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30.1.19

Quotes de Janeiro


Olá, leitores. O ritmo de leitura este mês aqui dos resenhistas foi bem devagar. Mês de férias, uns viajando muito, outros trabalhando além da conta. Então, nem todos conseguiram escolher o melhor quote. 

Mas vamos conhecer os selecionados por alguns de nós. Aposto que ficarão com vontade de ler as obras.


Fernanda
“Cada vez acredito mais que a mudança acontece quando não estamos à espera. Nem sempre ela parte de nós, mas cabe a cada um que ela continue.” (SILVA, Sofia. Corações Quebrados, p. 53)


Marcos
“O carro rugiu para frente e sobre ele. Moedas voaram para todos os lados. Moochie foi puxado, rolando primeiro para frente, depois para trás, quando Christine tornou recuar para a rua. O carro ficou ali, o motor acelerando e caindo para um zumbido preguiçoso, depois tornando a acelerar. Ficou ali, como que pensando. Então voltou a atacá-lo. Atingiu-o, subiu na calçada, derrapou um pouco e então recuou, sacolejando na marcha a ré. Arremeteu para a frente. E para trás. E para a frente. Os faróis dianteiros brilharam mais. Os canos de escape expeliram uma quente fumaça azulada. A coisa na rua não parecia mais um ser humano; agora tinha a aparência de um monte de trapos espalhados. O carro deu marcha a ré uma última vez, derrapou fazendo um semicírculo e acelerou, rugindo sobre a trouxa sangrenta na rua de novo, em seguida descendo a estrada com o rugido do motor, ainda crescendo para a rotação máxima, ecoando nas paredes dos prédios adormecidos” (KING, Stephen. Christine, p.297)


Sissi
“Uma história de amor só se torna eterna quando as pessoas acreditam nas palavras, no enredo, nos juramentos..” (GUZZON, Sabrina. A terapeuta virtual - ebook)


Fábio
“-Mas Jako disse que é melhor ser amado por uma pessoa que você também ama do que ser venerado por milhões que você não conhece! Que valor tem um amor que não é recíproco?” (MAGNASON, Andri. A ilusão do tempo, p.169)


Natalia
“-... E nisso reside o problema com o nosso sistema de justiça; e com isso quero dizer com o sistema mundial. Podemos simplesmente nos defender contra alegações absurdas, mas o segredinho sujo é que, se a acusação quiser condenar alguém, tudo o que ela tem de fazer é apresentar as acusações mais ridículas inimagináveis, em grande quantidade, e reapresentá-las muitas vezes para influenciar o júri.” (DONLEA, Charlie. Não confie em ninguém, p.186)
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Postagem Naty Araújo on 30.1.19 22
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27.1.19

Crítica: Filme Bird Box




Bird Box foi lançado pela Netflix no dia 21 de dezembro e é uma adaptação do livro Caixa de Pássaros, de Josh Malerman. Eu fiz a leitura desse livro há poucos meses e devo dizer que a adaptação foi bem fiel à obra, com exceção de alguns detalhes. Mas como eu sempre digo, toda adaptação serve para matar o leitor de raiva (risos). 

Cinco anos depois de tudo ter começado, Malorie toma a difícil decisão de arriscar e seguir viagem para um lugar desconhecido, buscando a segurança de seus filhos. São 48 horas de viagem de barco rio adentro, sem poder abrir os olhos, tendo que enfrentar todos os seus medos. 

Mas como chegou a esse ponto? 

Há cinco anos, Malorie tinha uma vida comum. Estava grávida e não tinha mais nenhum contato com o pai da criança, e ainda estava incerta se seria mesmo uma boa mãe. Com o apoio da irmã, ela vai ao hospital em uma consulta de rotina com sua obstetra e lá ela vê tudo desmoronar. 

Mais cedo, tinha visto uma reportagem na TV mostrando uma onda de suicídios sem explicação pelo mundo, mas não se preocupou pois estava do outro lado do planeta.  

Sem se dar conta, ela sai do hospital e vê que a situação lá fora está caótica, vendo várias pessoas causando acidentes e se ferindo ao seu redor, inclusive sua irmã. 

Malorie corre pelas ruas desnorteada e encontra uma moça que vê que está grávida e decide prestar ajuda, a chamando para dentro de uma casa. 

Lá ela conhece pessoas diferentes que estão buscando pelo mesmo objetivo: manter a segurança. Ela se afeiçoa mais por Tom, um rapaz centrado e do bem. 

Como forma de se proteger do mundo lá fora, eles lacram todas as janelas pois sabem que não podem fazer contato visual com nada que vem de fora, o que causaria o fim. 

Dias se passam e as pessoas daquela casa se unem para se manter a salvo e tentar enfrentar um mundo lá fora. Até que a chegada de um novo integrante coloca tudo a perder. Gary, um velho estranho e cheio de segredos, que quando tem uma oportunidade, impõe a todos a sua loucura, colocando várias vidas em risco. 

É difícil contar a história desse filme sem dar algum spoiler e mais ainda separando a leitura que eu fiz. Aqui, amigos, eu estou contando a história do filme, lembrem-se disso se estiverem comparando com o livro. 


Bird Box, assim como o livro é muito oito ou oitenta. Ou você ama ou odeia, um meio termo não existe. Há quem crie teorias conspiratórias e mensagens subliminares por trás do filme, mas eu só tenho a dizer: não viajem! Se deixem levar pela história, entendam a ideia do autor e aproveitem a experiência, vale a pena. 

Eu particularmente gostei muito, bem mais da leitura, claro. Mas o filme também traz bastante emoção! 

O elenco é muito bom e Sandra Bullock arrasou no papel de Malorie, pois representou bem a mulher forte que a personagem é. 

Enfim, recomendo o filme e espero que vocês tirem suas próprias conclusões. 

E aí, quem assistiu? Gostou? 

Lembrem que ainda está disponível na Netflix! 

Segue trailer:


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Postagem Fernanda Santana on 27.1.19 29
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Bird Box, Filmes
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24.1.19

Resenha: O holocausto


Apesar da complexidade e da fragilidade acerca da temática da qual dispensa esse livro, é muito comum encontrarmos obras, literárias ou não, sobre o holocausto. Sendo assim, não é pecado dizer que o mercado encontra-se, de certo modo, saturado de materiais que envolvem o ambiente atroz pelo qual o mundo, principalmente grande parte da Europa, passou. Porém, o trabalho que a Editora Vestígio buscou traduzir e lançar no mercado brasileiro é muito mais do que um apanhado de artigos e/ou histórias reais romantizadas criadas a partir do intuito de fazer seus olhos lacrimejarem. 

