Resenha: Da morte ninguém escapa

Por Naty Araújo •
25 março 2020

Eu não sei você, mas sou fascinada por romance policial, com muito suspense e sangue para todo lado. Depois que você lê Uni-duni-tê, percebe que você foi preparado psicologicamente para o livro Da morte ninguém escapa. Não é que tenha muito mais assassinatos, mas aqui as coisas acontecem de forma mais cruel. E explicarei os motivos.

Este é o segundo volume de uma série com a detetive-inspetora Helen Grace e já aviso de antemão que você pode ler este sem ter lido o anterior, porém, com uma RESSALVA, você pegará spoiler sobre quem foi o serial killer de Uni-duni-tê. Claro, se você não tiver interesse em ler o anterior ou se simplesmente não liga para isso, vai conseguir ler fora da ordem numa boa. São histórias independentes.

O corpo de um homem de meia-idade é encontrado em uma casa vazia em Southampton. Ele é apenas uma vítima, porém, pelas características do assassinato, Grace sabe que não será a única. E a gente, assim como os investigadores, se perguntam o que um homem casado, com filhos e que tem uma vida feliz estaria fazendo tão longe de casa no meio da noite. Na verdade, corpos masculinos estão sendo encontrados pela cidade e todos têm uma característica em comum: tiveram o coração arrancado.


Estamos diante de um novo serial killer, sem dúvidas, e Helen precisará usar todo o arsenal da polícia para evitar que ele faça outras vítimas. A detetive consegue sentir a raiva por trás das mortes, mas não é capaz de prever o quão instável é o assassino... nem o que a aguarda ao fim da caçada.

Confesso que iniciei a obra com medo, pois, por mais que o autor tenha sido ótimo no primeiro livro, com a ressalva de alguns pequenos detalhes, fiquei com receio de pesar a mão nesse segundo, mas isso não acontece. Na primeira morte nós já meio que temos uma ideia do motivo de ser aquela pessoa, assim como a outra e a outra, mas não entendemos a razão desse serial killer fazer isso.

Essa pessoa não apenas mata e arranca o coração, ela embala numa caixa de presentes e pede para entregarem na casa da família. É claro que a esposa vai abrir, é claro que existe o risco de os filhos verem o conteúdo e, mais que isso, de o desespero reinar nos lares sem entender por que alguém seria tão frio por matar e por fazer questão de tirar o órgão e mostrar aos parentes. 


Eu não li nada igual a esse livro, apenas assisti a Prison Break e me lembrei de uma das cenas (sem spoilers), mas não tinha nada de coração sendo entregue… Não vou nem dizer o que era para evitar decepções para quem não assistiu. Só posso dizer que é uma história marcante, bem feita e vale informar que temos capítulos narrados pelo próprio serial killer. Então podemos sentir de perto como as suas emoções são afloradas e o que se passa em sua cabeça, em alguns momentos.

Sobre a edição:
A capa do livro é incrível e fiquei me perguntando o fato de ser azul, mas não achei ruim. Por dentro, ela é simples, não tem nada de diferente. As páginas são amareladas, a diagramação é confortável, é exatamente como a edição anterior. 


Título: Da morte ninguém escapa
Autor: M.J. Arlidge
Editora: Record
Páginas: 350
Ano: 2018
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Comentários via Facebook

12 Revelaram sentimentos:

  1. Mesmo sem ter lido o primeiro livro(desejando ele desde que foi lançado) agora vem esse segundo? E com fotos assim?? Aí você judiou.rs
    Eu amo o gênero, amo isso de assassinatos cruéis(fiquei aqui imaginando a cena do coração na caixa), investigação e mistério.
    Vai para a lista de desejados né? Já que nessa quarentena todo mundo tem se segurado como pode, para não fazer contas além do necessário!
    Obrigada por isso!rs
    Beijo

    Angela Cunha Gabriel/Rubro Rosa/O Vazio na Flor

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  2. Ooi confesso que esse não é muito o gênero que curto mas pela sua sinopse parece ser bem interessante a leitura e o título desse livro é super interessante o que me chama bastante a atenção beijos

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  3. Naty!
    Nossa! Fiquei de cabelo em pé com sua resenha.
    Gosto de livros impactantes como esse, embora seja bem doloroso de ler.
    Não li o primeiro e já assisti Prision Break, o que me deixou ainda mais curiosa.
    cheirinhos
    Rudy

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  4. Olá! Ai ai que não sei se meu estômago dá conta de um enredo tão sangrento, também gosto de tramas policiais, mas prefiro aquelas que possuem menos sangue, até porque a combinação: Eu + sangue nunca dá certo (minha pressão baixa que o diga!), por isso definitivamente não é uma leitura que eu faria, até porque não estamos podendo ir aos hospitais (rindo, mas de nervoso).

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  5. ola

    gosto de romance policial e esse parece que é bem tenso
    não sei se leria esse no momento mas quem sabe futuramente
    estou me segurando nas compras de livros
    mas a dica está anotada


    uem sabe um dia eu me arrisque e de chance a esse tipo de genero até porque tem u

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  6. Apesar de já ter lido o livro Uni Duni Tê eu não tinha ficado tão empolgada em ler essa nova obra da autora mas assim que começou os primeiros Capítulos eu fiquei completamente presa na estrutura literária que ela criou e as escrita da autora facilita muito na hora de entrar em todos os suspenses psicológicos que ela cria Então eu fico muito feliz que eu não tenho julgado esse livro pela capa a ponto de não ler ele

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  7. Olá!
    Eu achei essa história do segundo livro muito igual a várias outras, não necessariamente de Serial Killers. De qualquer forma, adoro um clichêzinho de terror haha

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  8. Oi, Naty
    Ai, gosto muito de livros de serial killer, e esse ainda não conhecia, mas já quero.
    Parece ter cenas bem impactantes e os motivos das mortes bem diferente, controversos.
    Vai pra lista!
    Bjs

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  9. Olá!
    Eu li ano passado, acho o uni-duni-tê, que livro..fiquei impressionada com ele. Ao ler sobre esse outro livro fiquei bem mais interessada, uma premissa ótima e um serial Killer novo, com certeza vou querer ler.

    Meu blog:
    Tempos Literários

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  10. Oi Naty,
    Perturbadora essa resenha, a detetive sentindo a raiva atrás das mortes, mas sem imaginar o quão instável é o assassino. Não sei se consigo fazer essa leitura, ainda mais que tem capítulos narrados pelo próprio serial killer.
    Beijos

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  11. Olá, Naty
    A capa do livro e sua resenha me deixou super curiosa, principalmente por ter citado Prison Break ( uma série que penso em ver de novo ).
    Mandar o coração do ente querido numa caixa é assustador.
    Quero poder ler, beijos.

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  12. Adoro romances policiais, onde tem um mistério a resolver. Tenho certeza que tem um final imprevisível, vou adorar ler esse livro.

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