A Rosa Sanguinária

Tam Hashford trabalha como bartender em um pub de uma cidadezinha, servindo bandos de mercenários que contam histórias de suas aventuras ou do que acontece pelo mundo. Mas seu desejo não é só apenas escutar e sim participar de alguns desses feitos. O problema é seu pai, que após a morte da esposa (uma barda famosa de um bando) nunca mais foi o mesmo e proíbe Tam de praticamente tudo.

Isso muda quando, no pub, aparece o bando mais famoso de todos no momento, o Fábula, cujo líder é ninguém mais, ninguém menos que a própria Rosa Sanguinária em pessoa. Todo mundo sabe dos feitos de Rose e de como ela e seu bando lutaram e resistiram no grande cerco de Castia anos antes.

Rose está atrás de uma barda para o grupo e graças ao tio de Tam (Bran, um mercenário também), a jovem vai ter a oportunidade de se provar digna de fazer parte do bando e colocar em prática o seu maior sonho. Só existem dois problemas, um é convencer seu pai a permitir tal feito e o segundo é que o contrato para o qual Rose quer que uma barda conte os feitos do grupo pode ser o último deles, já que a probabilidade de sair vivo é quase nula.

E é assim que começa mais uma incrível aventura do universo de Os Reis do Wyld, dessa vez com um novo bando, uma nova missão e novos perigos, mas com a mesma qualidade do anterior.

Vou começar logo com o fato de que enquanto o primeiro livro pode ser considerado um livro único, essa continuação até pode ser lida de forma independente, mas não recomendo, pois o leitor irá perder o impacto de algumas cenas (algumas muito importantes por sinal) e sem contar as referências que aparecem ao longo da leitura. Além do mais, você estaria perdendo outro ótimo livro se deixasse passar o primeiro.

A história aqui começa um pouco mais lenta, de uma forma moderada e introdutória, te ambientando sobre quem é quem e o objetivo do grupo, além do impacto causado após os acontecimentos do primeiro livro. Ouso dizer que até a questão do humor tão bem elogiado no primeiro livro é algo mais contido nessa primeira parte da história.

Mas não se enganem, porque isso logo muda e o livro vai esquentando até chegar ao ponto de ficar frenético e deixar o leitor sem querer fazer mais nada além de ler para descobrir o que acontecerá. São acontecimentos imprevisíveis que te deixam empolgados, batalhas frenéticas, mortes para te deixar com lágrimas nos olhos, reencontros e sim, muita risada novamente às vezes até em momentos inusitados (que talvez seja quando o humor funciona melhor).

Rose é filha de um dos protagonistas do primeiro livro e como bem sabemos, seu pai era o líder o grupo mais famoso de toda a Heartwyld e, por isso, ela se sente sempre na sombra dele, já que as canções dos bardos sempre focam em como ela é filha do poderoso Golden Gabe em vez de focar em seus atos. Esse ressentimento e essa raiva são fatores importantes para a trama, principalmente agora que ela também é mãe.

Isso tudo traz conflitos que se juntam a outros temas nessa história e que fazem ela se tornar muito mais profunda e interessante de se ler. Não é só sobre diversão, mas também sobre maternidade, paternidade, escolhas na vida, amizade, família e nos questionar sobre as consequências dos nossos atos e como eles podem afetar os outros. A Rosa Sanguinária é uma excelente continuação que também entrou para a minha lista de livros favoritos, assim como o primeiro. Eu recomendo muito essa história. E que venha o terceiro!

Título: A Rosa Sanguinária (exemplar cedido pela editora)
Autor: Nicholas Eames
Editora: Trama
Páginas: 560
Ano: 2023 (ano original 2018)
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3 comentários:

  1. A Trama arrasouuuu nessa edição hein...
    Acho que me lembro do outro livro nesse universo. E imagino o impacto de reencontrar ou saber o que aconteceu com eles.
    A leitura pode até começar meio lenta mas logo o ritmo acelera e tudo fica intenso e frenético

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  2. Oi, Fábio! Achei fantástico trazerem uma personagem feminina como líder de um bando de mercenários. E a história parece prender mesmo o leitor com todos esses perigos, aventuras e missões que surgirão durante a jornada. Fiquei curiosa para conhecer.

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  3. Olá
    Deve ser realmente uma leitura bem frenética por todos esses acontecimentos, deixando o leitor com várias reações como empolgação,risos e lágrimas.Achei interessante o fato do autor trazer essa personagem,parece que precisa mostrar quem realmente é e não ser somente uma filha de alguém famoso.

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