Antes de dar continuidade, gostaria de avisar que ao final serão inseridos quotes do livro e... alguns são bem pesados. Ou seja, eu não recomendaria a leitura por quem tem ou está com o emocional abalado. 

Fruto de um trabalho de 25 anos, “O Holocausto: uma nova história” é um livro que narra os acontecimentos, como o primeiro capítulo sugere, desde a origem do ódio até o emocionante dia em que a Alemanha perde a guerra. Com um desenvolvimento que só duas décadas de trabalho podem trazer, Rees relata através de textos originais e entrevistas pessoais como nasceu o ódio pelos judeus (e consequentemente os ciganos entraram na dança), como a perseguição ganhou corpo de forma rápida e imparável e como Hitler foi capaz de influenciar líderes de diversos outros países, transformando quase toda a Europa em um cemitério judeu. 


Conforme os capítulos passam (e junto com eles os anos da guerra), nós vamos nos dando conta de que a história que conhecemos é muito mais que meramente superficial. Aqui, Rees nos apresenta a personagens que viveram, presenciaram e sobreviveram à guerra tanto do lado nazista quanto do lado dos judeus. Assim, através desses relatos o autor nos apresenta um apanhado pleno de emoções reais e nos faz conhecer, como se pegasse em nossas mãos e nos pusesse lá dentro, a Alemanha, Polônia e vários outros países, e nos transporta diretamente para os campos de concentração e extermínio. 

Com isso, ficamos sabendo que Auschwitz faz jus à fama que tem, mas também temos conhecimento de que muitos outros campos de extermínio foram diversas vezes piores que o supracitado, mas que não aparecem nos livros de História. Ainda rondando a temática do que não sabemos, Rees dá à luz um complexo de informações que explicitam as variadas formas que os nazistas buscavam para eliminar os judeus. De situações estarrecedoras a aquelas que seriam cômicas não fosse o contexto, este livro é um verdadeiro passeio pelos métodos e propostas para eliminar os milhares de judeus que chegavam aos campos de concentração. Arrisco-me a dizer que não há um único capítulo onde não haja menção sobre meios que os nazistas inventavam para disseminação do ódio e extermínio dos judeus. 

Com mapas detalhados que nos mostram os números absurdos de seres humanos que foram levados de suas casas e obrigados a viver em situação extremamente degradantes; e fotografias (as quais eu só não cuspi para não estragar o livro) que mostram todos os personagens de uma das eras mais escuras do mundo, este livro é o que se pode dizer que é completo. Muito mais do que mostrar (o) que houve (n)o holocausto, essa “nova história” mostra todo o descaso de um continente para com aqueles que precisavam de ajuda. Passando pela opinião da Igreja Católica e as consequências de ficar contra Hitler nessa guerra. 


Devido aos capítulos longos e muito detalhados, sugere-se que o leitor faça uma leitura pausada, um capítulo por vez, de modo que ele possa digerir e compreender as passagens do capítulo em questão. Ao fim do livro temos uma vasta lista de referências e endereços que podemos visitar para obter muito mais informações que temos aqui; mas que, além de tudo, corroboram com a imagem de “completo” que temos do livro e com a complexidade da busca para completá-lo. 

Sobre a edição: não posso dizer outra coisa senão perfeita. O livro é em capa dura, preta com texto preto brilhante (acho que condizente com o momento), mais uma segunda capa com detalhes em branco. Como já citado, além de um mapa detalhado, o livro passa por três sessões de fotografias que mostram os personagens de tamanha atrocidade. 


Quotes
“[...] O livro não era um projeto para o Holocausto – Hitler não traçou um plano para exterminar os judeus –, mas expõe claramente a natureza de seu antissemitismo. Hitler explicou, com mais detalhe do que em qualquer manifestação anterior, exatamente o porquê de odiar os judeus. Era um ódio que hoje pode ser lido como fruto de uma mente tão atolada no preconceito que beirava a demência”, p.46. 

“Enquanto judeus morriam por falta de comida no gueto de Varsóvia, em outra parte o Estado nazista discutia planos de levar milhões de pessoas à morte após a invasão da União Soviética [...] no dia 23 de maio, o mesmo órgão produziu outro documento intitulado “Orientações Político-Econômicas para a Organização Econômica do Leste”, segundo o qual 30 milhões de pessoas poderiam morrer de fome na União Soviética em decorrência do sequestro de sua comida pelo exército alemão”, p.239. 

“[...] De modo hesitante, quase com medo, a pessoa passa a mão pelo corpo inquieto, depara com ossos, costelas, percorre com a mão as pernas e se descobre, constata de repente que até bem pouco tempo era mais gorda, tinha mais carne – e fica impressionada com a rapidez com o que corpo se deteriora [...] Uma palavra, uma ideia, um símbolo confronta todo mundo: pão! Por um pedaço de pão a pessoa vira um hipócrita, um fanático, um desgraçado. Dê-me pão e você será meu amigo”, (Oskar Rosenfeld) p.282.


“[...] profetizei ao judaísmo que, na eventualidade de a guerra se mostrar inevitável, os judeus iriam desaparecer da Europa. Essa raça de criminosos tinha em sua consciência os dois milhões de mortos da Primeira Guerra Mundial, e agora centenas de milhares mais [...] A propósito, não chega a ser uma má ideia os rumores públicos que nos atribuem um plano de exterminar os judeus”, (Hitler) p.285.

“[...] ele viu valas com ‘milhares de cadáveres’ dentro, e conheceu em primeira mão os problemas práticos de gerenciar um campo de extermínio. Contaram-lhe que ‘uma das valas havia transbordado. Haviam colocado cadáveres demais nela e a putrefação progrediu muito rápido, de modo que o líquido no fundo empurrou os corpos para cima, até saírem, e os cadáveres relaram pela encosta’”, p.319.

“O maior desses sádicos era Otto Moll, o membro da SS que supervisionava a operação dos crematórios. Dario Gabbai lembra como esse homem gostava de matar garotas nuas atirando nelas ‘nos seios’. Em 1944, quando a chegada de um número enorme de judeus húngaros obrigou a incinerar os corpos a céu aberto, em imensas valas – já que os crematórios não conseguiam dar conta do volume –, Moll uma vez atirou crianças diretamente às chamas para incinerá-las vivas”, p.386. 


“Logo depois que chegou, ela foi informada por outros internos que ‘há câmaras de gás aqui’, mas simplesmente não parecia possível que existissem tais lugares. ‘Ninguém acreditava’, diz Ida. ‘Nenhum de nós acreditou. Não dava para acreditar. Dizíamos que estavam brincando ou então que haviam enlouquecido’. Só depois de sentir odores insalubres vindo dos crematórios de Birkenau é que ela ‘finalmente’ aceitou que ‘talvez eles estivessem certos a respeito do cheiro, talvez estivessem de fato queimando gente’”, p.431. 

