Sendo Nichaela e Masato os meus favoritos.

Por falar em construção, aí entra o segundo fator para a nota não ser máxima. O mundo criado pelo Caldela é extremamente detalhado. Isso é muito bom e tem que ser assim em um livro de fantasia como esse, suas descrições muitas vezes chegam a ser até poéticas de certa forma, elogio e muito a escrita dele. Mas... ao mesmo tempo, não tem como não deixar de achar que houve divagações demais e que o livro poderia ter umas boas 200 páginas a menos. Acabou se tornando uma leitura lenta, não por ser ruim, mas por ser densa. Engraçado que as descrições excessivas não parecem nem que são para encher linguiça, mas sim por empolgação do autor em escrever.


Mas, no fim das contas, eu recomendo de demais esse livro, vou querer ler não só os próximos da trilogia, como também os outros livros do autor.

Recomendo ler com calma e devagar. E não recomendo para quem não é acostumado com fantasia, para esses eu recomendo Dragonlance. Mas, para quem já é, vai fundo. Um baita livro que por sinal não fica devendo em nada para os estrangeiros.

Título: O Inimigo do Mundo (exemplar cedido pela editora)
Autor: Leonel Caldela
Editora: Jambô
Páginas: 512
Ano: 2019 (Edição original 2009)
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Comentários via Facebook

10 Revelaram sentimentos:

  1. Primeira resenha que leio sobre esse livro e mesmo amando fantasia, não entendo nadinha de RPG rs aliás eu e os jogos não combinamos de jeito nenhum!
    Fiquei só meio apreensiva com os pontos negativos, dos detalhes em excesso e do casal chato(apesar que esse até dê pra passar pano rs)
    Mas mesmo assim, sendo um calhamaço, quero ler se puder!!!
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na flor

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  2. Gosto muito de histórias com elfos, então já me animei.
    Que bom que a história é bem construída.
    Pena que houve descrições além do necessário, e os personagens principais são irritantes. Quem sabe eles melhoram nos próximos livros.

    Danielle Medeiros de Souza
    danibsb030501@yahoo.com.br

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  3. Adoro quando vem mapa e a gente pode se ambientar na historia ali.
    Folha de guarda linda!
    Eu adoro quando tem personagens femininos entao quando tem suas importancias na historia me chama mais atençao.
    Gostei da edição!

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  4. Uma história com grande potencial mas que de alguma forma não o aproveitou.

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  5. Nossa, tenho problemas em continuar o livro se os personagens principais não me cativam. Entendi que pelo menos alguns secundários te agradaram, mas eu ia pensar muito em continuar, sabe? No fim, que bom que você pretende continuar, vou aguardar as próximas resenhas pra ver se esses pontos melhoraram.

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  6. É tão triste quando leu algum que alguns personagens não são muito bons.
    Uma vez eu tentei ler uma fantasia desse jeito meio inspirada em rpg e acontecia tanta coisa, tanta ação e morte que faltavam apenas 100 páginas e eu não conseguia ler mais nada, pois já tinua saturado para mim e ainda tinha mais 3 livros da saga.

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  7. Fábio!
    Gosto muito dos detalhes da ambientação, principalmente nos livros de fantasia, porém quando em excesso, fica até um tanto enfadonho.
    Se o livro é baseado em um jogo de RPG, deve ser muito bom.
    cheirinhos
    Rudy

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  8. Olá Fábio. Não entendi nada de RPG.
    Mas é complicado quando o autor fica divagando .ja li livros bons mas não considerei otimos justamente porque o autor ficava divagando ...acho cansativo demais desnecessário até.
    5

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  9. Olá! Eu gosto muito do gênero, mas confesso que desanimei com a história por conta da falta de um final feliz, pois antes de ser a louca das fantasias eu sou a louca dos finais felizes (risos), por isso, não me empolguei tanto assim em dar uma chance a história, afinal de situações tristes já basta a nossa aqui no Brasil #entendedoresentederão.

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  10. Oi, Fábio
    Apesar de eu amar fantasia, não sei se eu iria e gostar desse, porque não entendo nada de RPG. Então, achei que me soaria tudo bem confuso.
    Mas ache a ideia da trama bem interessante e cheia de aventura e reviravoltas, nada de muitos mocinhos e finais felizes, bem realidade, então! Rsrs
    Bjss

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