“Israel foi ficando cada vez mais ansioso. Não só nunca era escolhido como estava ficando cada vez mais fraco. ‘Todo dia havia racionamento de comida – simplesmente não era suficiente, era uma dieta de inanição. E o sentimento mais arrasador além do medo da morte é a sensação da fome. A sensação da fome é uma sensação tão esmagadora que encobre qualquer outra sensação, quaisquer outros sentimento humanos [...] [você fica] como um cão procurando comida’”, p.450. 



Título: O holocausto: uma nova história (exemplar cedido pela editora)
Autor: Laurence Rees
Editora: Vestígio
Páginas: 600
Ano: 2018
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Postagem Marcos Ferraz on 24.1.19 12
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Grupo Autêntica, História, Laurence Rees, Marcos, Resenhas, Vestígio
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22.1.19

Resenha: Sr. Daniels


Eu sou apaixonada pela escrita da Brittainy C. Cherry e eu a considero facilmente a rainha do drama. Já li outros livros dela e em Sr. Daniels não poderia ser diferente. 

Ashlyn vê sua vida mudar da água para o vinho: sua irmã gêmea acabou de falecer e sua mãe simplesmente não consegue lidar com isso e não a quer mais em sua casa. Contra sua vontade, ela se vê mudando para outra cidade para morar com seu pai nada presente e sua nova família que ela nem mesmo sabia que existia. 

Porém, na estação de trem rumo à sua nova vida, ela encontra Daniel, um cara lindo e dono de olhos azuis tão vibrantes, que por um momento a faz pensar que poderia ser uma garota normal. 

Daniel a convida para um bar onde ele irá tocar com sua banda e lá ela conhece um lado dele que a faz com que se apaixone imediatamente. Daniel é muito inteligente, sensível e fã de Shakespeare (assim como ela). Além de tudo, sua mãe foi assassinada há alguns anos e acaba de perder seu pai, então ele sabe o que é perder alguém e entende a dor que Ashlyn está sentindo. 

Mesmo em pouco tempo, ambos sabem que ali está um sentimento que eles nunca sentiram e esperam que possam se ver mais vezes.


Porém, a vida nem sempre é justa e no seu primeiro dia de aula na nova escola (onde por sinal seu pai é o vice-diretor), Ashlyn descobre que Daniel na verdade é o Sr. Daniels, seu professor de Literatura. 

Um choque de realidade atinge esses dois com força e eles se encontram perdidos. Ashlyn não pode se relacionar com Daniel, pois isso poderá custar seu emprego. Mas como ignorá-lo todos os dias se ela já nutre um sentimento tão grande por ele? E pior, sabe que é correspondida? 

Entre idas e vindas, tragédias e reviravoltas, Brittainy constrói essa história digna de tirar algumas lágrimas e te fazer refletir sobre muita coisa nessa vida. 

Eu amo a escrita dela e adoro as lições que ela nos traz. Porém, um acontecimento em questão no livro deixou muito leitor revoltado e acho que poderia ter sido evitado, mas eu entendi a mensagem que ela quis passar com isso. 

Outro detalhe que não vai me fazer dar 5 estrelas, é o final corrido. Ela fez isso em A chama dentro de nós e repetiu o erro nessa obra. O livro é longo e cheio de acontecimentos, daí ela te dá o desfecho todo em menos de cinco páginas! Eu acho ruim porque fica muito raso, superficial. 

Mas ainda assim é uma leitura muito válida e super emocionante! 


Sobre a edição: Não gosto muito das impressões da Galera, pois costuma borrar muito a tinta e acho que atrapalha a leitura. Mas, no mais, não encontrei nenhum erro! 


Título: Sr. Daniels
Autora: Brittainy C. Cherry
Editora: Galera Record
Páginas: 322
Ano: 2015
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Postagem Fernanda Santana on 22.1.19 26
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Brittainy C. Cherry, Fernanda, Galera Record, Hot, Resenhas, Romance
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19.1.19

Resenha: Cadete de Aço

Ela é militar. É atiradora de elite. É triatleta. É lutadora de MMA. O que poucos sabem, é que a “Cadete de Aço” já foi simplesmente a Nina. Uma frágil e meiga garota do interior, cujo sonho de infância de ser aeromoça, foi destruído aos 17 anos, em um evento traumático, que a fez mergulhar na depressão. O curso de oficiais em uma instituição militar foi sua tábua de salvação. Ela só não imaginava que além de lutar contra os próprios medos diariamente, também teria que enfrentar uma batalha para conquistar seu espaço dentro de uma corporação arraigada pela cultura machista. Seu relacionamento com o sexo oposto é conflituoso. Ela sente desprezo pela maioria dos homens com os quais convive, em especial, pelo Tenente Huisman, um oficial do BOPE esnobe e austero com quem ela trava um conflito pessoal que vai terminar no tatame, quando ele se torna o seu treinador de luta. O contato corporal com aquele lindo homem vai despertar em seu corpo e em sua alma, sensações nunca antes experimentadas. A linha que divide o amor e o ódio é muito tênue. E apesar de acreditar que está longe do padrão de mulher que precisa ser salva por um príncipe encantado, o destino está prestes a mostrar para a Cadete de Aço, que ela pode estar enganada. E que de alguma forma, a vida dela está entrelaçada a daquele homem, para que ambos cumpram um propósito maior.
Quando a autora de Cadete de Aço entrou em contato comigo e me falou sobre a história da Nina, senti aquela pontinha de curiosidade se formando em mim. Mas confesso que não estava preparada para me apaixonar pela escrita da Evellyn Miller e nem por seus personagens.

Nina é uma jovem que, em seus devaneios de adolescência, sonhava em ser aeromoça. Tudo corria bem em sua vida, ela era linda, cabelos aos vento, família bacana. Até que um evento traumático rouba todos os seus sonhos e sua vontade de viver, fazendo com que ela mudasse o jeito que enxergava o mundo e o jeito com que se enxergava. E aos 17 anos, ela vê todos os seus sonhos destruídos.

Sim, esse livro tem aviso de gatilho: violência contra a mulher.

Os dias se transformaram em tortura para a nossa protagonista, e em uma tarde dessas, desanimada e oprimida, ela assiste uma entrevista na TV mostrando uma mulher, de sucesso, dentro da carreira militar. E, a partir desse momento, Nina resolve pegar sua vida de volta, e mudar o rumo do destino.

De uma forma inesperada, ela decide entrar para o serviço militar. Porém, Nina não sabia grandes coisas sobre o treinamento do curso de oficiais, e logo se vê sendo levada aos limites físicos e mentais. A vida dentro da academia se prova dura, mas ela está disposta a percorrer todo o caminho em busca da realização dos seus ideais. Nina é tão dedicada que recebe a alcunha Cadete de Aço, e sua vida parece estar tranquila e calma, dentro dos limites estabelecidos por ela.

Até que ele aparece.
"Em um universo de 54 cadetes, eu podia contar nos dedos das mãos, quantos colegas me tratavam com respeito e como igual."
Ele, é o Tenente Huisman, oficial respeitado do BOPE, cheio de pose e com uma atitude esnobe e um tanto ríspida, que causava emoções conflitantes ao coração da nossa Nina.

Enquanto luta com esses sentimentos que teimam em encher seu peito, Nina encara todas as tarefas e missões com uma coragem muito peculiar. Ela já havia decidido o que queria para sua vida, e iria até o fim. Morri de admiração por ela durante toda a leitura.

Logo no início do livro, ela está em uma situação de extremo perigo, e é o Tenente que a salva, dando o pontapé inicial para que ela nos leve na jornada de lembranças de sua vida pré academia militar, onde ficamos sabendo de todos os detalhes sobre o fato que a levou a dar essa guinada pessoal.
"O problema, é que a gente só sonha com as coisas boas. Acredito que ninguém fica imaginando as tragédias que a vida pode esconder em cada esquina, ou em cada estrada de chão"
E daí você vai me perguntar: Mas, Sissi, é apenas mais uma história de amor?

Não, nada disso. Muito mais do que uma simples história de amor entre o casal protagonista, a autora nos leva por caminhos onde a confiança - em si mesma e no outro -, a família e os amigos são a base para que a Nina consiga se entregar e realmente viver o melhor da sua vida.

No meio desse turbilhão de emoções, onde a Nina precisa aprender a ser ela novamente, a autora nos brinda com um projeto lindo da nossa protagonista, que tem tudo a ver com o que ela passou na adolescência. E Nina, essa mulher forte e com um coração imenso, nos surpreende mais uma vez, encarando os comentários machistas de frente, e ajudando muitas pessoas.
"– Essa é do tipo de mulher que gosta de apanhar. Quanto mais elas apanham dos machos, mas elas se apaixonam!"
"Senti meu sangue ferver na hora, as veias do meu pescoço começaram a saltar e meu ímpeto foi de soltar meu cotovelo esquerdo naquela cara lavada dele, até sangrar e perguntar se ele também gostava de apanhar."
Para quem gosta de personagens fortes, sem perder a ternura. Amores (im)possíveis e muita superação, indico com o coração aberto a leitura de Cadete de Aço.
"Se não for nessa vida, que seja em outra. Tem que existir um mundo melhor para nós!"
Sobre a edição:
Evelyn acabou de revisar o livro novamente, fazendo algumas das alterações que eu mencionei no vídeo que saiu no meu canal do YouTube. A narrativa, que já era bastante fluida, está ainda mais cativante e duvido muito você não se apaixonar.

O livro está disponível para compra na Amazon em versão e-book e também no programa de empréstimos Kindle Unlimited.

Compre o livro aqui: https://amzn.to/2RgWZyQ

Confira as redes sociais da autora:

Instagram - https://www.instagram.com/millerevellyn/

Facebook - https://www.facebook.com/autoraevellynmiller/


Título: Cadete de Aço: Lutando Contra Os Próprios Medos (e-book cedido pela autora)
Autora: Evellyn Miller
Editora: Independente
Páginas: 239
Ano: 2018
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Postagem Sissi on 19.1.19 11
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Evellyn Miller, Nacional, Resenhas, Romance, Sissi
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16.1.19

Resenha: Uma chance para o amor


Essa foi a minha primeira experiência com a Tessa Dare e durante toda a leitura eu me perguntei: Por que eu nunca li essa mulher antes? 

Uma chance para o amor é uma novela da série Spindle Cove, mas que pode ser lida separadamente sem nenhum problema, que foi o que eu fiz. 

Por se tratar de uma novela, o livro é bem curto, mas ainda assim me surpreendeu de uma maneira bastante positiva. 

A Srta. Elinora Browning cresceu alimentando um amor pelo lindo e inteligente cavalheiro da casa ao lado, mas ao deixar a Inglaterra sem olhar para atrás, Lorde Dashwood quebrou o coração de Nora. 

Anos depois, em uma noite de inspiração, Nora despejou toda sua frustração no papel e lançou um manifesto intitulado Lorde Ashwood perdeu sua oportunidade, como uma forma de mostrar para as jovens que é possível dar a volta por cima. 

Nora logo se tornou uma escritora de renome e estava a caminho de uma palestra na cidade de Spindle Cove, quando perde sua carruagem e precisa pegar uma carona para chegar ao local a tempo.


Acontece que quem iria dividir o transporte com ela até o seu destino seria ninguém mais, ninguém menos que Lorde Dashwood e Nora se vê aflita ao ter que lidar com seu passado cara a cara. 

Como todo bom romance clichê (que amamos, é claro), a carruagem dá problema e a ponte quebra e os dois ficam sozinhos à espera de ajuda. Então nossos amigos caminham até uma cabana abandonada para se abrigarem do frio e ali terão que enfrentar seus medos para passarem apenas uma noite. 

Será que nossa querida Nora resistirá aos poderes de sedução de Dash? E ele, por sua vez, descobriu a oportunidade que perdeu? 

Um livro curto, de leitura fluída, onde você lê em um tapa. Cenas hots na medida certa e uma pitada de humor que me tirou boas risadas. 

Não sei porque demorei tanto a ler uma obra da autora, certamente pretendo ler outras, pois gostei muito da sua escrita. Aos poucos tenho dado oportunidades aos romances de época e tenho sido sempre surpreendida.

Sobre a edição: Simples, porém de excelente qualidade. Não encontrei nenhum erro de digitação, continue assim Gutenberg! Só a capa que acho que poderia ser melhorada, pois não acho as capas dos romances de época da editora bonitas.



Título: Uma chance para o amor (exemplar cedido pela editora)
Autora: Tessa Dare
Editora: Gutenberg
Páginas: 112
Ano: 2018
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Postagem Fernanda Santana on 16.1.19 29
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Fernanda, Grupo Autêntica, Gutenberg, Resenhas, Romance de época, Tessa Dare
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12.1.19

Para quem não gosta de [Mocinhas]


Para quem não gosta de... é uma coluna inspirada na postagem da Editora Intrínseca chamada “Se você gosta de (...) vai gostar de (...)”. A ideia da editora é de recomendar livros no mesmo estilo de determinada obra que você leu e gostou. Pensando nisso, resolvemos fazer o Para quem não gosta de... para quem não curte um gênero e, mesmo assim, poderá gostar de determinado livro. Afinal, mesmo que você não goste, é possível encontrar aquela história-chave que o fará mudar de opinião.
Vamos tentar?
O tema de hoje é Girl Power. Muitos romances trazem personagens que são mocinhas inocentes, bobinhas e que não se impõem. Em virtude disso, reuni três livros em que as personagens não são flores que se cheiram e não abaixam a bola para homem nenhum.


3 - Quando a bela domou a fera

Sinopse: Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.

Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.

No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Linnet é aquela mocinha desbocada que peita Piers a todo custo e jamais abaixa a cabeça para o que ele fala. Juntos, formam o perfeito casal gato e rato e é impossível não se apaixonar por esses dois.


2 - Amor nas Highlands

Sinopse: Graeme, Visconde de Maxton e líder de um clã nas Highlands, possui mais inimigos do que amigos, incluindo seu vizinho, o temido Duque de Lattimer. Apesar disso, Graeme só pensa no bem-estar de seu povo e não procura confusão com os outros clãs. Mas quando seus estúpidos irmãos mais jovens sequestram Lady Marjorie, a irmã do duque, todos os planos de Graeme vão por água abaixo…Marjorie Forrester é, por consequência, uma inimiga de seu clã, e capturá-la deixa Graeme no meio de um impasse: se entregá-la ao chefe do clã Maxwell, a jovem pode ser morta; se a deixar ir embora, seus irmãos poderão ser condenados. E se entregá-la ao Duque de Lattimer, Graeme é quem acabará morto.

O que o highlander deve fazer, além de manter a garota por perto até pensar no próximo passo? E como conter a atração inesperada que está surgindo entre eles?

Em Amor nas Highlands, da autora best-seller do The New York Times Suzanne Enoch, você descobrirá o que o amor e a guerra têm em comum, e como a paixão pode surgir das formas mais improváveis.

Nesse livro, que inclusive fiz resenha recente aqui no blog, Marjorie mostra que não é só porque é prisioneira de Graeme que tem que ceder aos seus caprichos. Inclusive tem uma cena (que não posso citar pois é spoiler) que ela enfrenta um temido chefe e o coloca em seu devido lugar, deixando os homens de queixo caído. Eu adorei essa personagem!


1 - Orgulho e Preconceito

Sinopse: O romance retrata a relação entre Elizabeth Bennet (Lizzy) e Fitzwilliam Darcy na Inglaterra rural do século XVIII. Lizzy possui outras quatro irmãs, nenhuma delas casadas, o que Sra. Bennet, mãe de Lizzy, considera um absurdo. Quando Sr. Bingley, jovem bem sucedido, aluga uma mansão próxima da casa dos Bennet, Sra. Bennet vê nele um possível marido para uma de suas filhas. De fato, ele parece se interessar bastante por Jane, sua filha mais velha, logo no primeiro baile em que ele, as irmãs e o Sr. Darcy, seu amigo, comparecem. Enquanto Sr. Bingley é visto com bons olhos por todos, Sr. Darcy, por seu jeito frio, é mal falado. Lizzy, em particular, desgosta imensamente dele, por ele ter ferido seu orgulho na primeira vez em que se encontram. A recíproca não é verdadeira. Mesmo com uma má primeira impressão, Darcy realmente se encanta por Lizzy, sem que ela saiba do fato. A partir daí o livro mostra a evolução do relacionamento entre eles e os que os rodeiam, procurando apresentar também, desse modo, a sociedade do final do século XVIII.

Nossa famosa protagonista tem pulso firme e personalidade marcante. Lizzy não se rende ao charme de Sr. Darcy e muito menos concorda com suas atitudes. Desbocada, fala o que pensa e para sua época, era alvo de muita conversa fiada. 

Repararam que todos são romances de época, né? Nossos autores criam essas personagens duronas com muita maestria e só acho que os romances contemporâneos deveriam seguir o mesmo padrão, pois acredito que deixa a trama mais envolvente e mostra quem é que manda (hahaha).
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Postagem Fernanda Santana on 12.1.19 27
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Arqueiro, Gutenberg, Para quem não gosta de...
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10.1.19

Resenha: Dragões do Éter


Meus queridos, vocês lembram quando eu disse que "Corações-de-Neve" quase nada tinha de fantástico? (Se não lembram ou se chegaram recentemente por aqui, clique aqui, deem uma olhada lá e depois voltem).

Pois bem... Este livro é totalmente o contrário. E Raphael Draccon (quase) fecha a trilogia com chave de ouro.

A estrutura continua a mesma: histórias paralelas, secundárias, que podem ou não ter alguma conexão com a trama central.

Nova Ether tem três grandes árvores. Mas uma delas se destaca por ser a maior. Começa no fundo do mar e sobe aos reinos superiores. O reino dos gigantes. Um tratado, porém, impede que qualquer ser suba ou desça por essa árvore, e para se fazer valer a lei, sete dragões fazem a guarda da árvore, pronto para devorar quem tentar quebrar o tratado. Acontece que uma briga entre marido e mulher coloca tudo a perder. E, na ânsia de ter o filho por perto, a mãe lança sobre uma criança de cinco anos uma forte magia negra que o faz subir a árvore, sem o impedimento dos dragões. Consciente do seu dever e querendo o filho de volta, o pai procura o rei para informar que o tratado havia sido quebrado. Em posse de todas as informações, o rei busca em seus conselheiros ajuda para decidir declarar ou não guerra contra os gigantes. Analisando prós e contras, e tendo uma informação importantíssima, eles estão dispostos a iniciar a primeira guerra mundial de Nova Ether, em nome da honra de Arzallum.

Raphael Draccon continua seu passeio pelo mundo fantástico dos contos de fadas e mais uma vez explora esses bonitinhos dando asas a uma imaginação recheada de fantasia.

Inserindo novos personagens, fica clara a referência a "João e o pé de feijão" e os gigantes que habitam os reinos superiores. Entre eles, o gigante mais famoso de todos, Polifemo. Além deles, há uma forte referência a Peter Pan e o Reino do Nunca. "Bela Adormecida" e "A Bela e a Fera" também são contos citados no livro.


Os capítulos do livro são, em sua grande maioria, bem curtos, e Draccon, sempre que possível, termina-os de forma a instigar a continuidade da leitura. Nem toda a ambientação é desenvolvida de forma rápida, mas tudo é inserido cirurgicamente, de modo a não deixar a monotonia elevar-se. Com uma linguagem bastante próxima do popular, excetuando-se os diálogos entre reis, contemplamos uma leitura agradável, de fácil acesso e fluída. Além disso, Draccon tem a mania de conversar com leitor dando opiniões às vezes ou tentando nos explicar algumas coisas.

As histórias desenvolvidas à margem da trama principal seguem o mesmo ritmo. São interessantes, inteligentes e você se pergunta o tempo todo se elas farão ligação com o conteúdo principal. Porém, o mais marcante desse terceiro livro, sem dúvida alguma, é a Grande Guerra.

Meus queridos, Raphael Draccon recebeu o espírito do Stephen King de um futuro em que ele já está morto (quem dera ele fosse eterno, mas tudo bem) e decidiu banhar suas páginas de sangue, deixando aquele tal Casamento Vermelho no chinelo. Ele deixa um pouco de lado o tom fantasioso de sua obra e descreve cruelmente vários tipos de mortes e ferimentos. Coisa linda de se ver!

Ainda, aqui temos pela primeira vez referências diretas aos Dragões de Éter. Aqui sim nós vemos (nem que seja só um pouquinho) dragões voando e atacando os inimigos.

Em tons sutis, ele dá o protagonismo a outros personagens e aqueles com os quais nos acostumamos no segundo livro são quase tratados como coadjuvantes.


Bom... É aí que o "quase com chave de ouro" vai fazer sentido.

Descobri que esse é um livro que diverge muito de opiniões e o mais criticado é o final. Muita gente não se dá conta de todo o trabalho e foca só no final. Eu, particularmente, não sou assim. Porém, verdade seja dita: o final ficou meio cagado. Draccon deu uma vacilada e pelo menos dois acontecimentos bem importantes ficaram sem desfecho. Além disso, muita gente acha que alguns personagens não tiveram finais adequados.

Segundo as línguas, Draccon pode explicar tudo em um quarto livro que está para ser lançado. Quando é esse "está pra ser lançado" eu não sei, mas enquanto esse livro não sai, temos que nos contentar com o final desse.

Por que eu continuo com cinco estrelas mesmo com esses finais? Porque eu não sou todo mundo e não os considero tão ruins, à exceção daqueles dois acontecimentos que eu citei.


Título: Dragões de Éter - Círculos de Chuva
Autor: Raphael Draccon
Editora: Leya
Páginas: 534
Ano: 2010
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Postagem Marcos Ferraz on 10.1.19 26
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Fantasia, Leya, Marcos, Nacional, Raphael Draccon, Resenhas
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8.1.19

Resenha: Meu lugar é você


Meu lugar é você foi minha primeira experiência com a autora e com a editora e devo confessar que fui surpreendida. 

Logo no começo você se depara com uma situação um tanto clichê: melhores amigos que se apaixonam. 

Renato e Daniela são melhores amigos desde a infância e decidem dividir o mesmo apartamento na época da faculdade. Ambos sentem algo mais forte pelo outro, mas só entendem isso quando presenciam o(a) melhor amigo(a) namorando outra pessoa e o ciúme, até então desconhecido, toma conta desses dois. 

Aí entra a parte que me incomodou um pouco nessa história, a briga dos dois por ciúmes sem assumirem de fato o que sentiam. Renato e Daniela brigam constantemente ao longo da história e achei as atitudes dos dois um tanto infantis e imaturas e as brigas só acabam de fato quando eles assumem o sentimento que tem e decidem construir um relacionamento. 

É notório que os dois se amam, mas até chegar ao ponto de assumirem um relacionamento, eu passei um pouco de raiva.


Enfim, quando tudo parece estar entrando nos eixos, a notícia de uma doença grave que a Daniela tem abala todas as estruturas e coloca o relacionamento dos dois à prova. 

O tempo é curto e precioso, uma decisão precisa ser tomada e Renato não mede esforços para salvar sua namorada, mesmo que por isso tenha que pagar um preço muito alto. 

E é exatamente nessa hora que o livro me ganhou. Confesso que achei a história muito comum durante toda a leitura, mas o final, a atitude do Renato e o desfecho da história me fizeram sentir um aperto no peito e refletir sobre muita coisa. 

Até onde você iria pelo seu amor? 

Uma leitura curta, rápida e fluída, te prende até o final. Você tem vontade de bater nos personagens em certas horas e abraçá-los em outras. Confesso que gostei bastante e recomendo para quem quer uma leitura leve, para aliviar um pouco a tensão de tantas leituras pesadas e intensas que temos feito. 


Sobre a edição: Uma edição muito simples, senti que a editora encaixou todos os espaços livres para economizar páginas, o livro poderia ter ficado mais robusto, mas ainda assim não atrapalhou a leitura. 


Livro: Meu lugar é você (exemplar cedido pela editora)
Autora: L. M. Gomes 
Editora: Rico 
Páginas: 168 
Ano: 2018
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Postagem Fernanda Santana on 8.1.19 29
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Fernanda, L. M. Gomes, Resenhas, Rico Editorial, Romance
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5.1.19

Seis Livros para 2019


2018 está chegando ao fim e, olhando a minha estante vermelha, fiz uma lista com seis livros que quero ler em 2019.

Você - Editora Rocco - https://amzn.to/2RiaCwN

Esse eu vou ter que correr, porque virou série na Netflix e eu, inclusive, já assisti ao primeiro episódio (shame... shame... shame...)

Joe trabalha em uma livraria e é lá que ele conhece Beck. Bastou olhar para ela e trocar meia dúzia de palavras para que ele se convença que ela é a mulher de sua vida... e passe a stalkeá-la nas redes sociais e na vida real.

Com um truque de mestre, Joe consegue se transformar no namorado de Beck mas, por trás de sua aparência ideal, essa mocinha esconde alguns segredos nunca expostos para o público.

Um relato devastador de uma farsa implacável, Você é um suspense arrebatador sobre vulnerabilidade e manipulação na era das redes sociais, capaz de provar que o amor também pode ferir. E muito.

Como parar o tempo - HarperCollins Brasil - https://amzn.to/2LARNQ7

Venho namorando essa capa e o enredo desde bem antes de receber o exemplar em uma das Mystery Box Literárias que assino.

Um professor de faculdade, quarenta e poucos anos e cheio de conhecimentos. Tudo seria perfeito se, na verdade, Tom não tivesse alguns séculos de vida. Ele troca de identidade e com isso vai vivendo sua vida pacatamente sem nunca se esquecer da regra principal - NÃO SE APAIXONAR.

Como parar o tempo é um romance doce e envolvente sobre como se perder e se encontrar na própria história. É sobre as certezas da mudança dos tempos e o tempo que a vida leva para nos ensinar como vivê-la.

Quando a Bela domou a Fera - Editora Arqueiro - https://amzn.to/2BThibh 

Releitura de um dos contos de fadas mais amados - A Bela e a Fera. 

Esse entrou na lista porque... bem, é romance de época e todo mundo falou dele em 2018, à exaustão. Vamos ver o que me aguarda pois o conde da história tem um temperamento do capiroto e um certo defeito na perna que não ajuda em nada sua reputação. Resta a Linnet domar essa fera!

Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Felicidade para humanos - Grupo Editorial Record - https://amzn.to/2RlGO2y

Quem nunca sonhou em ter sua própria Siri, capaz de resolver todos seus perrengues afetivos? É exatamente isso que temos nesse livro. Aidan é a inteligência artificial do celular de Jen, e ela é uma de suas pessoas favoritas. Logo ele toma como sua responsabilidade resolver a vida amorosa dela.

Pode dar muito certo ou muito errado... eu estou BEM ansiosa para saber o resultado.

Será que uma máquina muito inteligente artificialmente conseguirá desvendar a inteligência emocional para poder interferir de um jeito positivo na vida de Jen? E, o que é mais difícil, será que essa máquina vai descobrir o que exatamente faz os seres humanos felizes?

Alma? - Editora Valentina - https://amzn.to/2BJh1re

Trouxe essa série da Bienal do Rio em 2017 e não encostei um dedinho sequer nela. O motivo? Estava esperando o último volume, que finalmente foi lançado e já enviado para mim pela Valentina! 

O protetorado da sombrinha - que apelido lindo! - é uma série Steampunk com lobisomens, vampiros e muito mais... inclusive uma protagonista que não tem alma!

Com vampiros inesperados aparecendo e os esperados desaparecendo, todos parecem achar que a Srta. Tarabotti é a responsável. Será que ela conseguirá descobrir o que realmente está acontecendo na alta sociedade londrina? Será que seu dom de sem alma para anular poderes sobrenaturais acabará se revelando útil ou apenas constrangedor? No fim das contas, quem é o verdadeiro inimigo, e... será que vai ter torta de melado?

Tesouro Direto - Faro Editorial - https://amzn.to/2LC20vJ

E é aqui que a coisa fica séria. Um livro de estudo na minha lista de 2019, para que eu consiga cumprir minha meta de ajeitar a vida financeira e encerre o ano com algum dinheiro - mesmo que pouco - investido.

Não é uma tarefa fácil no atual momento do país, mas não é impossível! O livro tem tabelas e parece ser muito bem explicadinho. Estou bem entusiasmada.

Como você pretende conquistar seus principais sonhos de compra e consumo? Pode ser pagando pesados juros em longas e arriscadas dívidas, ou poupando, aplicando em títulos públicos e ganhando juros sobre juros. Assim você atingirá suas metas rapidamente e com segurança, realizando seus maiores sonhos, pagando tudo à vista, negociando sempre bons descontos. Comprar e vender títulos públicos via Tesouro Direto é prático, rápido e muito seguro, basta seguir as instruções tela a tela fornecidas no livro. Então, parta logo para a ação. E vamos prosperar.

É isso aí, moçada! Vou deixar um link para o vídeo lá no canal onde eu falo um pouco mais sobre esses livros e também uma pergunta: Quais os livros que você precisa ler em 2019?

Beijo, beijo!

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Postagem Sissi on 5.1.19 21
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Arqueiro, Dicas, Faro Editorial, HarperCollins, Lista, Record, Rocco, Valentina
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3.1.19

Resenha: A garota que bebeu a lua

“Até mesmo o impossível é possível”
Fala galera, hoje vim trazer para vocês a resenha desse livro fofo que eu li em dezembro. Simplesmente recomendo para todas as idades.

Entendendo a Magia (Sinopse):
Todo ano o povo do Protetorado deixa um bebê como oferenda para a Bruxa que vive na floresta, na esperança de que o sacrifício a impeça de aterrorizar sua pequena cidade protegida pelos muros e pela Torre das Irmãs da Guarda. Mas Xan, a Bruxa da floresta, ao contrário do que eles acreditam, é bondosa.

Ela vive em paz com um Monstro do Pântano muito inteligente e um Dragão Perfeitamente Minúsculo. Todo ano ela resgata o bebê deixado pelos Anciãos, levando-o em segurança para uma família adotiva nas Cidades Livres do outro lado da floresta. Durante a longa viagem, quando a comida acaba, Xan alimenta os bebês com luz estelar. 

Em uma dessas ocasiões, Xan acidentalmente oferece à pequena bebê a luz do luar, dotando-a de uma magia extraordinária. Diante disso, a Bruxa decide criar a menina “embruxada”, a quem chama de Luna. À medida que o aniversário de treze anos da garota se aproxima, sua magia começa a aflorar - o que pode colocar em perigo a própria Luna e todos a sua volta.

Enquanto Luna cresce sob a proteção de Xan, do Monstro e do seu Dragão Minúsculo, um rapaz no Protetorado está determinado a libertar seu povo e proteger sua família, mesmo que para isso precise matar a Bruxa. Pássaros estranhos e perigosos revoam no entorno. Um vulcão, adormecido há séculos, agora murmura próximo à superfície. E a Mulher com coração de tigre anda à espreita.

Decifrando a magia:
A verdade é que a sinopse já diz tudo o que você precisa saber para ler esse livro, então vou fazer um pequeno resumo e dizer o que achei. E não se preocupem pois o que será dito não é spoiler, acontece logo nas primeiras páginas.

Como lido anteriormente, a história começa com uma cerimônia que acontece todo ano onde o bebê mais novo do Protetorado é levado pelos Anciãos para a floresta com o propósito de ser deixado para a Bruxa. A desculpa dos Anciãos é que com a entrega desse bebê à Bruxa deixará todos em paz e não irá destruir o Protetorado. O que acontece é que os Anciãos sabem que na realidade não existe bruxa nenhuma e isso é apenas uma desculpa para alienar o pessoal.

O que eles não esperavam é que realmente existisse uma bruxa e seu nome é Xan, que todo ano faz uma viagem do local onde ela vive na floresta para o local onde um bebê é deixado. Ela não entendoe o motivo de fazerem aquilo todo ano, porém, ela não se questiona sobre isso e todo ano leva a criança para uma família que realmente vá cuidar bem da criança.


Como a viagem é longa a comida acaba, então, para alimentar os bebês ela dá um pouco de luz das estrelas para os pequenos. A luz das estrelas tem um pouco de magia e faz com que as crianças cresçam iluminadas e tenham uma boa vida. O que acontece é que sem querer, ao levar Luna, Xan se distrai e acaba alimentando a criança com luz da lua. Essa é uma luz muito poderosa, que faz com que a criança fique embruxada, ganhando poderes mágicos. E aí sim a história toda se desenrola.

Acredito que o plot principal do livro é sobre questionamentos. A forma como o Protetorado aliena as pessoas nos faz questionar a nossa sociedade e o governo ou outras entidades superiores. Até que ponto é verdade as coisas que escutamos e como podemos sofrer consequências por não questionar essas ordens que nos são impostas. 

Não só isso, mas em determinado momento Luna começa a manifestar a magia e Xan faz algo para freá-la, pois pode ser perigoso já que a criança ainda não entende e não consegue se controlar. Xan tenta explicar mas não consegue, Luna é impulsiva e elétrica, dificultando as coisas para Xan. E aí entra a questão também se é tão ruim esconder certas coisas das crianças e daqueles que amamos. Ou será que deveríamos contar? Quais as consequências disso?

Apenas um jovem do protetorado questiona tudo isso, o pequeno Antain. Desde criança, quando era aprendiz de Ancião, ele questiona os atos dos seus superiores, o que faz com que ele não seja bem visto pela ordem, todavia, ele dá sorte já que o Grande Ancião é seu tio. Antain é a personificação da esperança no livro para um pessoal que vive de tristeza.

Aliás, os personagens do livro são muito bons e cada um pode ser uma personificação de algo, Antain a esperança, Luna o amor, Glerk (o monstro do pântano) o conhecimento, Xan a proteção e assim por diante. Todos eles são extremamente carismáticos e fácil de se apegar. Inclusive um deles se destaca que é o pequeno Fyrian. O dragãozinho do tamanho de uma pomba que vive com Xan e se acha gigante, mas sua inocência e sensibilidade é tanta que ninguém ousa questioná-lo para não magoar seus sentimentos.

As cores da magia:
A edição da Galera Record tem uma das capas mais lindas que já vi. Letras de tamanho certo e espaçamento também. A única coisa que pode desagradar os mais exigentes é que às vezes dá para ver as outras letras da parte de trás da folha. Mas sinceramente isso não me incomodou de nada.

Consequências da magia:
Não é à toa que a autora ganhou uma medalha pela contribuição à literatura infanto-juvenil, A garota que bebeu a lua é um livro incrível, com ensinamentos fantásticos não só para crianças como para pessoas de todas as idades. É um livro divertido e com grandes surpresas no decorrer da história. 

Emoção, suspense, risos, tudo isso você encontra aqui. Principalmente uma dose grande de fofura. E eu te desafio a ler esse livro e não sair dele com um sentimento de esperança no coração. 

 

Título: A garota que bebeu a lua
Autora: Kelly Barnhill
Editora: Galera Record
Páginas: 308
Ano: 2017
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Postagem Fabio Pedreira on 3.1.19 32
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Fábio, Fantasia, Galera Record, Kelly Barnhill, Resenhas
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1.1.19

Top Comentarista de Janeiro


"Adeus ano velho, feliz ano novo!"

É, leitores... O ano de 2018 acabou e viemos desejar para vocês um 2019 cheio de conquistas e muitas leituras. Por falar nessa combinação, nada melhor do que iniciar presenteando vocês.

Vale lembrar que o resultado do Top comentarista de dezembro já saiu, confiram aqui.

Parabéns, Ângela!

Iniciando o Top comentarista de Janeiro, trouxemos muitas opções para vocês.

Basta escolher qual livro desejam ganhar. Lembrando que apenas um livro será entregue ao vencedor. Deixem nos comentários qual o nome do livro escolhido e acompanhem as regras.

O que vocês precisam fazer? Se atendem aos detalhes para não serem desclassificados, ok?

Regras:
1- Para participar, preencha o formulário usando seu e-mail ou conta do Facebook.

2- São obrigatórios:
★ Comentar as postagens do mês de janeiro;
★ Ter um endereço de entrega no Brasil;
★ Curtir a página do Blog no Facebook;
★ Escolher qual livro deseja ganhar, indicando nos comentários;
★ Deixar nos comentários um e-mail ou alguma rede social que usou para participar do sorteio.

Lembrando que o não cumprimento dessas regras deste item gerará a desclassificação do participante.

3- A primeira entrada confirma sua participação no Top Comentarista, as demais entradas são chances extras. O sorteio será feito pelo Rafflecopter.

4- Para comentários terem validade, é necessário que haja um conteúdo. Um simples “gostei”, “não gostei”, “quero ler” não serão considerados. Pode comentar o quanto quiser, mas será computado apenas um comentário por postagem.

5- Os comentários devem ser feitos nas postagens referentes ao dia 01 até o dia 31 de janeiro de 2019 até 23h59. 

6- Para chances extras:
★ Diariamente você poderá comentar em postagens fora do mês obrigatório. Esse critério foi atribuído para caso a pessoa não consiga comentar diariamente, ela terá a chance de fazer comentários nas postagens obrigatórias ou nas opcionais e computar pontos no formulário.

7- O resultado será divulgado no Top Comentarista do mês seguinte. Será avisado na mesma postagem que o resultado saiu. Então, fiquem ligados.

8- O vencedor terá um prazo de até 48h para entrar em contato com seus dados para o e-mail: natthy_8@hotmail.com ou natalia.araujo@live.com. Atentem a esta regra, pois o leitor ficará responsável por enviar o e-mail com os dados. Faremos a postagem apenas com o resultado da promoção.

9- O prêmio será enviado em até 40 dias pelo Blog. Porém, caso seja enviado pela editora, esse prazo poderá ser estendido.

10- Não nos responsabilizamos por extravio dos Correios. Será enviado ao vencedor um código de rastreio para consultá-lo quando quiser (caso o livro seja enviado por nós, quando enviado pela editora não posso garantir que o código será feito). Portanto, caso o livro retorne o segundo envio será custeado pelo vencedor.

11- Este sorteio é de caráter recreativo/cultural, conforme item II do artigo 3º da Lei 5.768 de 20/12/71 e dispensa autorização do Ministério da Fazenda e da Justiça, não está vinculada à compra e/ou aquisição de produtos e serviços e a participação é gratuita.

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Postagem Naty Araújo on 1.1.19 22
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Sorteios, Top Comentarista
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